Gatilhos Mentais: Descubra a sua riqueza interior!

Desde o útero da mãe até a final das idades, somos seres de aprendizado, vivenciando experiências e as acumulando em um espaço chamado memória. Acho que a claustrofobia começa dentro da barriga da mãe, e ao nascer, as experiências continuam a escrever uma história de vida.

A história de vida é a história das experiências de uma pessoa ao  vivenciar rejeições, doenças, alegrias, frustrações, vitórias, amores, éxitos, tristezas, despedidas, encontros, vergonhas, decepções, celebrações e tudo o mais é registrado no banco de memórias.  

Cada pessoa guarda, desde a concepção, experiências agradáveis ou desagradáveis.  A questão é que tem pessoas que são viciadas em trazer para o consciente o lixo psicológico, as memórias desagradáveis, e apesar  dos fatos bons, sofrem e vivem miseravelmente renovando suas tristezas e decepções sem se dar conta que foi um hábito que virou uma programação automática do subconsciente. 

Ao repetir este padrão de comportamento, surgem os vícios, as frustrações as doenças psicossomáticas e outras dores que os remédios não resolvem, e perdem a vida culpando os outros e o mundo pela sua infelicidade. 

Seres Diferentes

Diferentemente dos outros seres viventes na terra, o ser humano recebeu do criador,  a capacidade de acessar memórias internas, bem como o imaginário coletivo para viver o presente da forma que lhe aprouver, independente das condições externas.  

Ao estar sentado na cadeira de dentista, é possível diminuir a sensação desagradável, ao imaginar a viagem dos sonhos, e trazer para o presente, sensações agradáveis.   

Ao ser preso pelos ingleses Gandhi declarou:

Eles prendem meu corpo mas minha mente está livre”.    

Gandhi

Nelson Mandela que passou trinta anos preso injustamente, preservou sua paz interior porque escolheu dirigir a mente para focar na missão de vida, ao invés de se contaminar com a raiva. 

Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que desenvolveu o conceito de arquétipo e inconsciente coletivo, onde podemos ter acesso a todas as possibilidades de maneira de se sentir e se comportar, como por exemplo o arquétipo do amor, da generosidade, da coragem, do serviço e demais virtudes.  

Livre Arbítrio 

À raça humana foi dado o  livre arbítrio e o poder de imaginar  para ter a liberdade de escolher viver de forma inteligente Quer consciente, quer inconscientemente o ser humano é rico de memórias que funcionam como gatilhos que disparam sensações no corpo e estados de alma.  

As pessoas cujo  padrão mental é de focar a memória em momentos de êxtase como: nascimento de um filho, aprovação em um concurso, reconhecimento em público, recebimento de um prêmio, insights durante a meditação, mesmo passando por situações difíceis, vivem com mais qualidade de vida.

Gatilhos Mentais

A qualidade de vida depende de estados e os estados são decorrentes das memórias que funcionam como gatilhos mentais de estados correspondentes.  Desta forma o gatilho mental é uma ferramenta que facilita o acesso a estados fortalecedores para que a pessoa, mesmo passando por traumas e adversidades, continue viva e de pé.

Afinal, as condições externas estão fora do nosso controle, mas o domínio de si, é o segredo para reagir com sabedoria. O estado de domínio de si é o que conta de mais urgente para atingir o equilíbrio necessário para ter atitudes harmoniosa em momentos difíceis no trabalho e na família. 

Racionalmente todos sabem as melhores maneiras de agir, mas somente a consciência intelectual não é suficiente. Cognitivamente todos são mestres em encontrar soluções e dar conselhos para os  outros mas, não é tão fácil implementar em si as mudanças, por falta de uma ferramenta de acesso a estados emocionais de qualidade.         

Onde entra a PNL (Programação Neurolinguística?

A Programação Neurolinguística – PNL, nas pesquisas sobre os comportamentos de  expoentes na humanidade, descobriu que o padrão mental é de focar no objetivo.

“Eu não fracassei, eu apenas descobri mil maneiras que não funcionam”.

Thomas Edison – Inventor da Lâmpada

Desta forma o condicionamento é disparar na mente a ideia de concentrar no objetivo que desencadeia uma sensação de vitória futura que, consequentemente gera um comportamento perseverante para continuar com a experiência no presente.

O recurso do gatilho mental é como se fosse um anzol que ajuda o pescador a fisgar o alimento, caso contrário ele morreria de fome em um mar de peixes. 

O gatilho mental pode ser usado em uma situação limitante, na qual se necessita de um estado estado fortalecedor. Por exemplo: quando está sendo criticado em público, a lembrança de um momento no passado, em que estava tranquilo, é um gatilho mental que dispara um estado interno de tranquilidade para escutar a crítica, avaliar os pontos a melhorar e ao final, agradecer.

Qualidade de vida depende da qualidade de estados. Os estados internos são terras férteis para plantar os comportamentos e dar respostas adequadas em situações delicadas de relacionamento

O mais interessante é a facilidade de entrar nos estados apropiados. Basta acessar na memória e, as sensações correspondentes estarão disponíveis.

Ao lembrar de um momento quando se vivenciou a experiência de compaixão, esta cena registrada na memória, é o gatilho mental que dispara as sensações amorosas que dão impulso aos comportamentos fraternos. O acesso à memória é o gatilho do estado que possibilita a ação. Simples assim.

Tesouro Interno

Caso a pessoa tenha dificuldade de se lembrar por exemplo, de uma situação de calma, basta perguntar: “Se eu estivesse calmo, como seria?” e a sensação de calma se torna presente no corpo. Parece brincadeira, mas não é.  Na memória tem armazenado um tesouro de infinitas possibilidades de estados. Acredite no tesouro interno escondido no inconsciente. 

Uma das premissas da PNL é que “todos temos, todos os recursos para vencer quaisquer desafios” e o gatilho mental é técnica na qual a pessoa ao lembrar de momentos de auto superação, consegue resgatar no passado o estado de segurança para: vencer situações difíceis, adquirir coragem para combater o  medo, substituir intolerância por compaixão. Acredite na sua própria riqueza interior.   

Segundo Carl Yung, psiquiatra suíço é possível, acessar o imaginário coletivo, um mundo ideal, ou seja onde todos os estados existem enquanto ideias, os arquétipos da compaixão, da serenidade, da fé, da beleza, do bem e de tudo que a raça humana possa imaginar.  

Basta usar a mente para imaginar e vivenciar o que tem de melhor e viver uma vida com qualidade, independente se o ambiente é favorável ou não. Estados plenos de recursos são a chave para o desempenho de alto nível na vida pessoal e profissional.  

Escolha viver no seu melhor!  Como seria sua vida se pudesse escolher viver o seu melhor?