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A Jornada do Herói com a PNL

1ª Estação: Vida Comum

Tudo termina onde inicia…

Os heróis têm uma trajetória e reúnem, em si, os atributos necessários para superar, de forma excepcional, um determinado problema. Vibramos quando ele aparentemente, sem chances de vencer, ou seja, um simples sujeito sem a mínima condição, infla o peito, levanta a cabeça e enfrenta a fera, guiado por ideais nobres e altruístas como: liberdade, sacrifício e coragem.  

Tem heróis que são guiados por vingança, mas suas motivações são fazer justiça. Tem felicidade maior do que assistir a vitória do herói que enfrentou  batalhas e no desfecho, vê-lo receber a recompensa?

Herói do Cotidiano

Os heróis das revistas e dos filmes, assim como aqueles da mitologia grega, recebem atributos físicos extraordinários como corpo à prova de balas e capacidade de voar, mas e o herói do cotidiano? Como fica aquele que é colocado em um mundo sem sentido, com grandes necessidades insatisfeitas, exigências e cobranças, exploração do homem pelo homem, encontrar a saída desse labirinto? 

Labirinto da vida

O nosso herói do cotidiano perdido diante de um mundo ilógico, tem uma arma secreta que se encontra em um lugar a ser descoberto dentro dele próprio. Aparentemente, a luta é fora, mas as armas da vitória que vencerão a guerra, estão no âmago de cada um.

O soldado para dar um passo adiante e enfrentar o inimigo, precisa primeiro acreditar que o significado da luta é maior e, seja lá quem saia vitorioso, o que mais vale, é ter lutado por algo digno que vale a pena.   

Lembro da frase de Gandhi “Lutarei até a morte por uma causa, mas nada me fará matar”, e  também Fernando Pessoa que afirma “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” 

O verdadeiro herói é aquele que por amor a uma grande causa, vence os inimigos  internos do medo, da inércia, do egoísmo e descobre as armas da coragem, auto sacrifício, desapego e faz justiça.

Gosto muito da cena quando o Clark Kent ao ver a humanidade ameaçada tira a sua roupa de simples jornalista e mostra que seus superpoderes já estão ali, na sua própria essência. Não precisa buscar em nenhum canto, senão dentro dele mesmo.     

Todas as pessoas simples do cotidiano, enfrentam obstáculos, dificuldades, e superam injustiças na medida que entram em um estado de auto superação dos vícios em favor dos valores. A trajetória será mais fácil quando se reconhece a existência de um herói que enfrentará forças em sentido contrário, monstros e dragões na busca heróica de salvar a princesa. 

São mais de sete bilhões heróis no mundo esperando serem descobertos, a maioria sem entender bem o que estão fazendo, mas continuam apesar da confusão de ideias, sentimentos, dúvidas e medos. 

A exemplo dos heróis míticos que são filhos de um Deus masculino e da matéria feminina, os heróis e heroínas do dia a dia, representam simbolicamente a mistura de energias do céu e da terra, de uma parte sagrada e outra, humana. Os mitos servem para nos inspirar a buscar dentro, a união das nossas partes humanas e divinas, e esta é a grande missão interna, a busca do crescimento a partir desse encontro íntimo com o herói que cada um representa nesse grande palco da vida. 

As conquistas do mundo exterior são estímulos para vivermos as experiências internas que é o que realmente tem importância. O herói quando vai lutar com o dragão ele já é um vitorioso porque venceu o medo dentro dele e ascendeu a coragem e a confiança no potencial de forças divinas. O herói consegue se desapegar das perdas ocorridas durante o caminho porque tem uma conexão com a parte que é realmente e definitivamente sua: a essência imutável. 

Salvar a princesa é somente um pretexto para resgatar as virtudes, e quando o guerreiro resolve lutar, ele já ganhou a luta contra a imobilidade da preguiça, do comodismo, da inércia e estagnação para se colocar em marcha.   

Cada ser humano quer tenha consciência ou não  é um herói do dia a dia, um herói sem capa aprendendo através de tentativa e erro, acumulando aprendizados, sentindo o gosto da derrota e da vitória, continuando o trajeto sem saber ao certo qual o desafio o espera na próxima estação e mesmo assim coloca-se de pé e continua a jornada.

A Jornada do Herói

Joseph Campbell estudou o que existe em comum nos mitos e contos de fadas, assim, descobriu que a jornada dos heróis tem uma estrutura com vários passos e nós, vamos caminhar por todos eles nos próximos artigos, contando histórias, poesias, aplicando técnicas da Programação Neurolinguística – PNL e relacionando o aprendizado.

Quais são as etapas? 

1ª. Vida Comum 

2ª. O Chamado

3º. Medo do desconhecido 

4º. Provas e o Mentor

5º. Travessia do Homem Comum ao Herói Interno

6º. Provação e Renascimento 

7º. Missão, Nova Consciência e Paz Interior

8º. Recompensa

9º. Retorno 

Vamos nessa? Aqui a nossa primeira estação!

1ª. Estação: Vida Comum

Nesta primeira etapa, encontramos o herói ou heroína no mundo comum, que está buscando se entregar totalmente ao que gosta e sabe fazer. Família criada, começa fazendo um retrospecto de sua história de vida, para encontrar o que realmente faz sentido e para isto irá se permitir ao isolamento, adquirindo coragem para encontrar-se com a lagarta enclausurada em sua caverna e aprender o porquê de sua existência, e o que fazer dela e como fazer para cumprir o plano da criação.

Nasci na Vila Philomeno Gomes, na cidade de Fortaleza, na força da luz do sol, faltando dezoito minutos para o meio dia, e aos três meses de idade desci para o sul do país em um transporte chamado “pau de arara”, um caminhão com umas madeiras na carroceria que levava os nordestinos para o sul do país na esperança de uma vida melhor. 

Foram quase dois meses de viagem no colo de minha mãe, meu pai e minha avó Margarida, de quem herdei o nome. Sem dinheiro, o jeito foi ficar em um quarto da pensão da Abigail, no bairro da Mooca, em São Paulo, onde minha mãe era lavadeira e cozinheira, meu pai trabalhava vendendo produtos de porta em porta, e minha avó, em uma máquina de costura marca Singer, bordava o monograma nos lençóis e toalhas da pensão.     

O talento para vendas levou meu pai a melhorar de vida, e aos sete anos morava em uma casa de dois andares, no bairro de Santo Amaro, minha mãe dedicava-se às prendas do lar e eu, conhecia o mundo através dos livros, especialmente na enciclopédia Barsa que lia até dentro do bonde que me levava ao colégio das Freiras.   

Companhia

A  mais maravilhosa de todas as companhias era uma bicicleta Caloi, que me levava a conhecer os bosques das redondezas, especialmente a Chácara Flora, um local de árvores imensas com várias tonalidades de verde, o cheiro das flores, o brilho do sol nas gotinhas de orvalho, formando  uma paisagem encantadora onde a cada pedalada na bicicleta, eu fazia questão de me perder na delícia de uma liberdade que se tornou o maior valor da minha vida. Ali, no meio da natureza extremamente bela, sentindo a leveza do vento e ouvindo a música do silêncio, eu iniciei o meu amor pela liberdade

Anos depois, em 1990, em uma aula de PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA – PNL, descobri que a maioria das minhas âncoras, nome de uma das técnicas da PNL que utiliza estímulos visuais, auditivos e cinestésicos para resgatar estados fortalecedores, aprendi que a natureza foi um estímulo para disparar em mim, sensações boas.

Então, passei a usar este recurso conscientemente, ou seja quando quero me sentir bem, uso a memória no passado  da imaginação para resgatar na memória, as lembranças das belas imagens, dos cheiros e sons da Chácara Flora, e toda aquela sensação maravilhosa de liberdade retorna trazendo todas as sensações  daquele momento passado,  ser revivido no presente.     

Ao entrar em contato com a natureza, acesso um estado de liberdade, o que me deixa em melhores condições para fazer escolhas inteligentes diante das situações mais desafiadoras.

Aprendizado:

1. Tudo acontece para transformar uma vida banal em sagrada. 

2. É preciso saber lidar com a transitoriedade das coisas, dos seres, dos episódios. O ideal é não criar vínculos pois a vida brinca de nos dar as coisas e depois tirar.

3. No curso natural da vida, você vai passar por várias perdas, porém tudo que perdemos é o transitório, e no final ficamos somente com o permanente: a experiência.

4. Seja indiferente ao transitório e não se deixe destruir por ele. O transitório faz parte do jogo das aparências. 

5. O que é real não se perde. “Aquilo que é realmente meu, não pode ser tirado de mim. (Sto Agostinho)

6. Dialogar com a vida é saber o que ela quer de mim. 

7. O aprendizado que se tira dos fatos, faz a gente olhar para traz e deduzir que diante do crescimento adquirido, valeu a pena. 

8. Se não aprender, vai ter que sofrer de novo.

Teimosia

Com fios de formosura
E beleza sem fim
Te teci feio pra mim
Te vi mal e me escondi
Neguei-te enfim.

E para não perder-te
Matei-te, por inteiro,
Com a agulha do medo,
Dentro de mim

Uma grande aventura 
É assim
O começo tem gosto de fim

Inevitáveis fins
Que aumentam 
A magia dos começos

– Magui Guimarães

Quem define o início da sua jornada é você, a PNL tem ferramentas que te ajudam na busca pelo autoconhecimento, autodesenvolvimento, chegando assim, a autorrealização.

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas em Agosto, esse é o primeiro passo para grandes conquistas!

Curso PNL 2020