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Jornada do Herói com a PNL

7º Estação: Missão, Nova Consciência e Paz Interior

O desafio maior é a coerência com tudo o que aprendi até agora, de nada vale se ficar somente na teoria, o desafiador é trazer para a vida do dia a dia, incorporar todo o aprendizado que acumulei até agora,  é apavorante se desnudar em público, se mostrar sem maquiagem, virar do avesso. As vezes a gente pede para crescer, evoluir, servir, mas não tem ideia do quanto uma missão exige entregas, desapegos e sacrifícios. Sei que não é fácil  mas se cair, vou cair de pé para continuar a marcha.

Agora com mais idade cronológica e mais maturidade psicológica, encaro esta próxima etapa com o coração apertado, mas na esperança que, nos piores momentos, eu mereça receber ajuda dos doadores. Quando vivia na total ignorância, era mais fácil brincar de ser gente, depois de concluir a formação em Programação Neurolinguística, tomei consciência do uso da mente para seguir os propósitos elevados. 

Além de saber, chegou a hora de ser, pois fala mais alto a pessoa que sou do que o que falo.

➡️ Como ser integralmente aquilo que ensino? 
➡️ E se eu não conseguir ser coerente?
➡️ Como lidar com a cobrança externa e interna?

Cheguei a pensar em um isolamento total, assim as pessoas não saberiam quem realmente sou, mas quando olhava no espelho, eu sabia. Impossível  fugir de mim mesma e até fingir também não cola, todos percebem a incongruência. Resolvi então, construir a coerência um tijolinho a cada dia, devagar e sempre, sem pressa e sem pausa.  

Uma causa

Joseph Campbell fala que todos os mitos do mundo inteiro que ele estudou tem uma estrutura comum, o herói defende uma causa de terceiros. Ele quer salvar a princesa, cumprir a missão e a recompensa é  a satisfação.  Outra semelhança  encontrada em todos os contos, é o alinhamento do projeto de vida com os princípios que regem a natureza divina, e por esta razão ela carimba, patrocina e diz: “Conta Comigo”

Se o projeto é pessoal, egoísta e individualista, e vai na contramão das leis da natureza, ela diz: Caminha sozinho com o seu poder pessoal e com o carma que você carrega”. A natureza caminha ao seu lado se a sua causa coincide com a causa da natureza. E querer crescer como ser humano, coincide com a causa da natureza. 

E querer crescer como ser humano, coincide com a causa da natureza.

Iung chamava de SINCRONICIDADE. A Natureza trama a favor, e quando o herói  precisa de uma ferramenta, antes que ele perceba, a ferramenta já aparece e quando precisa de uma ajuda há uma sincronicidade que traz a ajuda em suas mãos, às vezes até uma lembrança que aflora na memória de um fato de infância, que não lembrava mais, e lembrou naquele momento, por ser a mensagem que precisava para harmonizar uma determinada situação. 

As vezes também pode acontecer ser ajudado por intuições que desfazem travas que estavam dificultando, e assim superá-las. 

Quando a causa é correta, a natureza abraça como se fosse a causa dela. Já tive experiência em sala de aula de um aluno fazer uma pergunta e eu não saber responder, e acontece de aflorar uma resposta que satisfaz ao aluno, mas que não veio de mim e sim através do veículo que me proponho ser. 

Pensamentos

Mesmo tendo algumas experiências de ajuda dos mentores, no processo de iniciação as provas são mais profundas e desafiadoras e requer preparação.  Entrei na ioga, e com muito treino domestiquei a mente até que ela se disciplinou a obedecer uma seleção de pensamentos. 

Meus pensamentos não podiam ser escritos no céu para todo mundo ler, e resolvi fazer uma limpeza, eliminando inicialmente, os pensamentos condicionados. Comecei por separar quais pensamentos eram realmente meus, e quais tinham sido inoculados pela mídia e moda.

Percebi que eu não pensava e sim, era pensada, e assim iniciei um processo consciente de reflexão sobre a verdade, a utilidade de cada pensamento, e adotava somente aqueles que contribuíam para elevação da consciência e do estado de alegria. Quando digo alegria, não confunda com euforia de festas regadas a bebida e estimulantes. 

Cultivo a alegria dos santos, aquela do dever cumprido, de estar fazendo o certo, no lugar certo com as pessoas certas, sabendo separar o joio do trigo.  De vez em quando me permito estar de bobeira, feito criança em total entrega na brincadeira

Metas e Modelagem: A PNL mais uma vez

Aprendi na PNL duas ferramentas sensacionais para caminhar com segurança nos processos de melhoria: estabelecer metas e fazer a modelagem para levantar o modus operandi de quem já conseguiu realizar os objetivos.

A metas tem a função de reunir forças da psique para focar no objetivo e servir como um indicador se, estou me aproximando ou me afastando da meta. 

Por exemplo para alcançar equilíbrio emocional estabeleci a meta de continuar com o mesmo ritmo de respiração, quer quando estivesse sendo criticada, quer quando elogiada em público.

Respirar

De tal forma que quando percebo uma alteração no movimento respiratório, imediatamente redireciono o meu pensamento para aproveitar a crítica no sentido de melhorar o que precisa ser melhorado e, quanto aos elogios, aceito ser apenas um veículo do poder superior para manifestar as coisas lá de cima aqui em baixo. 

Assim, continuo dentro de um equilíbrio emocional onde não chegam nem os louvores, nem as censuras. 

A meta é para domesticar o dragão interno com suas exigências descabidas e debilidades a fim de me  tornar um ser humano pleno e fazer a trajetória do herói dentro daquilo que Campbell chamou de monomito ou seja todas as histórias de teor sagrado ou tradicional, falam de uma única história, ou seja da estrutura de trajetória que o homem tem de fazer para sair da IGNORÂNCIA e chegar a SABEDORIAAristóteles afirmava que o homem é movido por  objetivos.   

O objetivo maior é corresponder ao que a natureza espera de mim.  

Acrescentei ao estudo de Campbell, as ferramentas da PNL de especificação científica para concretização dos objetivos que me ajudou muito conforme regras a seguir: 

Primeira regra: o objetivo precisa iniciar em mim e terminar em mim.

Assim parei de focar na melhoria da sogra, do irmão, do colega de trabalho e passei a me concentrar em melhorar para conviver melhor comigo mesma e com as outras pessoas, e nesse item o trabalho foi imenso pois no meu processo de autoconhecimento, eu precisava desenvolver o respeito pelo outro que era diferente de mim, e a ética em agir pelo bem comum. 

Consequentemente ao centrar na formação do caráter, naturalmente passei a conviver melhor com as pessoas a minha volta. 

Segunda regra: Saber identificar o estado atual e estado desejado.

Somente posso desejar ser altruísta se primeiro aceitar ser egoísta. Somente posso estabelece o roteiro de onde quero chegar, se eu souber onde estou.  O processo de autoconhecimento exige humildade para perceber as sombras do orgulho, inveja, vaidade e avareza.

O mais interessante é que dentro dessas características existiam sementes de luz: humildade, generosidade, simplicidade a serem desenvolvidas.

Terceira regra: Adotar um conjunto de crenças para dar força nos momentos de pressão e dúvida.

E assim, passei a acreditar que “Todo ser humano é um posto de abastecimento dos dons da vida”, e “Se é possível para alguém também será possível para mim”. 

Quarta regra: Escolher bons mentores.

Pessoas que já percorreram o caminho e sabem dos buracos da estrada, das encruzilhadas, dos perigos, dos atalhos e do que será preciso na viagem.  E em cada etapa, em cada degrau da escada, abria minha mente e coração para os ensinamentos preciosos dos sábios, filósofos, teólogos, mestres, magos todos da antiguidade cujos ensinamentos antigos resistiram ao tempo e, ainda permanecem atuais. 

Quinta regra: o objetivo precisa ser alcançável de um tamanho proporcional ao acesso dos recursos que dispunha.

Querer ser perfeita de um dia para o outro, aumentava a ansiedade e a frustração, então comecei a fazer pequenas ações como agradecer, escutar mais e falar menos e percebi que ao fazer o pequeno está me preparando para o grandioso. 

Sexta regra: o objetivo precisa ser assertivo, ou seja, dizer o que quero e não o que não quero.

Antigamente eu dizia que meu objetivo era “Não ser infeliz”, “Não ser pobre”, “Não ser abandonada”, “Não ser doente” e aprendi a falar “Quero ser feliz, rica, amada e sadia”.  

Sétima regra: o objetivo precisa ser sensorial.

Traduzido em termos dos cinco sentidos, quando for feliz, rica, amada e sadia o que verei, o que ouvirei e sentirei. 

Por exemplo: Estarei me vendo rindo, em companhia de amigos e familiares, com disposição física e mental para fazer exercícios físicos e com bom nível intelectual, psicológico e espiritual, discutindo ideias e refletindo sobre elas, expandindo a consciência individual e coletiva, e com renda suficiente para manter uma casa, transporte, estudos e lazer. 

Aprendi a me expressar de forma descritiva, sem o uso de adjetivos 

Assim, com meta e com método torna-se mais fácil a tarefa de construir a mim mesma porque eu já havia tomado consciência da missão de vida. Fiz um inventário dos talentos recebidos para aplica-los a serviço dos outros.

O Chamado para a Iniciação

É a chamada para a INICIAÇÃO. Juntei minha capacidade de síntese, com a facilidade de fazer metáforas, umas pitadas de carisma e humor, misturei tudo e decidi ser:

Uma educadora, através de comunicação metafórica, carisma, humor, e conhecimento em PNL, contribuir com o processo de autoconhecimento do ser humano.

Magui Guimarães

A missão de vida tornou-se uma bússola orientadora de minhas decisões diárias e planejamento como um todo. Os objetivos, metas, ações devem estar alinhados com a missão. 

A vida das provas tem um limiar que é a quebra entre a vida cotidiana banal e a passagem para uma outra dimensão onde nada é igual, tudo é novo, tudo é fantástico.

Aposentei-me do Banco e estabeleci uma disciplina de estudo e prática.  Adotei a flexibilidade, adaptando-me as disrupturas,  quebrando  rotina, fazendo as coisas de forma diferentes, indo para o consultório por caminhos desconhecidos, praticando esporte diferentes, teatro, dança pois segundo a PNL, a flexibilidade corporal ajuda a flexibilidade mental, o que imuniza da mecanização.

Labirinto da mente

As pequenas rupturas comportamentais e psicológicas acostumam a personalidade a constantes mudanças, evitando surpresas maiores com a ruptura causada pela morte. 

Quero me habituar a transitoriedade, a impermanência e me acostumar que as coisas não são definitivas. Afinal, vivemos em um mundo em que a única coisa certa é a mudança. Com o tempo as aparências mudam e a vaidade vai com a idade, mas existe um centro imutável, o ponto de Deus, o Eu essencial, um estado de segurança que metaforicamente é conhecido como o céu interno. 

Esta vontade de conhecer o que existe além das aparências, começou quando tinha dez anos, assistindo palestras de um filósofo chamado Huberto Rhoden, e no ano de 2000 participei de treinamento “Instrumentos do Espírito” ministrado por Robert Dilts e Robert Mac’Donald e aprendi como usar as técnicas da PNL para utilizar a mente como instrumento de espiritualidade.  

Um dos mitos mais significativos é o Bagavadh Gita, história sagrada hindu que trata de uma batalha de dois exércitos que representam a guerra interior, entre as virtudes e defeitos. E em um determinado momento quando os dois exércitos se encontram tem uma passagem do livro que é linda “Até os astros giram mais devagar para ver o que se passa no campo de batalha”

a guerra interior, entre as virtudes e defeitos

Ali não se decide o destino de um homem, mas sim de toda a humanidade. Arjuna, o herói guerreiro  prova que se é possível para um, é possível para todos. 

Toda a humanidade é herdeira dessa vitória. Toda a natureza, de uma certa maneira, trama a nosso favor. E a esta harmonia entre virtudes e defeitos, matéria e espírito, ego e Eu essencial é o caminho para a espiritualidade. 

Joseph Campbel fala da descida dos labirintos espirituais porque no fundo todos os seres mitológicos e históricos,  contos de fada, sacerdotes, xamãs, estão buscando mergulhar nos labirintos internos para buscar respostas  e somente conseguem mergulhar  nessas profundezas, os que tem META e MÉTODO. 

A meta precisa ser generosa e humana em prol do coletivo, por que senão está arriscado o herói  se perder nesses abismos e não voltar mais. Um mergulho como este, sem uma meta e um método bem definido, senão pode provocar um processo de alienação mental.  

O herói  mergulha nos mundos desconhecidos do inconsciente pessoal e do inconsciente coletivo, para retirar os véus dos mistérios, com sua alma totalmente entregue, com todo ardor do seu coração, sem medidas e com infinita confiança porque é o filho do Pai – Senhor dos mundos.  

Aprendizados:

1. Tudo é passageiro, com exceção do trocador e do motorista

2. Meu plano de vida tem aderência com o plano de Deus

3. Todos os seres humanos estão predestinados a evoluir.

4. As verdadeiras batalhas acontecem no âmago do ser.

Encontro

Fora do centro, abaixo
Quantos despedaçamentos
Em total destruição

Acima tudo era construção
Lá estava o arco-íris
No horizonte real, 
No momento ideal.

Dona da sensibilidade
Conheci as possibilidades
Pintei todas as cores
Vivi mil amores
Cantei, dancei

E hoje, baixada a poeira da ilusão
Junto qual mendigo, meus pedaços,
E carrego nos olhos
O brilho de uma missão

– Magui Guimarães

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas em Agosto, esse é o primeiro passo para grandes conquistas!