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Saber se comunicar é um dom ou se aprende?

Por muito tempo em minha vida, senti na carne a dor das incompreensões e desentendimentos frutos de uma comunicação distorcida.  O resultado? Perdi amizades, fiz péssimos negócios e o mais grave de tudo: criei um ambiente interno confuso ao ignorar os preceitos básicos de uma boa comunicação. 

Eu mesma não conseguia traduzir em palavras o que realmente acontecia dentro de mim, e vivia dentro da mais tosca ignorância afetando negativamente o lado emocional. 

Nesse artigo você entenderá a importância de uma comunicação clara, objetiva e assertiva, e discutiremos se ela já vem conosco ou pode ser adquirida durante a nossa jornada, vamos lá?

Outro idioma

Na vida familiar e profissional era como se eu falasse chinês para alemães. As palavras não eram compreendidas, quando mais falava maior o atrito, e os relacionamentos tornaram-se de baixa qualidade. Sem contatos pessoais verdadeiros e profundos, aos poucos me sentia uma ilha perdida no oceano, sem conexão com as demais, e o mais sofrido, uma estranha sem entender a mim mesma.  

Embora procurasse me silenciar diante das outras pessoas, eu não conseguia fugir do barulho das falas internas.  A vida interior foi se tornando algo confuso e sem sentido.

A PNL aplicada a comunicação assertiva

No auge da crise, conheci a Programação Neurolinguística – PNL e compreendi a importância do uso da palavra adequada no processo da comunicação.

Custei muito a entender que: “A responsabilidade da comunicação é do emissor”. 

Se o receptor compreendeu diferente é porque faltou sensibilidade para falar uma linguagem adequada ao nível do ouvinte. Embora não tenha nascido com o dom da comunicação, aprendi, com a PNL, a me comunicar de forma adequada, me fazendo entender e entendendo mais as pessoas. 

Comunicação

Atualmente, tenho a certeza de que o que eu digo é diferente do que a pessoa escuta e por esta razão uso as perguntas para me certificar se o que o outro entendeu foi o que realmente foi dito. 

Mapa não é território

Uma revelação que muito me ajudou na comunicação foi o pressuposto utilizado pela  PNL, de que  “Mapa não é território”.  Ou seja, o mapa que fazemos da realidade é diferente da realidade. Posso olhar uma rosa e descrevê-la de forma diferente de uma outra pessoa.

Cada um vê a mesma coisa de uma perspectiva única e original, assim como a impressão digital, não existe percepção idêntica. 

E ainda tem o fato de que, cada palavra está grávida de vários significados.  Se  perguntarmos o significado da palavra “amizade” cada pessoa dirá e sentirá algo diferente. Enfim, cada cabeça, uma sentença.

PNL aplicada a Inteligência Emocional

Para resolver esta questão existem algumas técnicas da PNL que diminuem os ruídos entre o emissor e o receptor, por exemplo: abolir os adjetivos e substituí-los por descrições sensoriais, ou seja ao invés de dizer que uma “pessoa é boa” deverá descrever os comportamentos que traduzem bondade, por exemplo: a pessoa cuida dos irmãos, é voluntária em obras de caridade etc. Esta forma, descrevendo ações, é mais fácil entender a que ser refere o adjetivo “boa”.  

O adjetivo “boa” pode estar relacionado a vários outros aspectos, como por exemplo:  um ladrão pode ser muito bom no que faz.  Uma mulher pode ser considerada “boa” pelas medidas do seu corpo.

Então, para evitar interpretações subjetivas, a comunicação é mais eficiente quando há descrições de fatos, pois contra fatos não há argumentos, nem suposições.

Em uma discussão por exemplo quando ouvimos: que alguém é desatencioso. O ideal é perguntar: Qual foi o comportamento que você observou no outro para deduzir que ele é desatencioso? Utilizar perguntas a fim de traduzir o adjetivo em comportamentos,  é a base da comunicação cientifica que vai além da ofensa pessoal e  nos dá uma informação de como o outro está percebendo o nosso comportamento.

Falar do comportamento é mais pedagógico e não ofende a identidade da pessoa.

Abolir os julgamentos é retirar do vocabulário os adjetivos e se comunicar apenas com informações de alta qualidade, isto é informações sensoriais: o que vê e ouve.

Esta regra auxilia também o autoconhecimento porque ao invés de dizer: “Eu sou preguiçoso”, é mais educativo descrever os fatos que levaram a esta conclusão, como por exemplo: “Por quatros vezes, nesta semana, eu dormi durante o dia e adiei as tarefas.” 

Ser preguiçoso é uma afirmação que afeta a identidade e baixa a estima, mas ter comportamentos é algo que pode ser modificado.

Assim, a autoestima continua em alta e toma-se consciência de que a preguiça está precisando ser neutralizada com a disciplina, por exemplo. Esta comunicação e’ eficiente na transformação dos seres humanos porque expõe a limitação e resgata o recurso necessário, permanecendo o senso de valor. 

Tom da Voz

Outra regra importante para uma comunicação persuasiva é o tom de voz e a fisiologia congruente. Dependendo da forma como se fala, tem “não” é que é “sim” e, tem “sim” que é “não”.  E muitos outros usos da palavra que podem preservar o estado emocional tais como: “estou atencioso com…” ao invés de “estou preocupado…”, dizer: “estou aborrecido…”, ao invés de “estou com raiva..”, ao invés de dizer “não tenho a menor dúvida”, dizer: “tenho certeza”.  

Isto porque cada palavra tem um energia que impacta negativa ou positivamente no sistema nervoso e pode-se evitar o estresse, aprendendo a escolher palavras com  impactos positivos.  

No que diz respeito ao uso dos verbos, uma coisa é dizer: “Sou doente”, outra coisa é dizer: “Estou doente”.  Percebam que dizer: “Sou alegre” é mais edificante do que “Estou alegre”. Por falta de conhecimento do poder da linguagem na comunicação, utilizado o verbo “ser” e “estar”, indevidamente. Assim como os tempos dos verbos “gostaria” ou “estou querendo” tem impacto fraco ou forte na realização de uma ação.  O futuro do pretérito tem menos força do que o gerúndio. 

O Poder da Palavra

Enfim, a palavra é uma ferramenta importantíssima para definir a qualidade dos relacionamentos de uma pessoa com ela própria e com os demais, e a PNL  ao pesquisar os grandes comunicadores, descobriu que é possível modelar uma linguagem elegante e poderosa para influenciar a si próprio e encantar os demais com palavras que resgatam estados de excelência e tornam a comunicação um instrumento de inspiração e aproximação entre pessoas. 

Você pode reaprender a falar de forma mais assertiva e melhorar os resultados de sua comunicação, conquistando mais qualidade de vida. 

A PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA – PNL irá lhe ajudar a vivenciar de forma saudável todas as emoções internas e externas e agir na inteligência psíquica e emocional. 

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