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Mês: abril 2021

Como fazer rapport virtual com a PNL

Como fazer rapport virtual com a PNL 

Em todas as negociações, vendas, conflitos, relacionamentos e outros encontros entre pessoas, a chave do sucesso é a confiança, na verdade, esse é um princípio básico. Ninguém compra de quem não confia. 

Confiança é a base dos relacionamentos consistentes.  

Mas como gerar confiança? 

A Programação Neurolinguística – PNL ensina a gerar confiança através do espelhamento de movimentos corporais, faciais, gestuais, humor, crenças e valores, maneiras de se comportar, de falar e até respirar.  

Quando alguém gosta do que nós gostamos, tem as mesmas manias, humores, maneiras de pensar, e se movimenta de forma parecida, há uma aproximação instantânea, haja vista que os iguais se aproximam e os diferentes se afastam.  

Grosseiramente, a palavra espelhamento pode ser traduzida como imitação, mas de uma forma mais elegante, o espelhamento são movimentos feitos de forma discreta, sutil e elegante que passa a ideia de: quando a pessoa está olhando para nós, é como se estivesse vendo a ela própria.   

Para que isto aconteça é preciso estar reproduzindo o comportamento da pessoa, assim, ela se sente bem estando perto.  Particularmente, não me sinto confortável em estabelecer confiança somente nos aspectos externos de comportamento, já que o mais importante são os valores éticos praticados. 

A Técnica do Rapport segundo a PNL 

A empatia ou rapport, como é chamada na PNL, é uma técnica para gerar confiança no interlocutor a fim de vender uma ideia ou produto. Basicamente, esta confiança se estabelece quando lidamos com pessoas semelhantes a nós mesmos.  

No novo cenário de afastamento social, há uma necessidade de estabelecer empatia (rapport) em encontros virtuais, o que não é tarefa fácil tendo em vista que requer um alto nível de observação dos movimentos corporais como um todo, mas ainda assim é possível fazer sintonia calibrando as características vocais como: tom de voz, volume, timbre, velocidade e até sotaque.  

Em que pese a carência das pessoas, o que mais cativa é uma escuta ativa, paciente e verdadeira. Gostamos de quem nos ouve atentamente e de forma sincera e respeitosa, acompanhando o conteúdo da conversa.   

Saber escutar abre corações

O ato de escutar possibilita compreender os sentimentos e reações do outro, principalmente quando se diz:

– “entendo sua maneira de pensar”

– “compreendo sua decisão”

Também é importante repetir as mesmas palavras que o outro diz, assim, o outro se certifica que está sendo ouvido e sente-se mais confortável.

Para mostrar interesse é importante perguntar, assim, você conhece cada vez mais a pessoa com quem está se relacionando. Saber o que é importante para a outra pessoa e quais são seus valores, ajuda a entender melhor para poder satisfazê-los em suas carências e criar ainda mais afinidade. 

Tem vários artigos dando dicas de aproximação como: sorria, fale o nome do cliente, e tantas outras formas de fazer rapport. Seja lá o que você faça, o importante é ser sincero em querer o bem da pessoa e da relação que está sendo criada. 

Seja Sincero 

Sinceridade é dizer um SIM de aceitação verdadeira. Esta é uma energia que atravessa as máquinas e diminui distâncias. O outro sente, inconscientemente, a energia que está sendo irradiada. Qualquer movimento teatral, elaborado ou sorriso falso que não venha das vísceras, é desnecessário e é preferível não forçar. 

Tenha um profundo respeito pelo outro, e este sentimento irá resvalar por todos os poros e será entendido como um gesto generoso. Quando a intenção é sincera, tudo que sai de você é harmonioso e é percebido pelo cliente.  

Em todas as situações de relacionamento, com ou sem a presença física, se desejar verdadeiramente o bem para o outro, inevitavelmente acontecerá a aproximação e, mesmo que seja virtualmente, as pessoas estarão unidas.  

Considero o rapport, muito mais do que simplesmente uma técnica mecânica com o intuito somente de vender algo ou tirar proveito, mas sim uma filosofia de vida que nasce no coração e toca outros corações. 

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Prazer X Satisfação

Prazer X Satisfação

Prazer e Satisfação são sinônimos iguais, diferentes ou tanto faz?

Muitas vezes, por não saber o conceito de cada emoção, nos confundimos e deixamos de aprender com o que sentimos a cada momento. 

Mihaly Csikszentimihalyi, psicólogo húngaro, PhD, que pesquisou durante duas décadas os estados de “Optimal Experience” isto é, de experiência máxima do ser humano, faz a seguinte distinção entre Prazer e Satisfação.

Sentimos prazer quando nos contentamos com as funções biológicas de dormir quando sentimos sono, comer para saciar a fome, dormir para se restaurar de um dia exaustivo, descansar para relaxar o corpo e sexo para sentirmos prazer. 

O prazer ajuda a manter a homeostase física, o que gera uma sensação de saciedade. 

Logo depois de beber água, sentimos que o corpo está saciado, no entanto, o prazer não gera crescimento, não acrescenta complexidades ao self, e apenas o prazer do corpo não é suficiente para expandir a nossa consciência.

O prazer é fugidio porque o self não cresce com atividades prazerosas.

Porém, a Satisfação é o que sentimos quando realizamos algo além do simples desejo.

A satisfação é quando alcançamos algo inesperado ou além do que conseguia antes como: aprender coisas novas, jogar uma partida esportiva que utilize a nova técnica, fechar um acordo de negócios que requer alta performance.

É provável que a experiência não tenha sido agradável no momento, mas depois de concluída, sentimos satisfação.

Nosso self expandiu e se tornou mais complexo.    

O que é mais fácil: Satisfação ou prazer?

É lógico que é o prazer.

Prazer você ir ao shopping e fazer compras, mas satisfação tem que batalhar para conseguir, se esforçar durante anos para viver a satisfação de passar em um concurso, resolver uma equação, perder peso, falar fluentemente um idioma, tocar com maestria um instrumento. Satisfação demora, enquanto para sentir prazer é o bastante, comer uma boa lasanha. Quanto menos satisfação psicológica, o ser humano tem, maior é a necessidade de ter prazer biológico.  

Para ilustrar os conceitos de Mihaly sobre a diferença entre prazer e satisfação, lembro-me quanto trabalhei para passar férias em Fernando de Noronha e conhecer os golfinhos de perto. Foram meses fazendo hora extra e muito esforço para cumprir as metas. 

Finalmente, estava eu sentada em uma cadeira olhando o horizonte, sentindo uma calma profunda, olhando a dança dos golfinhos, que pulavam para fora da água, se encontrando no espaço e caindo novamente no mar e saindo dele, incansavelmente. Foram horas de observação no primeiro e segundo dia, mas no terceiro eu já apresentava sinais de monotonia, e no quarto dia estava totalmente entediada, pois nada acontecia de novo, os golfinhos continuavam lá incansáveis com seus saltos iguais e ininterruptos.  

Com o passar dos dias comecei a sentir saudades das imprevisibilidades, novidades e do esforço mental em dar respostas inteligentes aos desafios. 

Então, para diminuir o tédio, os dias seguintes foram de completo prazer, comendo peixes com temperos variados, massagens com cremes perfumados, e em virtude da falta de atividades que exigissem mais complexidade, estava atrofiando a energia mental, e ao final do dia nada havia acrescentado de novo, nenhum aprendizado e muito menos a satisfação de ter vencido algum desafio.

Entrei em um ciclo vicioso: por falta de atividades de superação, buscava recompensa intensificando os prazeres da comida e da bebida e do descanso. Assim, o corpo adquiriu peso e a mente entrou num processo de entropia psíquica. Comecei a atender porque a ociosidade é tão danosa a mente humana.

Sem desafios a vencer, há ausência de crescimento e estagnação que era facilmente preenchida de imediato com um pedaço de pizza que por sua vez gerava prazer e nada de satisfação.

Assim acontece com o executivo insatisfeito com seu trabalho, entediado com suas tarefas, fica pensando que se comprar um barco maior, ou aparelho de som mais potente, será mais feliz, no entanto o prazer da compra é momentâneo  porque com uma semana bota o barco de lado e precisa de um avião. 

A vida se torna um problema quando a busca de qualidade de vida está em torno do prazer. 

Este hábito de buscar prazer biológico, acaba se tornando um vício, causando dependência e compulsão na ilusão de que ter muito prazer traz qualidade de vida. Na verdade, o ser humano tem uma  necessidade real de satisfação com a superação de desafios. Não haverá qualidade de vida autêntica a não ser que se aprenda a construir satisfação. Aquele que tem muitas tarefas a executar pode ter estresse mas satisfação é alcançada quando o desafio é um estímulo para resgatar o potencial de crescimento e aprendizado. 

É urgente entender a diferenciação entre prazer e satisfação e concluir que o que realmente preenche o ser humano é a satisfação da recompensa de ganhar a medalha, depois do esforço de treinar exaustivamente durante quatro anos para subir no pódio. Lógico que não se pode ser contra o prazer pois é uma experiência sensacional. O problema é quando ele se torna o substituto da satisfação, quando começa a usar o prazer como forma de compensação por falta satisfação.

Quanto mais satisfeita psicologicamente a pessoa está, menos prazer biológico a pessoa necessita.

A PNL

A Programação Neurolinguística – PNL ensina a disciplinar e educar a mente a ficar cada vez mais esperta e disposta a realizar metas e especificar objetivos.  

A PNL ensina a ressignificar o desafio como uma oportunidade de gerar expansão mental, tem ferramentas para resgatar o potencial adormecido e obter a realização para viver uma vida com prazer e satisfação.    

A Páscoa é um convite…

A Páscoa é um convite…

Quando meus filhos eram crianças, eu escondia os ovos de páscoa em diferentes espaços da casa e era uma alegria quando um encontrava e os outros se apressavam em bisbilhotar as estantes, as gavetas, em cima da geladeira, em baixo da cama…até no meio das flores do jardim.

Às vezes eu dava dicas: “passarinho no ninho” era o mote de que o ovo estava escondido na parte de cima, e “cobra no buraco”, na parte de baixo.

Entre as recordações de crianças ávidas em dar uma mordida no chocolate, lembro do forte símbolo do ovo como semente da vida que desperta de dentro para fora, e do coelho trazendo a ideia do quanto somos férteis para gerar infinitas possibilidades de aperfeiçoamento.

Já assisti inúmeras vezes o filme de Moises levando os hebreus do Egito para a Terra Prometida e até hoje, fico angustiada pensando que não vai dar tempo para passar todo mundo.

Mesmo tendo visto a cena por muitas vezes, fico pedindo para eles andem mais depressa, senão as águas do mar se fecham, e a coisa fica “preta”.

Entendo teoricamente a Páscoa como uma passagem de uma condição de escravos dos instintos para a libertação da alma, um ideal perfeito, mas na prática não é tão fácil a passagem das trevas para a luz. Isto requer vencer os vícios do ego e querer o bem do outro mesmo que este outro não queira o meu bem. No entanto, me percebo não honrando a luz que minha mãe me mostrou no meu primeiro nascimento.

Esta reflexão veio à tona, porque com a pandemia fui tirada da arena, e colocada na arquibancada assistindo de longe a falta de sentido em levar uma vida caótica, repleta de compromissos com foco em interesses individuais, sem sobrar um tempinho para a construção de vida interior.

Toda primavera vem a Páscoa e eu almejo que algo melhor floresça para coroar o meu segundo nascimento para uma vida mais espiritualizada, porém uma outra parte de mim somente pensa na mera sobrevivência.

Teoricamente entendo a necessidade de florescer no jardim do divino, mas o avanço é muito pequeno diante de minha sede de alma.

Há uma distância muito grande entre a centelha que quero ser e a pequenez em que me encontro, e estou cansada de banalizar minha vida quando devia sacraliza-la.

A cada ano, em cada primavera, almejo mais afinidade com a luz que deveria se impor acima de qualquer outro interesse pessoal, mas ainda assim me vejo querendo brigar por uma vaga no estacionamento.

Decepciono-me comigo mesma, respiro fundo, e resolvo começar de novo… O bom soldado treina um pouquinho todo dia. Um dia farei o parto da própria alma, e criarei habilidades para ajudar em outros..

Com setenta anos ja não tenho muito tempo e querendo apressar posso quebrar o ovo de fora para dentro, e dessa forma o pintinho vai morrer. Para que o pintinho viva, o movimento é de dentro para fora, e no tempo dele. Então para não matar o bichinho, o jeito é esperar o momento que a vida sutil desperte de dentro para fora.

A Páscoa em plena pandemia é uma oportunidade de uma páscoa legítima de poder entrar para dentro e desenvolver um movimento interno.

Podemos apressar o nosso despertar espiritual vivendo de forma coerente com as leis do poder superior e através da prática das virtudes plantar algumas sementes, e dessa forma, a cada Páscoa, conseguir um pequeno avanço, sem ser necessário um passo além do que as pernas possam alcançar.

A Páscoa é um momento onde o cenário está montado para convidar o homem a despertar, renascer após conseguir a vitória sobre si mesmo.

Todos os anos é uma chance de fazer o parto da essência divina.

Os ciclos se renovam e ano que vem tem Páscoa de novo, e quem sabe eu consiga algum despertar. Resta-me aceitar que neste ano, por pequeno que seja meu despertar, possa ser pleno, verdadeiro e acima de tudo consciente.

Luzes para todos nós!