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Inteligência Espiritual nas empresas

O conhecimento adquirido está nos tornando mais fraternos?
A inteligência desenvolvida até então, está nos tornando mais generosos? 
A humanidade está usando mais a razão, ou o coração? 
Valorizamos mais o sabido ou o sábio? 
Sem compaixão, afeição e ternura de que adianta máquinas inteligentes?

Todas essas perguntas são extremamente pertinentes e nesse artigo vou falar sobre elas.


Questionamentos Internos

Em 2012, tive a satisfação de realizar um evento sobre FELICIDADE INTERNA BRUTA – FIB, no Centro de Convenções, com a presença de 1.800 pessoas e do Ministro da Felicidade do Butão, Dasho Karma Ura.

O ministro que a época, média o desenvolvimento do país tomando como base a felicidade do povo, diferentemente do restante do mundo que mede desenvolvimento unicamente pelo fator econômico, riquezas e consumo de produtos.   

No Butão, para 250 mil butaneses, o desenvolvimento leva em consideração fatores mais humanos como satisfação com a vida, confiança nos governantes, contato com a natureza, afetividade e espiritualidade

Nas idas e vindas do hotel para o Centro de Convenções, o Ministro da Felicidade conversava que na cultura butanesa, o coletivo vale mais do que o individual. O butanês tem uma relação com a família estendida, de tal forma que as crianças são filhos de todos os membros da comunidade e cultivam a irmandade e generosidade dando uma lição de convivência harmoniosa. 

Desde então, questiono se o homem deve estar a serviço do desenvolvimento ou se o desenvolvimento é que deve estar a serviço do homem?

PNL

Viveremos sem tecnologia, porém, desapareceremos na falta de humanidade fraterna.   

Fraternidade é o que vai nos manter unidos e fortes, uns ajudando aos outros. 

Precisamos pensar no planeta como uma unidade ao invés de separar países. Encontrar soluções em conjunto que beneficiem os mais pobres. Está, é a verdadeira concepção de espiritualidade: uma abertura de coração para sair do individual e cuidar do coletivo.

É preciso saber ajudar

Para que a ajuda realmente gere crescimento, é preciso saber ajudar. 

A ajuda sem critério pode tornar o cidadão dependente, preguiçoso e sem responsabilidade com a própria vida.  A concepção de que devemos cuidar do outro é louvável desde que tenha o objetivo de entregar o necessário para a contribuir com sua evolução, ou seja, oportunizar ao outro rever seus hábitos e adquirir práticas de atributos  humanos que gerem crescimento.  

A ideia de ajuda deve ser cuidadosa, além de esperar o momento certo.    

Existem pessoas que precisam de mais estímulo para acordar, perceber a luz interna e querer olhar para cima. Trata-se de uma experiência única e individual e, principalmente interna e voluntária. De tal forma que, aguardar o momento certo para servir o outro, requer sensibilidade e paciência. 

Os processos evolutivos possuem fases

Inicialmente, é comum pensar que a vida é uma grande festa para ser curtida, o que leva à decadência. Depois, com o surgimento da consciência, aprende-se a entrar no processo de ascendência através da prática das virtudes.  

Algo semelhante ao ensinamento da parábola do filho pródigo, que desce para vivenciar experiências e, depois de se entregar aos vícios, orgias e luxúrias e perder toda a herança, comendo com os porcos recorda da casa do Pai, e nasce aí a vontade de fazer o caminho de volta para cima e para o alto.  Alguns pedem ajuda, e este é o único momento em que pode ser feita alguma ação externa.   

Assim, há o respeito pelo livre arbítrio como uma decisão própria de querer vivenciar os processos evolutivos conforme uma voz interior, um chamado do coração.  Do lado de fora, resta apenas aguardar o outro querer receber a ajuda. 

Quando o pedido acontece, este é o momento exato de exercitar a espiritualidade e dar ao outro a palavra, o apoio, a escuta, e o amor que impulsiona.  Enquanto o chamado não chega, aguarda-se silenciosamente mostrando a disponibilidade de chegar junto.

Estes simples gestos de ajuda mútua entre o que quer servir e o que precisa ser servido é a espiritualidade na prática, diferentemente de ter conhecimento teológico ou seguir um dogma, ou frequentar igrejas.   

Espiritual é aquele que expande sua percepção além de si mesmo, tem abertura de coração e estende a mão.

Ajudar com a PNL

Nas empresas, a atitude espiritual desenvolve competências, melhora relacionamentos impacta nos resultados que geram benefícios a todos os envolvidos.  As empresas que abraçam o caminho da espiritualidade para ter mais lucro, estão equivocadas.    

A espiritualidade é o caminho sim, da sobrevivência humana, da felicidade autêntica, do objetivo maior da existência. Lucro financeiro e desenvolvimento tecnológico são consequências e não um objetivo em si mesmo. 

A tão almejada felicidade é fruto da prática de virtudes nobres e sentimentos elevados. Aristóteles dizia que somente os bons são felizes.  

Segundo Confúcio, mesmo nas piores situações o homem que vive corretamente será feliz.   

As empresas devem promover uma cultura de valores universais que estimulem as pessoas a viverem no seu melhor. 

Tudo que se espera do ser humano é que ele dê ao mundo o seu melhor.

Quando o homem dá o seu melhor, ele vive em ordem, e quando o homem vive em ordem, as famílias estão bem, e quando as famílias estão bem, as empresas são prósperas e, quando as empresas são prósperas, as nações vivem em paz e o mundo inteiro está em ordem.