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Prazer X Satisfação

Prazer X Satisfação

Prazer e Satisfação são sinônimos iguais, diferentes ou tanto faz?

Muitas vezes, por não saber o conceito de cada emoção, nos confundimos e deixamos de aprender com o que sentimos a cada momento. 

Mihaly Csikszentimihalyi, psicólogo húngaro, PhD, que pesquisou durante duas décadas os estados de “Optimal Experience” isto é, de experiência máxima do ser humano, faz a seguinte distinção entre Prazer e Satisfação.

Sentimos prazer quando nos contentamos com as funções biológicas de dormir quando sentimos sono, comer para saciar a fome, dormir para se restaurar de um dia exaustivo, descansar para relaxar o corpo e sexo para sentirmos prazer. 

O prazer ajuda a manter a homeostase física, o que gera uma sensação de saciedade. 

Logo depois de beber água, sentimos que o corpo está saciado, no entanto, o prazer não gera crescimento, não acrescenta complexidades ao self, e apenas o prazer do corpo não é suficiente para expandir a nossa consciência.

O prazer é fugidio porque o self não cresce com atividades prazerosas.

Porém, a Satisfação é o que sentimos quando realizamos algo além do simples desejo.

A satisfação é quando alcançamos algo inesperado ou além do que conseguia antes como: aprender coisas novas, jogar uma partida esportiva que utilize a nova técnica, fechar um acordo de negócios que requer alta performance.

É provável que a experiência não tenha sido agradável no momento, mas depois de concluída, sentimos satisfação.

Nosso self expandiu e se tornou mais complexo.    

O que é mais fácil: Satisfação ou prazer?

É lógico que é o prazer.

Prazer você ir ao shopping e fazer compras, mas satisfação tem que batalhar para conseguir, se esforçar durante anos para viver a satisfação de passar em um concurso, resolver uma equação, perder peso, falar fluentemente um idioma, tocar com maestria um instrumento. Satisfação demora, enquanto para sentir prazer é o bastante, comer uma boa lasanha. Quanto menos satisfação psicológica, o ser humano tem, maior é a necessidade de ter prazer biológico.  

Para ilustrar os conceitos de Mihaly sobre a diferença entre prazer e satisfação, lembro-me quanto trabalhei para passar férias em Fernando de Noronha e conhecer os golfinhos de perto. Foram meses fazendo hora extra e muito esforço para cumprir as metas. 

Finalmente, estava eu sentada em uma cadeira olhando o horizonte, sentindo uma calma profunda, olhando a dança dos golfinhos, que pulavam para fora da água, se encontrando no espaço e caindo novamente no mar e saindo dele, incansavelmente. Foram horas de observação no primeiro e segundo dia, mas no terceiro eu já apresentava sinais de monotonia, e no quarto dia estava totalmente entediada, pois nada acontecia de novo, os golfinhos continuavam lá incansáveis com seus saltos iguais e ininterruptos.  

Com o passar dos dias comecei a sentir saudades das imprevisibilidades, novidades e do esforço mental em dar respostas inteligentes aos desafios. 

Então, para diminuir o tédio, os dias seguintes foram de completo prazer, comendo peixes com temperos variados, massagens com cremes perfumados, e em virtude da falta de atividades que exigissem mais complexidade, estava atrofiando a energia mental, e ao final do dia nada havia acrescentado de novo, nenhum aprendizado e muito menos a satisfação de ter vencido algum desafio.

Entrei em um ciclo vicioso: por falta de atividades de superação, buscava recompensa intensificando os prazeres da comida e da bebida e do descanso. Assim, o corpo adquiriu peso e a mente entrou num processo de entropia psíquica. Comecei a atender porque a ociosidade é tão danosa a mente humana.

Sem desafios a vencer, há ausência de crescimento e estagnação que era facilmente preenchida de imediato com um pedaço de pizza que por sua vez gerava prazer e nada de satisfação.

Assim acontece com o executivo insatisfeito com seu trabalho, entediado com suas tarefas, fica pensando que se comprar um barco maior, ou aparelho de som mais potente, será mais feliz, no entanto o prazer da compra é momentâneo  porque com uma semana bota o barco de lado e precisa de um avião. 

A vida se torna um problema quando a busca de qualidade de vida está em torno do prazer. 

Este hábito de buscar prazer biológico, acaba se tornando um vício, causando dependência e compulsão na ilusão de que ter muito prazer traz qualidade de vida. Na verdade, o ser humano tem uma  necessidade real de satisfação com a superação de desafios. Não haverá qualidade de vida autêntica a não ser que se aprenda a construir satisfação. Aquele que tem muitas tarefas a executar pode ter estresse mas satisfação é alcançada quando o desafio é um estímulo para resgatar o potencial de crescimento e aprendizado. 

É urgente entender a diferenciação entre prazer e satisfação e concluir que o que realmente preenche o ser humano é a satisfação da recompensa de ganhar a medalha, depois do esforço de treinar exaustivamente durante quatro anos para subir no pódio. Lógico que não se pode ser contra o prazer pois é uma experiência sensacional. O problema é quando ele se torna o substituto da satisfação, quando começa a usar o prazer como forma de compensação por falta satisfação.

Quanto mais satisfeita psicologicamente a pessoa está, menos prazer biológico a pessoa necessita.

A PNL

A Programação Neurolinguística – PNL ensina a disciplinar e educar a mente a ficar cada vez mais esperta e disposta a realizar metas e especificar objetivos.  

A PNL ensina a ressignificar o desafio como uma oportunidade de gerar expansão mental, tem ferramentas para resgatar o potencial adormecido e obter a realização para viver uma vida com prazer e satisfação.