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Categoria: PNL

O Medo da Liberdade

A maioria da humanidade lambe as próprias correntes e ainda se ilude que é livre. Prefere se jogar no abismo junto com a maioria do que se salvar sozinho. 

Nesse artigo vou falar sobre a liberdade, um desejo de todos mas que também gera crenças limitantes e medo.

O preço das escolhas

O seu humano pensa de acordo com as massas pois não quer se dar o trabalho de pensar. Assim, se acomoda em sua inércia tirando do conforto o prazer suficiente para se contentar com migalhas. 

Cada escolha tem um preço, e os alienados de si contentam-se em alimentar a própria ignorância na qual livram-se da tarefa humana de se fazer melhor do que quando nasceu.  

O homem que escolhe sentir o gosto da liberdade, optou em focar em seus próprios valores e é dirigido por princípios.

Epíteto, filósofo e escravo romano sentia-se livre porque apesar das torturas, afirmava que seu verdadeiro amo era aquele que lhe dava o que realmente precisava: o alimento para sua alma.  

Gandhi se entregava para ser preso sem resistência pois acreditava que os ingleses podiam prender seu corpo, mas jamais, sua alma. 

Nelson Mandela durante antes na cadeia, cultivou a liberdade de escolher permanecer com o seu coração limpo mesmo tendo sido preso injustamente.

Sócrates preferiu tomar cicuta a abrir mão de seus princípios e disse estar curioso para passar pela experiência de livrar a alma da prisão do corpo.

Estes exemplos de homens sábios que optaram pela liberdade podem nos inspirar a entender o conceito elevado de liberdade como um ato de colocarem os valores humanos e princípios acima dos interesses grosseiros e instintos animais.

Nelson Mandela

Entendem eles que liberdade não é se livrar do que incomoda ou do que está impedindo seus interesses individuais e que liberdade é apenas um subproduto de um benefício maior que é cumprir a missão de expressar em vida, o que há de melhor de mais digno, justo, bom e belo.  

Liberdade é apenas um subproduto de um benefício maior

Para isso precisaram conectar com a vontade de querer manifestar a supremacia dos princípios nobres, a coragem alimentada pela fé em seu potencial divino, a criatividade para expressar de forma bela, a imaginação para que a mente pudesse traçar um caminho de uma vida honrada e a inteligência para discernir o que realmente tem importância para se apegar durante a caminhada. 

A liberdade não é um fim em si mesma e sim um estado daqueles que escolheram as referências internas da sua essência divina ao invés de se encantar com imagens falsas  e se apegar aos prazeres fáceis, volúvel e passageira de lutar apenas pela sobrevivência, manutenção e procriação. Isto todo animal também é capaz. 

O homem livre conquista a si mesmo escolhendo o que é mais precioso e eterno. 

Superando o Medo da Pobreza

Superando o medo da pobreza!

Naquilo que você pensa, você vibra e o que você vibra, você atrai.  

Quando você teme alguma coisa, há mais probabilidade de atraí-la. Nesse artigo eu vou te explicar de onde vem os medos, o medo da pobreza e quais técnicas podem ser utilizadas com base na PNL (Programação Neurolinguística) para superá-los. Vamos lá?

O medo é atração

O melhor exemplo é o medo de cachorro, parece que ele fareja o medo e late. 

Se você tem medo de cachorro, não demonstre, ou melhor, nem sequer sinta o medo porque ele sente o cheiro do medo e vai segui-lo e não adianta correr. É pior se apavorar.  No entanto quando se enfrenta e age naturalmente, não demonstrando medo, o cachorro para de atacar e segue outro caminho. 

O medo da Pobreza e a PNL

O medo da pobreza é o mais poderoso dos medos, é uma oração ao contrário.

Quando mais sofrer pela pobreza maior a probabilidade de atraí-la. 

Já morei em favela e lembro-me do quanto minha mente trabalhava no sentido de pensar que tudo aquilo era passageiro. Não sofria a pobreza porque era algo temporário, ou seja a pobreza tinha início, meio e fim. 

O fato de imaginar que não seria para sempre, era como se eu desqualificasse as dificuldades de não ter água encanada e nem fogão.  

Lembro-me do quanto admiti como verdade a frase “Tudo é passageiro com exceção do trocador e do motorista”

Nas padarias eu olhava os doces e imaginava a delícia de comê-lo e pronto.  Hoje imagino o quanto de gordura eu terei a mais se comê-lo.  

A atitude de me distanciar das dificuldades e focar nas oportunidades me ajudou a encontrar trabalho. E valorizei muito o trabalho, a ponto de hoje aos setenta anos não conseguir me aposentar. Sou “inaposentável”. 

Imagino morrer em uma sala de aula, em plena atividade, sentindo o prazer de estar realizando algo que considero importante.  

Troquei o medo pela vontade de aplicar minha energia em alguma atividade, fosse ela lavar um banheiro, deixar um recado, aguar plantas, balconista, babá, ser secretaria, fiz de tudo e sempre encontrava um tempinho para estudar.  Invejava somente aqueles que tinham mais tempo para se dedicar ao conhecimento. 

Lembro-me de ter entrado em um colégio e ficar em pé perto da porta de uma sala de aula, ouvindo com dificuldade a voz do professor. Até hoje sinto uma alegria gostosa de estar em uma sala de aula seja como aluna ou professora.  

A obsessão em acreditar em dias melhores e me colocar em atividade, foram me entusiasmando e atraindo acontecimentos que se transformaram em oportunidades as quais agarrava com unhas e dentes. 

Existem várias maneiras de enriquecer, e a PNL traz técnicas e ferramentas onde o individuo olha para dentro de si e concentra a sua energia e força na busca pelo que lhe faz crescer.

Até os objetivos, com a PNL, se transformam, pois o autoconhecimento faz com que a pessoa entenda que nem sempre o que ela quer é o que ela precisa, e isso contribui na expectativa x realidade, evita frustrações e incentiva a percorrer o que de fato importa e acrescenta.

Hoje me sinto rica de energia da assertividade. Atualmente coloco minha energia onde ela é necessária para mim e para outras pessoas. Olho para traz e percebo o quanto avancei, ousei e desafiei o medo a ponto de valorizar cada experiência, cada degrau, cada esforço para ter a recompensa de me sentir mais forte do que o medo.

Acumulei a riqueza da experiência em enfrentar o medo. Dentro de mim, no meu laboratório de vida, desenvolvi o antídoto contra a paralisia e avancei!

A PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA – PNL irá lhe ajudar a vivenciar de forma saudável todas as emoções internas e externas e agir na inteligência psíquica e emocional. 

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Saber se comunicar é um dom ou se aprende?

Saber se comunicar é um dom ou se aprende?

Por muito tempo em minha vida, senti na carne a dor das incompreensões e desentendimentos frutos de uma comunicação distorcida.  O resultado? Perdi amizades, fiz péssimos negócios e o mais grave de tudo: criei um ambiente interno confuso ao ignorar os preceitos básicos de uma boa comunicação. 

Eu mesma não conseguia traduzir em palavras o que realmente acontecia dentro de mim, e vivia dentro da mais tosca ignorância afetando negativamente o lado emocional. 

Nesse artigo você entenderá a importância de uma comunicação clara, objetiva e assertiva, e discutiremos se ela já vem conosco ou pode ser adquirida durante a nossa jornada, vamos lá?

Outro idioma

Na vida familiar e profissional era como se eu falasse chinês para alemães. As palavras não eram compreendidas, quando mais falava maior o atrito, e os relacionamentos tornaram-se de baixa qualidade. Sem contatos pessoais verdadeiros e profundos, aos poucos me sentia uma ilha perdida no oceano, sem conexão com as demais, e o mais sofrido, uma estranha sem entender a mim mesma.  

Embora procurasse me silenciar diante das outras pessoas, eu não conseguia fugir do barulho das falas internas.  A vida interior foi se tornando algo confuso e sem sentido.

A PNL aplicada a comunicação assertiva

No auge da crise, conheci a Programação Neurolinguística – PNL e compreendi a importância do uso da palavra adequada no processo da comunicação.

Custei muito a entender que: “A responsabilidade da comunicação é do emissor”. 

Se o receptor compreendeu diferente é porque faltou sensibilidade para falar uma linguagem adequada ao nível do ouvinte. Embora não tenha nascido com o dom da comunicação, aprendi, com a PNL, a me comunicar de forma adequada, me fazendo entender e entendendo mais as pessoas. 

Comunicação

Atualmente, tenho a certeza de que o que eu digo é diferente do que a pessoa escuta e por esta razão uso as perguntas para me certificar se o que o outro entendeu foi o que realmente foi dito. 

Mapa não é território

Uma revelação que muito me ajudou na comunicação foi o pressuposto utilizado pela  PNL, de que  “Mapa não é território”.  Ou seja, o mapa que fazemos da realidade é diferente da realidade. Posso olhar uma rosa e descrevê-la de forma diferente de uma outra pessoa.

Cada um vê a mesma coisa de uma perspectiva única e original, assim como a impressão digital, não existe percepção idêntica. 

E ainda tem o fato de que, cada palavra está grávida de vários significados.  Se  perguntarmos o significado da palavra “amizade” cada pessoa dirá e sentirá algo diferente. Enfim, cada cabeça, uma sentença.

PNL aplicada a Inteligência Emocional

Para resolver esta questão existem algumas técnicas da PNL que diminuem os ruídos entre o emissor e o receptor, por exemplo: abolir os adjetivos e substituí-los por descrições sensoriais, ou seja ao invés de dizer que uma “pessoa é boa” deverá descrever os comportamentos que traduzem bondade, por exemplo: a pessoa cuida dos irmãos, é voluntária em obras de caridade etc. Esta forma, descrevendo ações, é mais fácil entender a que ser refere o adjetivo “boa”.  

O adjetivo “boa” pode estar relacionado a vários outros aspectos, como por exemplo:  um ladrão pode ser muito bom no que faz.  Uma mulher pode ser considerada “boa” pelas medidas do seu corpo.

Então, para evitar interpretações subjetivas, a comunicação é mais eficiente quando há descrições de fatos, pois contra fatos não há argumentos, nem suposições.

Em uma discussão por exemplo quando ouvimos: que alguém é desatencioso. O ideal é perguntar: Qual foi o comportamento que você observou no outro para deduzir que ele é desatencioso? Utilizar perguntas a fim de traduzir o adjetivo em comportamentos,  é a base da comunicação cientifica que vai além da ofensa pessoal e  nos dá uma informação de como o outro está percebendo o nosso comportamento.

Falar do comportamento é mais pedagógico e não ofende a identidade da pessoa.

Abolir os julgamentos é retirar do vocabulário os adjetivos e se comunicar apenas com informações de alta qualidade, isto é informações sensoriais: o que vê e ouve.

Esta regra auxilia também o autoconhecimento porque ao invés de dizer: “Eu sou preguiçoso”, é mais educativo descrever os fatos que levaram a esta conclusão, como por exemplo: “Por quatros vezes, nesta semana, eu dormi durante o dia e adiei as tarefas.” 

Ser preguiçoso é uma afirmação que afeta a identidade e baixa a estima, mas ter comportamentos é algo que pode ser modificado.

Assim, a autoestima continua em alta e toma-se consciência de que a preguiça está precisando ser neutralizada com a disciplina, por exemplo. Esta comunicação e’ eficiente na transformação dos seres humanos porque expõe a limitação e resgata o recurso necessário, permanecendo o senso de valor. 

Tom da Voz

Outra regra importante para uma comunicação persuasiva é o tom de voz e a fisiologia congruente. Dependendo da forma como se fala, tem “não” é que é “sim” e, tem “sim” que é “não”.  E muitos outros usos da palavra que podem preservar o estado emocional tais como: “estou atencioso com…” ao invés de “estou preocupado…”, dizer: “estou aborrecido…”, ao invés de “estou com raiva..”, ao invés de dizer “não tenho a menor dúvida”, dizer: “tenho certeza”.  

Isto porque cada palavra tem um energia que impacta negativa ou positivamente no sistema nervoso e pode-se evitar o estresse, aprendendo a escolher palavras com  impactos positivos.  

No que diz respeito ao uso dos verbos, uma coisa é dizer: “Sou doente”, outra coisa é dizer: “Estou doente”.  Percebam que dizer: “Sou alegre” é mais edificante do que “Estou alegre”. Por falta de conhecimento do poder da linguagem na comunicação, utilizado o verbo “ser” e “estar”, indevidamente. Assim como os tempos dos verbos “gostaria” ou “estou querendo” tem impacto fraco ou forte na realização de uma ação.  O futuro do pretérito tem menos força do que o gerúndio. 

O Poder da Palavra

Enfim, a palavra é uma ferramenta importantíssima para definir a qualidade dos relacionamentos de uma pessoa com ela própria e com os demais, e a PNL  ao pesquisar os grandes comunicadores, descobriu que é possível modelar uma linguagem elegante e poderosa para influenciar a si próprio e encantar os demais com palavras que resgatam estados de excelência e tornam a comunicação um instrumento de inspiração e aproximação entre pessoas. 

Você pode reaprender a falar de forma mais assertiva e melhorar os resultados de sua comunicação, conquistando mais qualidade de vida. 

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A Origem do Medo

A origem do medo?

O maior medo é ter medo de sentir medo. A sabedoria está em aprender a lidar com os medos pois são forças instintivas com o objetivo de nos proteger diante do abandono, do enfrentamento, da perda e da morte. 

Nesse artigo você entenderá a origem dos medos e quais as armas que temos para enfrentar-los.

Medos Primários

São denominados os medos primários e são  sagrados porque contribuem com a nossa evolução. Por exemplo o medo do abandono nos faz cuidar das nossas relações sendo carinhoso para que o outro nos aceite e nos queira por perto.  

Medos e enfrentamentos

O medo de perder nos faz mais cuidadosos, mais prudentes, mais econômicos em administrar as posses e o prestígio e até os recursos naturais, sendo mais parcimoniosos em usar a água, a terra e o ar.  

O medo de enfrentar faz com que a gente se prepare mais para uma reunião, para um encontro e também para enfrentar nossas sombras. É desafiador saber que não é o outro o culpado do nosso aborrecimento e sim as sombras: o próprio orgulho, rigidez, radicalismo, egoísmo, prepotência. E enfrentar a dor das nossas debilidades que estão no inconsciente é trazer a luz para aquilo que não queremos ver. 

Negar as sombras é um suicídio inconsciente que leva a intranquilidade, falta de paz de espírito, por não querer escutar a voz profunda, o chamado da consciência. 

Isto porque temos um medo inconsciente de reconhecer as nossas debilidades e também um medo de resgatar nossos potenciais de generosidade, de fraternidade e outras virtudes. Porque quando for fraterno realmente, como irei agir? Esta nova maneira de ser, amedronta.

Steve Pressfield diz que um dos nossos medos inconscientes é o medo de ser bom, pois a bondade exige uma mudança estrutural em nossas vidas.  

Medo da morte

E por último temos o medo de morrer e assim cuidamos do corpo, da saúde, temos atenção ao atravessar a rua. O medo é paralisante quando o colocamos na frente, mas  nossa frente, mas excelente quando vem atrás nos impulsionando. 

Medos, fobias e o desconhecido

Fazendo um retrospecto, na história da humanidade, a absoluta falta de conhecimento, faz com que o medo vença a capacidade de realização e a vida torna-se pequena, banal e sem sentido. O medo enfraquece e manipula. Se quer dominar uma pessoa, inculta o medo e ela irá se dobrará diante de você. 

A lista de medos é infindável.

Medo de elevador, de ficar em lugares fechados, medo do amanhã, de mudar de cidade, de perder bens materiais, de perder a família, o prestígio, o poder, medo da pobreza, da crítica, da doença, meda da velhice, medo da perda da liberdade. 

Qual é o seu medo?

Os piores medos são os desconhecidos que estão no inconsciente atrapalhando a evolução, tais como o medo do fracasso. E nesse momento é importante questionar se o fracasso é em relação a expectativa dos outros. Será que é tão importante atender os parâmetros que a sociedade considera como sucesso? 

As vezes se valoriza tanto o “parecer ter sucesso” que se deixa de lado o que é a realização plena, os sonhos e os ideais. Atender as exigências dos padrões externos é um caminho para sentir o quando é gigante o medo do fracasso, pois a expectativa do outro é sempre maior do que se possa realizar. 

Existe o Fracasso?

Segundo a PNL (Programação Neurolinguística), existe somente resultados. Afinal somos falíveis e estamos aqui para aprender a viver e viver é aprender com as falhas.

É doentio querer cobrar a perfeição. Perfeição é de outra dimensão que transcende a condição humana. O equívoco é uma oportunidade de experimentar diversas maneiras de conseguir algo. A vida é um aprendizado de erros e acertos. 

Erros e acertos

Outro medo muito forte é o da mudança, de ser diferente, de fazer diferente. E maior será o medo quanto maiores forem as referências externas. Depender de apoio dos outros é um prato cheio para o medo.   

As empresas de seguro, aumentam os perigos externos, porque quanto mais a pessoa tiver medo, mais fácil é manipular para comprar a apólice de seguro.  Quanto maior o foco no centro de si, menor será o medo, e quanto mais avançar  apesar dos medos, mais confiança de fazer o diferente, e aos poucos vai trazendo uma segurança que aumenta a capacidade de vencer e também o poder sobre nós mesmos. 

No centro o medo não existe. 

Outro medo muito conhecido, é o medo do desconhecido, e não é somente o medo do desconhecimento de situações externas, e sim daquilo que desconheço dentro de mim e por esta razão me domina. Fugir daquilo que  desconhece é se diminuir. O que faz uma pessoa recuar é a falta de confiança de que pode vencer.  

O medo do desconhecido vem da falta de autoconhecimento pois quando a pessoa conhece suas reações e a capacidade de dominar as situações limites, o medo desaparece.

Todos estes medos tem origem no apego. As classes mais abastadas tem medo de perder aquilo que já conquistaram e por esta razão sofrem de um medo crônico. Os miseráveis são perigosos e afoitos, pois não tem nada a se apegar e porque não tem nada a perder. 

O medo paralisante nos estaciona, nos envelhece, ao perder a esperança, a capacidade de aprender e de renovar, cedemos ao medo e envelhecemos por antecipação.

Quem não erra é porque não realiza

Mas a vida é pedagógica e tem o objetivo de oferecer ao ser humano a capacidade de crescimento através de problemas, de aprender a lidar com os medos, os “fracassos”, o desconhecido. 

Dentro da visão filosófica não existe o fracasso absoluto, existe o erro, e quem não erra é porque nada realiza.

Viver não tem ensaio e para se autoconhecer, requer se jogar nas situações e relacionamentos. Um ermitão em uma ilha isolada é incapaz de avaliar a capacidade de aceitação, de paciência, de flexibilidade pois o conhecimento de si, aflora na relação, no contato com o outro. 

Não adianta ler um livro, e sim reconhecer o medo e agir. Se ficar paralisada significa que o medo dominou e a solução é agir cobrando uma passagem para neutralizar o medo de viajar de avião. O medo se retrai e pode até se dissolver diante do enfrentamento

Como o medo é uma força da natureza, um instinto, um impulso que permite manter a vida, na própria origem do medo, está a capacidade de superação. É no próprio medo que vem a força de enfrentar o problema, e para descobrir o antídoto deve-se perguntar:

Porque o medo de enfrentar esta situação? E descobrindo as raízes internas, encontrará como transcender. O antídoto do medo está dentro de cada pessoa.

Para resolver o medo é preciso ir para o patamar de cima, pois a solução do problema está em um nível acima do qual foi criado. Isto requer uma melhoria interna ou seja, desenvolver capacidades: de se relacionar, de falar em público e muitas outras. 

Buscar dentro de si recursos para solucionar uma situação de medo é uma forma de crescer. Resgatar capacidades novas, que ainda não foram utilizadas, é uma oportunidade de se expandir por dentro. 

O medo vem pela insegurança, de sentir-se incapaz de ter poder sobre si mesmo.  Acreditar em si e ter confiança é a chave para avançar apesar do medo.

Desde que nascemos a vida entrega novidades para que se possa desenvolver capacidades para dominar a realidade. Às vezes, por preguiça de pensar alimentamos a ideia de que o problema não tem solução, até que a vida  coloca uma barreira no caminho, como uma oportunidade de crescimento e nos oferece a opção de potencializar as debilidades e estagnar ou, descobrir qualidades internas que nem sabia que tinha e crescer. 

Elemento importante para vencer o medo é a AÇÃO e em segundo lugar a CORAGEM. Segundo Platão, coragem é seguir as vozes da razão independente da dor ou prazer. Quando se segue os princípios, o medo da dor e do sofrimento, ficam em segundo lugar.

O medo está no DNA como instinto de preservação, e por esta razão, está ligado ao egoísmo que torna a pessoa cada vez mais individualista e fechada em uma redoma com medo de sair de casa, de dirigir, de se expor, de ser ridicularizada, de ser traída pelo outro.  

Superando os medos

A solução é caminhar e fazer o que tem de ser feito apesar do medo.   E  acima de tudo, resgatar o amor.  O amor é o sentimento que faz com que se rompam as barreiras que o medo trava.  O medo primário cuida de nós, mas o amor cuida de todos.  O amor este sentimento mais amplo que se conecta com o que é divino e que move todas as coisas, vai fazer com que a gente vença o instinto em nome de um valor maior, uma virtude humana.  Além do instinto de preservação, o que deve dominar na vida dos seres humanos são os sonhos e os valores.  

O medo não é para ser eliminado e sim apender a conviver com ele.  O medo é positivo quando nos deixa atentos para perceber o perigo que ameaça o físico, psicológico e mental e aprender a reagir e crescer.  Se o medo paralisa, ele é negativo. Podemos disser que o medo é uma realidade do ser humano e pode nos dominar e nos adoecer, ou pode ser trabalhado positivamente e nos ajudar a evoluir. 

A fonte e a superação

A fonte do medo é o apego e a ignorância. Por exemplo, o medo de morrer é desconhecimento de que a consciência é imortal, e somente o corpo, esta vestimenta de carne e osso é temporário, a consciência é eterna. Quando sairmos desta dimensão terrena, continuaremos existindo em algum lugar. “Busque a verdade, e a verdade o libertará”

Através de um processo de autoconhecimento, de observação imparcial  perceba a diferença do medo instintivo, o medo real e o criado. 

A consciência pode lhe livrar do medo criado, e estabelecer uma convivência pacífica com os medos instintivos. A chave da prisão é separar os medos criados dos medos necessários à autopreservação. Consciente dos medos é possível abrir caminho para a autoconfiança, a fé em si mesmo, o ingrediente indispensável de uma vida que vale a pena ser vivida.

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O medo de perder o amor

O medo de perder o amor

A palavra “amor” é muito cantada porque é pouco vivida. E cada pessoa vive o amor do jeito que imagina que ele seja. Em minha vida, à medida que foi amadurecendo, o amor foi se configurando de vários aspectos.  

Quando jovem imatura, alimentei um amor obsessivo, dependente e ciumento. Queria que o ser amado tivesse olhos somente para mim, o que gerou um desequilíbrio na minha relação com o parceiro, e aos poucos, compreendi a tremenda degradação do amor, beirando o patológico com possibilidades de chegar ao trágico.  

Depois resolvi viver o amor na brincadeira, no flerte, e usava da juventude para me fazer atraente e querida, mas um “amor” sem compromisso, sem profundidade, até perdeu a grança. Muita superficialidade e pouca sensação de completude.   

Outras Formas de Amor e Amar

Passei então a amar as experiências intensas, passionais com todo o romantismo das novelas mexicanas, mas o ciclo se esgotou. Foi como comer chocolate, gostoso e passageiro.  Cansei de amar feito fogos de artifício. 

Passei então a amar viajar e conhecer muitos lugares interessantes, culturas diferentes, museus, aventuras, mas com o tempo percebi que o melhor da viagem era voltar para casa. 

Passei a amar as origens. Lembro-me da satisfação que eu sentia quando o avião pousava em território brasileiro. E com isso, desenvolvi uma mania de sair de casa pensando na delícia do retorno ao lar, ao cantinho onde estava acostumada e me reconhecer como dona do espaço. 

Mas, com o passar do tempo, comecei a ansiar por descobrir o lar de origem, para o qual um dia todos retornaremos. 

Quando as crianças nasceram conheci o amor maternal, sentia-me realizada alimentando os pequenos, cuidando deles ainda indefesos.  Considero o mais puro dos sentimentos, porque deseja o bem do outro, sem esperar contrapartida.          

Outro sentimento belo é amizade verdadeira, com vínculos profundos, um amor virtuoso, desapaixonado, um companheirismo, sem ligação íntima ou carnal. São amigas e amigos com os quais aprendi a satisfação em ajudar e tenho a certeza de que com eles posso contar.

A idade mais avançada me trouxe o amor pelas realizações, que tiveram um efeito terapêutico.  Desenvolvia projetos, executava muitas ações como um antídoto para aliviar o vazio, eliminar os pensamentos destrutivos e construir um estado de serenidade. A atividade me faz sentir viva e querer conhecer mais.

O hábito da leitura foi importante para desenvolver o amor pelas ideias, busquei conhecer pensadores, filósofos, gurus, líderes espirituais, conselheiros, mestres que estimulavam em mim a ânsia pelo conhecimento, o que me fez viajar para Índia e sentir a gratificação de ter experiências mútuas.  

Viagem interior

Agora, procuro viajar para dentro de mim mesma, em busca do meu mestre interior. Passei então, a amar minha companhia, estar sozinha comigo mesma, a ser a minha melhor amiga, aquela pessoa que se curte e se aceita, e assim desenvolvi um amor próprio, um senso de valor e dignidade, um cuidado com o corpo e com a mente, veículos que recebi para atuar no mundo.  

Nesta viagem interior, senti a necessidade de organizar a mente, estudei   Programação Neurolinguística – PNL e aprendi a importância do uso  correto das palavras. 

Passei então a usar o verbo amar de forma adequada. 

Antigamente eu dizia “Eu amo calça jeans”, ou “Eu amo chocolate”, “Eu amo viajar”, “Eu amo praia”, mas agora, digo: “Gosto de calça jeans”, “Amo meus pais” e “Adoro a Deus”.  Afinal, existe um verbo apropriado para cada experiência. A palavra tem uma força vibracional de tal forma que é preciso falar um verbo que define corretamente cada emoção, cada sentimento, pois quanto mais o ser humano é capaz de nominar os seus sentimentos mais consegue discernir a experiência emocional trazendo assim mais equilíbrio.

O ideal é ter uma riqueza de vocabulário para usar a palavra correta que nos estabiliza e enobrece e possibilita criar um estado de grandeza e normalidade.

Com a mente organizada e as palavras adequadas, criei espaços para apreciar o amor a Deus. Embora não saiba explicar, eu sinto que existe um mistério em tudo e acredito em uma força superior, em leis que regem o universo e que tudo tem um sentido, uma lógica, uma ordem sublime.

Até quando nada acontece, há um milagre que não conseguimos ver 

Guimarães Rosa. 

Conclui então que a melhor maneira de amar a Deus, é dedicar-se a coletividade e tive momentos de querer fazer caridade e ter compaixão pelos necessitados. Embora admire os altruístas, aqueles que fizeram sacrifícios para o bem de outras pessoas, ainda me encontro recebendo muito mais do que tenho capacidade de doar. 

Sofro pelos que morrem sem ter completado o ciclo de vida, mas ainda assim, não morreria por eles. No fundo tenho inveja de quem é bom e serve ao outro, simplesmente por  amor ao serviço acima dos seus próprios interesses e de forma despretensiosa. 

Resta-me reconhecer minhas limitações, e confiar que a misericórdia divina criará condições para que minha evolução se concretize, e perceba a necessita de ter amor aos fatos, de tal forma que   todos os acontecimentos, quer agradáveis ou desagradáveis, sejam aceitos como um chamado para evolução. 

Crescimento

Tudo o que me acontece é para regar as sementes que me levam a aprender e crescer. Cada fato é o medicamento certo, prescrito milimétricamente para mim. A vida é justa, e a dor é necessária para que meu ego pare, reflita e escolha o melhor para o meu crescimento. 

Tudo que acontece é para o meu bem. Meu passado não é mais um peso e sim uma escola de vida para o meu aperfeiçoamento, para chegar onde cheguei. Integro o meu passado e amo o meu destino que não sei exatamente como será. Mas me entrego e aconteça o que acontecer, irei extrair um aprendizado. Estou aberta para o que der e vier.

É melhor confiar naquilo que vem pois, a natureza sabe do que eu preciso e traz todos os ingredientes para o crescimento humano.  

Hoje tenho a consciência da necessidade de amar o amor, de retribuir este amor misericordioso do Pai que tem me dado mais do que mereço. O “amor” que está fora, ou seja, nos objetos, nas situações e pessoas, é circunstancial e pode ser perdido a qualquer momento.  Talvez a palavra apego seja mais assertiva para denominar o amor que precisa de uma razão forte para existir. 

O amor não quer nada para si, a não ser a capacidade de amar e se alegrar com o bem do outro, independente do que o outro faça ou seja. Acredito que quem tem medo de perder o amor é porque não o tem dentro de si.   

Tenho esperança de um dia poder sentir o verdadeiro amor que não precisa de nada para se manifestar posto que o amor se realiza em si mesmo e se plenifica no coração de quem o sente. 

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Como preparar a mente para a pós pandemia?

Como preparar a mente para a pós pandemia?

Desde o final de 2019, o Coronavírus está presente em nossa rotina, no início de 2020 essa doença ganhou status de pandemia e desde então trouxe meses de isolamento social, mortes, mudança de comportamento, novas rotinas e uma pergunta: Como podemos preparar a nossa mente para a pós pandemia?

Mente sã

A curva parece estar em declínio e francamente, este assunto de pandemia precisa ser reinventado. Apoio a insistência em trazer as notícias das mortes como uma alerta para se ter mais cuidado, no entanto, de forma responsável. 

O desafio

Parece que alguns não querem entender, outros entendem, mas preferem morrer. Talvez uma diminuta parte da população queira aprender a mensagem do vírus.

Através desse micro organismo a natureza está querendo evitar uma catástrofe maior quando avisa que a falta de cuidado com o planeta gera reações letais.  

Obama em seu discurso para uma turma de formandos diz que esta pandemia juntamente com outros problemas de desigualdade econômica, diferenças raciais, falta de acesso a saúde e a educação, veio mostrar que quem está no comando não sabe o que está fazendo e é de responsabilidade dos jovens de hoje cuidarem das gerações de amanhã. 

É fato que as velhas formas de se fazer as coisas simplesmente não funcionam.     

Porém, há que enfrentar com a confiança de que novas soluções surgirão a partir do aprendizado com os erros do passado. 

O mais importante é fazer o que é certo, baseado em valores elevados como: honestidade, trabalho duro, responsabilidade, justiça, generosidade, respeito e ética ao    invés de escolher o fácil ou gostoso, ou o que traz lucro, ou popularidade.  E ainda, carece de construir uma comunidade.

Ninguém faz grandes coisas por si só. Até para você ser ninguém, precisa de alguém.  O outro é parte da rede que sustenta todos, segundo Fritjof Capra no livro A Teia da Vida. 

Um sistema sustentável cuida do mais frágil, pois a corrente quebra no elo mais fraco.

É preciso ir além do entendimento da mensagem que a natureza está nos enviando  e partir para a ação: evitar poluir as águas rios, consumir menos, cuidar do ar, diminuir a exploração dos recursos naturais porque se não for por amor a natureza, é porque é um caso de vida ou morte. 

O planeta não resiste as agressões humanas.  

Amazonia

Talvez fosse bom conter a ambição desmedida, mas como? Porque mesmo sabendo que a amazônica é o pulmão do mundo, a floresta está sendo devastada? as pessoas continuam passivas? 

Acredito que seja a ausência da noção de longo prazo. A humanidade é imediatista. Vou contar como me eduquei para usar o cinto de segurança empregando as técnicas da Programação Neurolinguística – PNL

A experiência própria com a Programação Neurolinguística (PNL)

Teve uma época da minha vida que eu não dava importância ao cinto de segurança e paguei um bom dinheiro com multas, mas, continuava deseducada.

Sinto de Segurança

Na minha cabeça, o sinto era um empecilho, ele amassava minha roupa, comprimia o meu peito e eu queria me sentir livre e não amarrada. 

Soube então de uma pessoa que havia morrido porque estava sem cinto.  A partir de então, resolvi trabalhar minha mente usando uma técnica chamada Ponte para o Futuro

Técnica da PNL: Ponto para o Futuro

Fiz o seguinte: consultei na internet vídeos que mostravam a consequência desastrosa do desuso do cinto, e imaginei um desastre no qual eu ficava muito mal e passava muitos meses me recuperando com dores e incômodos. Ouvia as pessoas me recriminando e sentindo culpa por estar naquele estado deplorável.  

Depois criei uma segunda cena em que eu usava o cinto de segurança e conseguia minimizar as sequelas físicas, pagando apenas pelo conserto do carro. Avancei ainda mais quando dei um tratamento especial a qualidade da imagem da segunda cena. Como se eu fosse um editor de vídeo, para que a cena permanecesse vívida na memória, utilizei a imaginação para colorir a cena em que eu estava bem, e realcei ainda mais aumentando a luminosidade, o brilho, o tamanho, a tonalidade das cores.

Agora que aquela cena estava digna de um museu de arte, concentrei-me em melhorar a qualidade do som da voz das pessoas me parabenizando pela “sorte” de estar apenas com ferimentos leves. Eram vozes melodiosas e assim, a sensação de alívio permaneceu, fazendo com que eu sentisse satisfação em colocar o cinto.

Se por acaso eu me esquecesse, imediatamente vinha na mente as consequências desastrosas que me impulsionavam a colocar o cinto.     

Maturidade é exatamente a capacidade que de avaliar as consequências dos atos a longo prazo. Caso se deixe levar pelos instintos, ingere açúcar para satisfazer um desejo imediato sem pensar na diabete futura.  

Se a partir de agora instalarmos um hábito de visualizar os seres humanos sem ter como plantar alimentos em uma terra devastada, com dificuldades respiratórias em razão dos poluentes, com sérios problemas de saúde em função da contaminação química das águas e todos os demais malefícios da exploração exagerada dos recursos naturais, sentiríamos temor em prosseguir com a destruição do planeta.  

No entanto, criar cenas futuras dos malefícios e dos benefícios nos faz optar pela preservação da natureza.

➡️ Pensar a longo prazo e agir a curto prazo é uma forma de educar a mente a fazer escolhas sustentáveis. 

Mentes egoístas querem usufruir de tudo que tem direito, aqui e agora, doa a quem doer, aconteça o que tiver de acontecer.  São crianças querendo mimos.  Porém o ser verdadeiramente ecológico tem uma mente voltada para o coletivo, é ético evitando ações que causem danos aos outros, e age buscando proteger as próximas gerações porque quando viaja no futuro percebe os malefícios e os benefícios de suas ações no presente.  

Uma mente aberta entende as mensagens subliminares da natureza e é generosa com tudo que tem vida dentro e fora do homem.   

Vamos aquietar a nossa mente diminuindo os desejos de posse das riquezas naturais, como diz a música:

“mente quieta, espinha ereta e coração tranquilo”.

🎶🎶🎶🎶🎶🎶🎶🎶

A PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA – PNL irá lhe ajudar a vivenciar de forma saudável todas as emoções internas e externas e agir na inteligência psíquica e emocional. 

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Soft Skills, o diferencial competitivo

Soft Skills, o diferencial competitivo

Soft Skills, elas são seu diferencial competitivo!! Independente do setor, área de atuação, segmento… as Competências Comportamentais são fundamentais e precisam ser trabalhadas para se tornarem ainda mais poderosas. 

Nesse artigo, vou te contar a minha própria experiência e como você pode conhecer e trabalhar essas competências comportamentais.  

Mas o que São as Soft Skills? 

Soft skills é um termo em inglês para as competências comportamentais, aqueles atributos pessoais que você tem e precisa ter para ser bem-sucedido não só no local de trabalho mas na vida.

As soft skills estão relacionadas à sua capacidade de interagir com outras pessoas, como voce lida com situações e comportamento. Elas também incluem a capacidade que você tem de trabalhar sob pressão e se adaptar a novas (e complexas) situações. 

Exemplos de Soft Skills

  • Conseguir trabalhar em equipe;
  • Comunicação em público;
  • Empatia;
  • Inteligência Emocional;
  • Possuir uma boa comunicação verbal, com assertividade, persuasão, objetividade, carisma e liderança;
  • Saber lidar com conflitos;
  • Criatividade e atitude positiva;
  • Flexibilidade

Experiência Pessoal 

Por muito tempo em minha vida ministrei no Banco do Nordeste do Brasil, enquanto funcionária, cursos de qualidade no atendimento para os funcionários de agência a fim de fidelizar o cliente. Mas não se tratava de um curso técnico no qual se falava de regras de atendimento constantes em um manual que logo, logo seriam esquecidas.   

Regras de sorrir para o cliente, aquele sorriso falso de manual que não parte das vísceras e sim como uma obrigação, não toca o coração.  Eu por exemplo, não sinto nada quando a aeromoça do avião me cumprimenta com aquela “gentileza” envernizada e aquele sorriso artificial. Embora eu veja seus lindos dentes, aquele gesto não vem da alma e sim do manual. 

Foi refletindo sobre os gestos mecânicos das aeromoças que compreendi o que são as habilidades leves “soft Skills” aplicadas na  profissão. 

Para fidelizar o cliente uma empresa precisa de duas coisas: atendimento padronizado (regras e políticas da empresa) e tratamento personalizado (cada pessoa é tratada de um jeito especial e único). O atendimento diz respeito ao produto, praça e preço e o tratamento diz respeito ao “como” acontece na relação entre cliente e atendente. 

Soft Skills nas Empresas

Muitas empresas têm bom produto, boa localização e valor agregado, mas carece do humano na forma de tratar, ou seja tem atendimento mas falha no tratamento. No dia que tiver uma concorrência à altura, o cliente migra e não retorna mais pois não foi encantando pelo tratamento.

O tratamento personalizado diz respeito a capacidade empática de sentir a necessidade do outro e de estar alinhado com o estado emocional e acompanhar os humores, para gerar um clima de “somos Iguais” e “estamos juntos”.   O bom tratamento requer flexibilidade para entender as necessidades e valores do outro e fazer ajustes na negociação, usando de criatividade.  

O cliente se encanta quando recebe um bom atendimento aliado ao bom tratamento. Quando o cliente recebe um bom tratamento, ele pode desculpar as falhas do atendimento. No entanto, para dar este atendimento é preciso ser expert em competências comportamentais que também são chamadas de socioemocionais, ou um nome sofisticado Soft Skills, que na tradução quer dizer habilidades leves, eu prefiro nominar de Habilidades Sensíveis. 

Realmente são sensíveis, em virtude de estarem ligadas a uma energia de abertura ao outro, impalpáveis e abstratas, somente sendo percebidas porque criam um clima de aproximação da pessoa com ela mesma, e da pessoa com os outros. 

São elas divididas em três áreas:

NEGOCIOS

  • Liderança Relacional: Senso de Conjunto/ Senso de Equipe
  • Inteligência Linguística: Comunicação
  • Inteligência Relacional: Flexibilidade e Empatia
  • Inteligência Imaginativa: Criatividade e Resiliência

SAÚDE

  • Inteligência emocional: Equilíbrio
  • Inteligência Corporal: Consciência e inteireza e foco

EDUCACÃO

  • Inteligência Mental: Aprendizagem Acelerada
  • Inteligência sensitiva: Percepção refinada – Escuta Ativa
  • Inteligência Espacial: Visão Sistêmica
  • Inteligência Espiritual: Ética/Família/Valores/Sensação de valor próprio 

Somente através das competências sensíveis será possível vencer a concorrência quando o produto é o mesmo e o diferencial é o tratamento dado ao cliente. As empresas que se diferenciam no mercado treinam seus funcionários com as soft Skills para oferecer um tratamento que deixe uma lembrança, uma relação emocional, e não apenas um atendimento frio mostrando as qualidades do produto.

Quando o tratamento é bom, o cliente lembra até o nome da pessoa, e quando é ruim, toda a imagem da Instituição fica comprometida. 

Os bancos, os postos de gasolina, e as padarias possuem entre si os mesmos produtos, a diferença é no tratamento. Tem posto de gasolina anunciando tratamento diferenciado. O serviço do posto é apenas, colocar gasolina, mas tem posto que lhe dá algo mais – este é o tratamento. Este ALGO mais é da própria pessoa que está no interface com o cliente. 

Numa promoção o cliente pode até mudar de posto, mas depois volta para aquele que lhe dá um tratamento melhor, tão logo acabe o desconto no preço. A indiferença não somente é sentida pelo cliente quando ele é destratado, mas pode acontecer também por não ter nada que o cative.  

Diferenciais Competitivos

Oferecer o tratamento personalizado utilizando as habilidades sensíveis, é desafiador pois não existem regras. Cada pessoa terá uma percepção diferente da outra pessoa e dela própria, pois somos diferentes do outro e de nós mesmos a cada momento. 

Então, é preciso ter uma percepção aguçada e refinada para entender como aquela pessoa quer ser tratada naquele momento específico. Tem gente que prefere um sorriso, outros apenas um olhar atento. Eu quero pressa no atendimento e meu marido gosta de atenção demorada.

Para oferecer o tratamento personalizado  é preciso abrir os canais perceptivos através da escuta ativa a fim de descobrir como cada um quer ser tratado e criar um clima receptivo ao invés de um clima defensivo. Vamos estudar com mais profundidade. 

1. AVALIAÇÃO – Para criar um clima defensivo, a pessoa julga, avalia, ou seja tem a si como centro do mundo.   O ideal é apenas descrever a situação. Não se sabe o que levou o contribuinte a agir daquela maneira. Fale do que você está vendo e ouvindo e não do que está supondo. 

Errado: O senhor está errado porque não trouxe toda a documentação necessário. Sua letra é feia.
✔️Certo: O senhor precisa da próxima vez trazer a seguinte documentação. preencha com letra de forma por favor

Conclusão: O clima defensivo é criado quando a pessoa julga e o clima receptivo, quando a pessoa descreve a situação.

2. CONTROLE – O clima defensivo, a pessoa é controladora, e no clima receptivo, é uma orientadora. Ao invés de tentar estabelecer regras para o cliente, oriente-o sobre como deve ser.

Errado: Pague o seu carnê somente no sexto dia útil. 
✔️ Certo: Aconselho-o a anotar o vencimento no calendário de mesa.

Conclusão: O clima defensivo é criado quando a pessoa ordena e o receptivo, quando aconselha.

3. ESTRATÉGIA – No clima defensivo, a pessoa é estratégica e no receptivo, é espontânea.  Não tente usar de subterfúgio. Quando o cliente percebe perde a credibilidade e a desconfiança gera distorções no relacionamento. Assuma o erro invés de dar desculpas. A verdade é a melhor estratégia. 

❌ Errado: O computador que errou. 
✔️ Certo: Eu infelizmente não comandei.

4. SUPERIORIDADE – No clima defensivo, a pessoa é superior, e no clima receptivo, é igual. Não use o poder e o status. Pratique a igualdade sem intimidades excessivas. Até na forma de olhar você pode ser superior.  

Errado: O senhor sabe com quem está falando?  
✔️ Certo: Eu sou fulano e estou a seu dispor, em que posso servi-lo

5. CERTEZA – No clima defensivo, a pessoa é rígida, dona da verdade e no receptivo, é flexível. Assim como a água que contorna os obstáculos para chegar no mar, seja flexível. A certeza é sempre relativa. Não dê a certeza fechando assim as portas para o outro.

Errado: Eu tenho a certeza que..
✔️ Certo: Irei lhe mostrar vários caminhos para você escolher.

6. NEUTRALIDADE – O clima defensivo, a pessoa é neutra, dona da verdade e no receptivo, é EMPÁTICA. A indiferença acontece quando o atendente somente prática o envolvimento técnico com o problema.

Quando oferece algo mais e se sintoniza com o outro, envolvendo-se com o seu problema, acontece a EMPATIA que é a chave para a aproximação nas relações, pois é sair de si para encontrar o outro no mundo dele.   

Para criar um clima de abertura é preciso praticar as soft skills sendo descritivo, orientador, igual, espontâneo, flexível e empático. 

Somente através das competências sensíveis será possível vencer a concorrência quando o produto é o mesmo e o diferencial é o tratamento dado ao cliente. Enfim, as hard skills são competências que vem de fora para dentro, ou seja os conhecimentos técnicos do tema. 

As soft skills  são as competências de dentro para fora.

As metáforas da vida

Tem uma metáfora que demonstra bem, o que estamos falando. Era uma vez um jovem que estava ávido por conhecer novas pessoas, novos lugares, e pediu ao velho do rio que o transportasse para a outra margem do rio, pelo que o velho lhe perguntam:

– Como são as pessoas que você conhece?

O velho do rio perguntou

– São dadivosas, interessantes, de bom coração, tem um brilho no olhar e riem com facilidade

Respondeu o rapaz

Ao ouvir o rapaz, o velho disse, então entre na barca que eu vou lhe levar para o outro lado do rio, e conhecerá como são as pessoas desse lado do rio.  

Quando o velho retorna, encontra outro rapaz ansioso por conhecer novas pessoas do outro lado do rio, e o velho faz a mesma pergunta:

– Como são as pessoas que você conhece?

O velho do rio perguntou novamente para outro rapaz

– São fechadas, egoístas e mal humoradas

Respondeu o rapaz

Ao ouvir o rapaz, o velho lhe disse, então eu não vou lhe levar porque do outro lado do rio as pessoas também são fechadas, egoístas e mal humoradas. 

Moral da História: Se quiser amor, sorrisos e bondade em todos os lugares que for, leve-os consigo em seu coração. 

Gostou do artigo? Continue nos acompanhando aqui no Blog e pelas redes sociais. Entender a importância das competências comportamentais (Soft Skills) é transformador.

Por que Gritamos? Uma Reflexão com a Programação Neurolinguística (PNL)

Por que Gritamos? Uma Reflexão com a Programação Neurolinguística (PNL)

O ato de gritar é confundido com autoridade, para muitos pode expressar poder enquanto por outro lado, é um desalinhamento da sensatez. Nesse artigo vamos refletir o por que gritamos e como controlar esse comportamento. 

Os dois Mundos

Vivemos paralelamente em dois mundos: um externo visível e outro interno e íntimo e, na maioria das vezes, inconsciente. Quer tenha consciência ou não, existe uma voz interna influenciando sua mente de uma forma mais profunda do que possa imaginar. 

Estas vozes são denominadas diálogos internos, no entanto se a pessoa não tem consciência deles, termina sendo um monólogo interno que de maneira ditatorial comanda o comportamento da pessoa. 

Sendo assim, o mundo interno carece de reflexões profundas, já que não existe dois (diálogo) para fazer o contraponto e sim a hegemonia de uma voz no comando, o que pode causar perturbações psicológicas, ideias fixas e cansaço mental infrutífero que leva a lugar nenhum.

Monólogo Interno

Uma maneira de descobrir este monólogo interno é a meditação, ou seja sentar-se em um local silencioso para treinar a auto percepção,  através da superconsciência observando o movimento dos pensamentos na mente. 

Mas, para silenciar a mente, é preciso que a observação seja imparcial, sem julgamento, porque se houver censura dos pensamentos, um lado da pessoa entra na defensiva e atrapalha o processo de autoconhecimento e crescimento.

A pessoa se paralisa na crítica ou na culpa e estaciona. A mente fica tão lotada do alarido de vozes que rouba as forças e energias que poderiam ser aplicadas para aprender e evoluir.

Minha mãe sofria de insônia e dormia no sofá ouvindo televisão com um som muito alto, e toda vez que chegava da faculdade, apagava o televisor e imediatamente, ela acordava.

Porque quem sofre de insônia dorme com o som alto? 

Uma das causas da insônia é em razão de uma mente que não para de falar, e o pior é que são falas simultâneas, impossibilitando ouvir o que é dito. E as vozes internas ficam martelando na mente, impossibilitando o sono.  Mas o som externo é alto, no caso o som do televisor consegue abafar o som interno e a pessoa entra em sono profundo. 

A maioria das pessoas nem sequer consegue escutar com clareza a si mesma, como há um grande barulho na cabeça de várias vozes, e é preciso gritar para poder se ouvir. Isto ocorre com mais frequência, nas discussões acaloradas quando o outro apresenta argumentos que ferem os valores, então a voz interna se rebela e, para a pessoa ter a certeza que será ouvida, altera o volume da voz. Na verdade, a pessoa grita para se ouvir e ser ouvida.  

Mentes intranquilas adquirem o hábito de falar alto para se ouvir. As pessoas com mentes silenciosas, falam baixo. 

A Necessidade do Grito

O grito é uma necessidade de quem precisa primeiro se convencer do que está dizendo para, depois convencer o outro.  Resumindo, o grito é para se ouvir e se sentir seguro em defender seus valores em uma discussão.  O grito é um pedido de socorro, é uma distorção causada pela insegurança em razão da impressão de estar longe de si mesma.  

A confusão mental geralmente alimentada pelas suposições de perseguição, de criticas imaginadas, dificulta a paz interna.  

O melhor exercício é a escuta ativa, ou seja escutar de forma limpa sem suposição, apenas descrevendo o fato. Uma vez uma colega me disse que passou a noite toda acordada e sentiu até vontade de gritar, pois estava magoada com a indiferença de uma pessoa de quem gostava muito. Perguntei se a pessoa tinha falado alguma coisa, uma briga talvez, pelo que ela me respondeu que prometera ligar e não cumpriu. Perguntei se alguma vez ela havia se esquecido de ligar para alguém querido, lembrou-se que sim. 

A maioria do sofrimento é mais um drama de estar supondo algo ruim, e a vontade de gritar tem o objetivo inconsciente de calar a dor interna. 

Quando se tem o hábito da escuta ativa, escuta tomando como base os fatos sensoriais e não suposições, a mente é tranquila, a respiração é lenta e a voz é baixa.  Mentes que alucinam, são intranquilas, respiração apressada e voz alta, em casos mais graves, a pessoa fala gritando. 

O Poder da Meditação

A melhor ferramenta para conseguir distinguir as vozes internas, é a meditação. Mas há que ter cuidado para ser uma meditação imparcial na qual a pessoa reconhece dos pensamentos caóticos sem críticas. A simples constatação dos pensamentos é suficiente para aquietar.

Reconhecer a perturbação e apenas colocar o foco na respiração,  é o primeiro passo para acalmar a mente. 

As vozes internas baixam o tom e isto é muito bom, pois a verdadeira transmutação passa pelo silêncio verdadeiro. Muitos pensam que silenciar é deixar de falar, no entanto é conseguir silenciar as vozes internas. Pessoas com mentes calmas, sabem escutar, falam baixo e manso e são excelentes no convívio com outras pessoas. 

Saber escutar é uma arte para poucos e traz benefícios para muitos.  

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