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Por que Gritamos? Uma Reflexão com a Programação Neurolinguística (PNL)

Por que Gritamos? Uma Reflexão com a Programação Neurolinguística (PNL)

O ato de gritar é confundido com autoridade, para muitos pode expressar poder enquanto por outro lado, é um desalinhamento da sensatez. Nesse artigo vamos refletir o por que gritamos e como controlar esse comportamento. 

Os dois Mundos

Vivemos paralelamente em dois mundos: um externo visível e outro interno e íntimo e, na maioria das vezes, inconsciente. Quer tenha consciência ou não, existe uma voz interna influenciando sua mente de uma forma mais profunda do que possa imaginar. 

Estas vozes são denominadas diálogos internos, no entanto se a pessoa não tem consciência deles, termina sendo um monólogo interno que de maneira ditatorial comanda o comportamento da pessoa. 

Sendo assim, o mundo interno carece de reflexões profundas, já que não existe dois (diálogo) para fazer o contraponto e sim a hegemonia de uma voz no comando, o que pode causar perturbações psicológicas, ideias fixas e cansaço mental infrutífero que leva a lugar nenhum.

Monólogo Interno

Uma maneira de descobrir este monólogo interno é a meditação, ou seja sentar-se em um local silencioso para treinar a auto percepção,  através da superconsciência observando o movimento dos pensamentos na mente. 

Mas, para silenciar a mente, é preciso que a observação seja imparcial, sem julgamento, porque se houver censura dos pensamentos, um lado da pessoa entra na defensiva e atrapalha o processo de autoconhecimento e crescimento.

A pessoa se paralisa na crítica ou na culpa e estaciona. A mente fica tão lotada do alarido de vozes que rouba as forças e energias que poderiam ser aplicadas para aprender e evoluir.

Minha mãe sofria de insônia e dormia no sofá ouvindo televisão com um som muito alto, e toda vez que chegava da faculdade, apagava o televisor e imediatamente, ela acordava.

Porque quem sofre de insônia dorme com o som alto? 

Uma das causas da insônia é em razão de uma mente que não para de falar, e o pior é que são falas simultâneas, impossibilitando ouvir o que é dito. E as vozes internas ficam martelando na mente, impossibilitando o sono.  Mas o som externo é alto, no caso o som do televisor consegue abafar o som interno e a pessoa entra em sono profundo. 

A maioria das pessoas nem sequer consegue escutar com clareza a si mesma, como há um grande barulho na cabeça de várias vozes, e é preciso gritar para poder se ouvir. Isto ocorre com mais frequência, nas discussões acaloradas quando o outro apresenta argumentos que ferem os valores, então a voz interna se rebela e, para a pessoa ter a certeza que será ouvida, altera o volume da voz. Na verdade, a pessoa grita para se ouvir e ser ouvida.  

Mentes intranquilas adquirem o hábito de falar alto para se ouvir. As pessoas com mentes silenciosas, falam baixo. 

A Necessidade do Grito

O grito é uma necessidade de quem precisa primeiro se convencer do que está dizendo para, depois convencer o outro.  Resumindo, o grito é para se ouvir e se sentir seguro em defender seus valores em uma discussão.  O grito é um pedido de socorro, é uma distorção causada pela insegurança em razão da impressão de estar longe de si mesma.  

A confusão mental geralmente alimentada pelas suposições de perseguição, de criticas imaginadas, dificulta a paz interna.  

O melhor exercício é a escuta ativa, ou seja escutar de forma limpa sem suposição, apenas descrevendo o fato. Uma vez uma colega me disse que passou a noite toda acordada e sentiu até vontade de gritar, pois estava magoada com a indiferença de uma pessoa de quem gostava muito. Perguntei se a pessoa tinha falado alguma coisa, uma briga talvez, pelo que ela me respondeu que prometera ligar e não cumpriu. Perguntei se alguma vez ela havia se esquecido de ligar para alguém querido, lembrou-se que sim. 

A maioria do sofrimento é mais um drama de estar supondo algo ruim, e a vontade de gritar tem o objetivo inconsciente de calar a dor interna. 

Quando se tem o hábito da escuta ativa, escuta tomando como base os fatos sensoriais e não suposições, a mente é tranquila, a respiração é lenta e a voz é baixa.  Mentes que alucinam, são intranquilas, respiração apressada e voz alta, em casos mais graves, a pessoa fala gritando. 

O Poder da Meditação

A melhor ferramenta para conseguir distinguir as vozes internas, é a meditação. Mas há que ter cuidado para ser uma meditação imparcial na qual a pessoa reconhece dos pensamentos caóticos sem críticas. A simples constatação dos pensamentos é suficiente para aquietar.

Reconhecer a perturbação e apenas colocar o foco na respiração,  é o primeiro passo para acalmar a mente. 

As vozes internas baixam o tom e isto é muito bom, pois a verdadeira transmutação passa pelo silêncio verdadeiro. Muitos pensam que silenciar é deixar de falar, no entanto é conseguir silenciar as vozes internas. Pessoas com mentes calmas, sabem escutar, falam baixo e manso e são excelentes no convívio com outras pessoas. 

Saber escutar é uma arte para poucos e traz benefícios para muitos.  

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