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A maioria da humanidade lambe as próprias correntes e ainda se ilude que é livre. Prefere se jogar no abismo junto com a maioria do que se salvar sozinho. 

Nesse artigo vou falar sobre a liberdade, um desejo de todos mas que também gera crenças limitantes e medo.

O preço das escolhas

O seu humano pensa de acordo com as massas pois não quer se dar o trabalho de pensar. Assim, se acomoda em sua inércia tirando do conforto o prazer suficiente para se contentar com migalhas. 

Cada escolha tem um preço, e os alienados de si contentam-se em alimentar a própria ignorância na qual livram-se da tarefa humana de se fazer melhor do que quando nasceu.  

O homem que escolhe sentir o gosto da liberdade, optou em focar em seus próprios valores e é dirigido por princípios.

Epíteto, filósofo e escravo romano sentia-se livre porque apesar das torturas, afirmava que seu verdadeiro amo era aquele que lhe dava o que realmente precisava: o alimento para sua alma.  

Gandhi se entregava para ser preso sem resistência pois acreditava que os ingleses podiam prender seu corpo, mas jamais, sua alma. 

Nelson Mandela durante antes na cadeia, cultivou a liberdade de escolher permanecer com o seu coração limpo mesmo tendo sido preso injustamente.

Sócrates preferiu tomar cicuta a abrir mão de seus princípios e disse estar curioso para passar pela experiência de livrar a alma da prisão do corpo.

Estes exemplos de homens sábios que optaram pela liberdade podem nos inspirar a entender o conceito elevado de liberdade como um ato de colocarem os valores humanos e princípios acima dos interesses grosseiros e instintos animais.

Nelson Mandela

Entendem eles que liberdade não é se livrar do que incomoda ou do que está impedindo seus interesses individuais e que liberdade é apenas um subproduto de um benefício maior que é cumprir a missão de expressar em vida, o que há de melhor de mais digno, justo, bom e belo.  

Liberdade é apenas um subproduto de um benefício maior

Para isso precisaram conectar com a vontade de querer manifestar a supremacia dos princípios nobres, a coragem alimentada pela fé em seu potencial divino, a criatividade para expressar de forma bela, a imaginação para que a mente pudesse traçar um caminho de uma vida honrada e a inteligência para discernir o que realmente tem importância para se apegar durante a caminhada. 

A liberdade não é um fim em si mesma e sim um estado daqueles que escolheram as referências internas da sua essência divina ao invés de se encantar com imagens falsas  e se apegar aos prazeres fáceis, volúvel e passageira de lutar apenas pela sobrevivência, manutenção e procriação. Isto todo animal também é capaz. 

O homem livre conquista a si mesmo escolhendo o que é mais precioso e eterno.