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Jornada do Herói com a PNL 6ºEstação: Provação e Renascimento

Jornada do Herói com a PNL

6º Estação: Provação e Renascimento

O conhecimento obtido nas etapas anteriores gera uma compromisso cada vez maior em ajudar o próximo. Se algum talento existe, este deve estar a serviço do todo. Aqui é o momento de entrega total, o que não é nada fácil. As provas se tornam maiores na medida em que as forças superiores impõem testes para aprimorar as aptidões do herói. Agora é descansar carregando pedras. Transitar em dois mundos com valores diferentes, requer um equilíbrio constante para estar transitando nos dois mundos. Estar no mundo sem se identificar com ele é fácil de dizer, mas extremamente desafiador. Estar em absoluta serenidade apesar das adversidades, é um exercício árduo de se manter no centro.

Este é o caminho para transcender o ego, sem bater de frente, investindo menos energia de combater e mais energia de harmonia, o que resulta na melhoria das relações humanas. 

O que é a Felicidade?

Todas as vezes que por algum momento de distração eu me desvio da harmonia, o corpo anuncia uma dor, um mal-estar como se eu estivesse cada vez mais, se afastando de casa. Retomar o caminho é desenvolver esforços para manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Segundo Aristóteles, somente os bons são felizes. 

A felicidade de estar cumprindo a missão é um termômetro que sinaliza se estamos nos aproximando ou distanciando dela. 

A infelicidade é um sintoma de que há necessidade de parar, refletir e escolher o que deve ser feito para reestabelecer a ordem do Senhor dos mundos. 

Sentir-se bem é estar na direção certa, retornando as origens, alimentando esperança de recuperar o estado de essência primordial. A tarefa pode parecer simples, mas não é fácil, pois nesta fase o herói será desafiado a aplicar tudo que aprendeu internamente, na convivência com o outro. 

O Herói sabe o que fazer e vai fazer embora se dê conta do imenso trabalho que o espera. As provas servem  para avaliar a performance do herói, ao lidar com o ego do outro e mais o individualismo, incompreensões, distorções e conflitos.   

Na minha vida, o cenário dessa etapa é o seguinte: Casamento em declínio, filhos adolescentes, tempo reduzido, obrigações profissionais, tarefas domésticas, trabalhos da faculdade, cuidados com a saúde, mãe doente, problemas com vizinhos, causas na justiça, irmãos precisando de ajuda, chefes intolerantes e toda uma sorte de adversidades aumentando a pressão e, em meio a toda essa turbulência emocional, instável e delicada,  o desafio do herói em aplicar o aprendizado adquirido. 

Triste

Viver é fácil, mas conviver, realmente é um dos maiores desafios e haja sabedoria para acessar recursos mais refinados e uma inteligência suprema a fim de escolher dentre tantas opções quais aquelas que irão fazer a diferença para harmonizar o caos.

O grau evolutivo de uma pessoa é medido pela capacidade de conviver pacificamente com as outras, mesmo com interesses divergentes, defendendo os próprios valores e ao mesmo tempo, entendendo os valores dos outros.  

PNL e a Intenção Positiva

Nesta fase uma técnica importantíssima que me ajudou a conciliar interesses opostos foi a intenção positiva da emoção e do comportamento. 

A PNL pesquisou e concluiu que a toda a emoção tem uma intenção positiva. É comum julgar a pessoa pela emoção que ela está sentindo no momento, sem analisar o contexto completo. Ao entender a história como um todo, facilita aceitar que o outro tenha de raiva, depressão dentre outras. Parar de julgar a emoção do outro é possível, quando se consegue separar a emoção da INTENÇÃO POSITIVA que gerou a emoção

Vamos entender melhor:

Toda emoção tem uma intenção positiva. A intenção é sempre de defender a pessoa ou defender algo. Toda emoção é positiva na sua origem. O propósito da emoção é valorizar, proteger e guardar algum valor. Quando uma pessoa está triste, a emoção da tristeza pode ser uma maneira  de se manter conectado com algo que não existe mais. Uma maneira de se conectar com o que perdeu. Tristeza é uma  declaração de amor pelo aquilo que se foi. 

Emoções e a programação neurolinguística

Tanto é verdade que algumas pessoas tem a ideia de que se você amou alguém muito e por longo tempo, o luto – o período de tristeza tem que ser longo. A pessoa se sente culpada se ficar triste durante pouco tempo. Se eu fiquei triste por pouco tempo é porque eu não gostava. Algumas pessoas acham que quanto maior amor, o período de tristeza tem que ser longo. 

Em alguns países da Europa, acontecia o costume da viúva ficar de luto durante sete anos e algumas durante a vida inteira. Quanto mais se apega a um sonho, um projeto, uma pessoa, um lugar, um objeto, maior é a emoção da tristeza quando de sua perda. Para evitar se contaminar da negatividade da emoção de tristeza, imaginar que pode ser uma expressão de carinho pelo que não existe mais. 

As emoções

A emoção de dúvida, por exemplo pode ter uma intenção positiva de necessidade de segurança e de se proteger contra riscos. Por sinal, existe um preconceito muito grande no mundo executivo de pessoas que tem dúvidas. A dúvida pode ser um sinal de que a pessoa está precisando de mais dados e não se sente segura ainda, ela precisa de mais informações. Não é porque é uma pessoa é insegura e sim porque precisa de mais dados para tomar a decisão correta. O estado de stress é positivo quando está mandando uma mensagem de que o corpo está precisando descansar e se recuperar.  

raiva é uma tentativa de proteger os valores da pessoa. É natural ficar com raiva quando alguém está fazendo algo que fere os valores. Você pode julgar alguém por ter raiva, mas dá para julgar alguém porque tem valores?  Afinal todos nós temos valores. Lembro-me de chefe que estava se censurando ao sentir raiva, mas passou a sentir um grande alívio quando se deu conta que é humano sentir raiva  diante de uma agressão, ou seja não sentir raiva é uma expectativa irreal.

A questão é aprender a lidar com a raiva, conectando-se com a intenção positiva da raiva é mais fácil aprender a lidar com a raiva a partir de um diálogo inteligente.  

Entender a intenção que está disparando a emoção, é uma maneira de amenizar a tensão e evitar uma reação catastrófica. Uma equipe de trabalho quando se rebela, tem um valor sendo desrespeitado e o bom líder ao invés de rebater ou reprimir, busca entender os valores e direciona a negociação no sentido de valorizar os interesses dos liderados. 

Os ciúmes tem a intenção positiva de reter o ser amado. É uma tentativa por mais distorcida que seja,  para se  demonstrar o carinho que eu tenho pelo outro. Os casais mais modernos vivem uma vida mais livre e se a mulher não tem ciúmes o marido acha estranho e sente a falta de ciúmes como se fosse uma expressão de carinho. A Vergonha é uma tentativa de se adaptar às normas do ambiente. A intenção positiva é tentar ser normal, já que não está se sentindo igual e sim diferente. Não se sente adaptado e quer fazer parte de alguma coisa. 

Todo o comportamento, por mais esdrúxulo que pareça também tem uma intenção positiva. Até o suicídio, tem tem a intenção positiva pois a pessoa quando quer dar fim a sua própria vida, está querendo mesmo é se livrar de uma extrema tristeza ou depressão. Então fica claro que nas relações humanas o melhor é a imparcialidade, ou seja, não julgar emoções, nem pessoas. 

O Homem e o dragão

Ganha a luta o guerreiro que não perde tempo reclamando do tamanho do dragão, e sim entende o propósito e os motivos subjacentes de cada emoção, comportamento e fatos da vida.   

Compreendido isso, mãos a obra.

Papel e lápis para traçar as estratégias de enfrentamento:

Para o casamento em declínio, a melhor saída é entender que valores estavam precisando resgatar para reestabelecer a união;

Para me reaproximar dos filhos adolescentes, aumentei a escuta para entender as necessidades deles;

Quanto ao tempo reduzido, eliminei tarefas desnecessárias;

Quanto a profissão, estabeleci metas de produtividade; quanto as tarefas domésticas, dividi responsabilidades.

Conectada com a intenção positiva das emoções, consegui equilíbrio emocional,  ressignificando que problemas são desafios para estimular o crescimento pessoal, e gerei mais espaço para criatividade encontrar soluções para vencer as adversidades. 

Dessa forma, todos os “inimigos” eram transformados em oportunidades para trabalhar a paciência, a capacidade de resolver conflitos e manter a equanimidade seja lá como esteja o humor do dragão. 

Aprendizado

1. Todo comportamento, emoção ou fato da vida é uma oportunidade de crescimento.

2. Tudo pode ter vários significados.

3. Entrar em contato com a intenção positiva dos comportamentos, emoções e fatos da vida, é ter inteligência emocional

4. A vigilância é constante. 

5. Nada é bom ou ruim, tudo é bom quando ajuda no processo evolutivo

6. Quando o desconforto aparece, é hora de pensar, o que deve ser feito para retomar o caminho.

Rebento

Casei com a liberdade
Fiquei grávida da solidão
Comerei espaços vazios
Vou precisar de muito ar, sol e água
E, também, de silêncio
E no tempo em que meu rebento nascer
Eu vou me lembrar de como eu era..
Porque ele sou eu renascido.

– Magui Guimarães

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas presenciais em Agosto, a sua jornada quem faz é você!

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Jornada do Herói com a PNL 4ªEstação: Provas e Mentor

Jornada do Herói com a PNL

4ªEstação: Provas e Mentor

O encontro com os mentores ocorreu no curso de formação em Programação Neurolinguística – PNL. Os professores mais experientes criam provas para testar o discípulo e forçá-lo a diante de uma situação, tomar uma decisão assertiva. Agora, aos quarenta anos, não dava mais para fingir “estar bem”.  Era o momento de encarar a minha pequenez e resolver o que fazer daqui pra frente. De agora por diante tornou-se impossível fugir de mim mesma. As dinâmicas realizadas durante o curso me colocavam de frente  com as sombras. Agora era a hora da verdade nua e crua.

Aos quarenta, após muitos altos e baixos, várias angústias, insatisfações, frustrações e sofrimentos comecei o processo educacional da PNL, no ano de 1990, e consegui finalmente estruturar o meu autoconhecimento, um encontro verdadeiro comigo mesma, limitações e potenciais. 

Eu não era o que imaginava, mas poderia a partir do encontro com a verdade, começar a desenhar a pessoa que nasci para ser. Considero a autoconsciência a maior conquista do ser humano. Eximir-se dessa tarefa é inutilizar-se, é perder-se em distrações que distanciam a humanidade de sua real missão. Os cinco sentidos, encantam-se com ilusões e nada de realmente evolutivo se processa. 

O monstro interno

Em Gizé, uma região no Egito, na entrada da esfinge, existe placa onde está escrito, Decifra-me ou devoro-te. Ou a gente se descobre ou o monstro interno vencerá. Existem vários véus encobrindo o mistério humano, e somente os corajosos se submetem a retirar as capas, uma a uma até encontrar a essência encoberta pelas aparências.  

Decifra-me ou devoro-te

É possível realizar horizontalmente muitas coisas e ser uma pessoa de “sucesso”, o que é absolutamente inútil, do ponto de vista da evolução do espírito. Os sucessos dentro dos padrões da sociedade consumista podem servir de armadilhas  caso a pessoa se encante tanto com as conquistas materiais que se esquece de verticalizar para descobrir verdades mais profundas. O real crescimento é para cima enquanto os perdidos ficam buscando as saídas pelos lados. 

A PNL fornece uma grande ajuda na medida que mostra como algumas pessoas que estão mais avançadas, conseguiram entrar no processo de autoconhecimento, autodesenvolvimento e autorrealização. 

Primeira Prova

A compreensão inicial é entender que a forma como descrevemos o mundo, não é o mundo, analogicamente mapa não é o território. Nossa representação do mundo feita através de palavras, imagens e sensações é apenas uma forma de entender utilizando a da capacidade mental, de diferentes dimensões para cada pessoa. 

Tem gente que tem capacidade de um dedal e outras tem a capacidade de uma escavadeira.

Mesmo que a capacidade seja grande para absorver um número maior de informações, mentalmente temos apenas um mapa representativo da realidade, mas não tocamos na realidade tal qual ela é em si mesma. 

Esta, é uma prova muito sutil e quando conseguimos passar por ela, nos tornamos humildes diante da imensidão do mistério cósmico, nossa atitude é de respeito e referência ao desconhecido. É a primeira prova da qual saímos com a consciência de que olhamos e não vemos, ouvimos e não escutamos, sentimos e não percebemos. Os cinco sentidos são os cinco abismos que o herói atravessa com humildade diante da grandeza da criação.

Segunda Prova

A segunda prova é a da autopercepção: – Diante de um mundo tão grandioso, quem sou eu, o que estou fazendo aqui, o que esperam de mim, de onde vim e para onde vou.   

Viver em função de comer, beber, dormir e acasalar é comparar-se a um animal. Existe algo mais além dos instintos. A partir da descoberta da missão, a vida passa a ter um sentido, uma razão de ser que servirá de bússola na trajetória. 

Jornada

A descoberta da missão requer a conexão com as leis da natureza, caso contrário o ego irá interferir construindo uma missão absolutamente material, fora do plano divino.  

A verdadeira missão humana está na prática da fraternidade, usando os talentos a serviço do benefício do todo. A partir da descoberta da missão, a vida passa a ter um sentido, uma razão de ser que servirá de bússola para orientar como chegar ao porto seguro. 

Todo herói na caminhada recebe as benções de um protetor e a missão é tipo uma capa invisível, uma poção mágica, um superpoder que garante vencer os obstáculos para que a missão seja cumprida.

O terceiro passo é a operacionalização da missão que requer muito mais do que uma mera transformação ou seja, mudança na forma. A transcendência requer uma missão, fruto de uma transmutação. Os alquimistas medievais acreditavam que a verdadeira transmutação  é aquela em que o homem de chumbo se transmuta em homem de ouro, isto é,  muda a substância.

As técnicas da PNL 

Nesse ponto também as técnicas de autoconhecimento da PNL falam da importância de definir com detalhes do ponto de partida, denominado de estado atual, o início de uma caminhada para o estado desejado

Ter vontade de ser altruísta requer, por antecipação de se reconhecer egoísta. Este é uma prova que exige muita humildade. Durante o curso de PNL senti na carne a dor de me reconhecer soberba, invejosa, avara, irada, gulosa dentre outras características difíceis de aceitar. É doloroso saber que aquilo que condenava nos outros era apenas um reflexo de mim mesma.  

Antes da PNL, quando estava prestes a me desnudar, recorria a distrações com comida, bebida, balada, programas de televisão para camuflar estas visões das sombras internas. Porém, à luz da consciência é o melhor antídoto, e além de revelar os vícios, mostra um potencial de virtudes, sementes querendo despontar.

Muitos desejam mudanças comportamentais sendo mais calmo, por exemplo, e quando não conseguem, pensam que são incapazes e com isso afeta negativamente a autoestima, achando que são incapazes de melhorar.   Mas não conseguem porque não sabem o “como”, ou seja o método. 

A PNL pesquisou que os homens exitosos conhecem o funcionamento  da mente e mandam comando eficientes para concretizarem seus objetivos.  Além disso, comunicam-se da forma científica utilizando informações de alta qualidade e por isso tornam-se expert nas relações humanas. Outro resultado brilhante descoberto pela PNL, é a estratégia mental de construir imagens da pessoa que queremos ser:  se quer ser altruísta, a técnica é perguntar “Como” a pessoa altruísta se comporta.  

Todos podem saber o que querem ser, mas o segredo está no “como” é o processo passo a passo. 

Quanto maior a capacidade de criar imagens dos comportamentos que queremos adotar, maiores são as chances de conseguir a transmutação de egoísta para altruísta, nervoso para calmo, grosseiro para amoroso, ou qualquer outra qualidade, requer efetuar comandos na linguagem visual em que a mente e o cérebro possam se comunicar através de imagens.  

Recapitulando, a escolha de ser altruísta é um passo importante, mas para conseguir que  seja uma realidade psicossomática existem três ritos básicos, simples e imprescindíveis.   

O primeiro é criar uma imagem, uma cena do comportamento almejado. A cena do comportamento pode ser construída através de um modelo interno ou externo. Podemos encontrar um modelo externo que nos inspire ou ser o próprio modelo o que permite a automodelagem. 

Trata-se uma excelente técnica da PNL para conseguir pinçar um comportamento desejado. Afinal, somos um poço de experiências as quais podemos acessar os modelos internos com facilidade utilizando a memória para resgatar no passado cenas de comportamentos já executados que estamos, agora, querendo replicar.

Por exemplo, se a pessoa escolher ser mais serena, deve entrar na linha do tempo e fazer uma regressão se perguntando:

Em que momento da minha vida no passado eu me comportei de forma serena?

Esta pergunta gera uma pesquisa transderivacional, e o google particular da mente traz uma resposta precisa. 

Em um momento da minha vida, precisei desapegar de um cargo no meu trabalho e não conseguia dormir de noite, quando me lembrei de que no passado, havia sido capaz de me desapegar de todos os meus pertences (com exceção da coleção de livros Barsa). Foi mágico quando me associei ao momento de desapego passado, trazendo-o para o presente, e finalmente consegui vencer o apego, abrir mão do cargo e conquistar a serenidade diante da perca. 

Uma vez necessitei ter um comportamento de perdão onde uma pessoa havia me caluniado injustamente e não conseguia encontrar no meu passado, na minha história de vida um momento onde eu tivesse sido capaz de perdoar. Lembrei-me então de um modelo externo de Madre Tereza de Calcutá que passou a ser minha grande inspiração, de tal sorte que quando chegavam as provas eu me perguntava: Nessa situação se eu fosse Madre Tereza como eu agiria?

Imediatamente minha mente formava a imagem das ações e era mais fácil fazer o espelhamento de um modelo externo e adquirir recursos internos  para vencer mais uma prova. Daí por diante estabeleci vários modelos, cada um, com determinadas capacidades e comportamentos específicas para cada caso. 

Mito é a fórmula geral de evolução
Em cada degrau tem um mito para ensinar
Para que o mito possa ajudar ultrapassar a próxima barreira
Localiza em que degrau está pra puxar um doador mágico

Assim como uma mesa para existir, precisa antes ser projetada na mente de seu criador, eu comecei a construir a imagem do ideal. Vale ressaltar que se trata de imagens de comportamentos que estejam alinhados com a missão de vida.

Cuidado com a mídia que cria padrões de sucesso vazios e supérfluos.

E a cada prova que aparece, tenho recursos para avançar, e embora saiba que batalha é longa e exige vigilância constante, a vitória é certa pois tenho um modelo que deu certo já testado.

Este é caminho do herói que se propõe a construir um mundo a partir de uma transmutação interna. Se eu quero encontrar pessoas fraternas, tudo começa na busca de um modelo fraterno e depois descobrir o seu modus operandi e espelhá-lo. 

Assim, é possível transmutar os vícios, a competitividade em cooperação, a auto importância em humildade, a mania de julgar em observação,  o egoísmo em fraternidade, a inveja em admiração, a gula em equilíbrio, a preguiça em proatividade, a avareza em generosidade e muito mais.  

Estas são as provas da saga do herói que inicia com a vontade de melhorar e depois, a coragem de enfrentar e, por última a satisfação do herói de estar subindo a escada evolutiva, vencendo os vícios e praticando as virtudes.

Ninguém atinge um degrau mais alto na natureza,
sem cessar de existir em um local mais baixo.
Abandona sua vida se queres viver. 
É morrendo que nasce para a vida eterna
Em verdade vos digo que ninguém entrará no reino dos céus
 se não nascer de novo.
Solve nesse plano com a gula no outro
Renasce purificadoSomente o nascimento pode vencer a morte.

Aprendizados:

1. Ser bom é um ato de inteligência que leva a felicidade;

2. Harmonizar dois mundos diferentes é missão heróica;

3. Quero estar grávida do meu melhor;

4. Quanto mais sabedoria, mais compromisso com o todo;

5. Cuidar mais do coração do que do corpo;

6. A culminação da Sabedoria é a fraternidade;

7. As sementes do futuro estão no presente.

Eu sou

Eu sou…
O contrário de mim mesma

A pressa da vagareza
O veneno do antídoto
O nada do todo
O anverso do verso
O silêncio do verbo
O mudo que tudo diz
A alegria do infeliz
A tristeza do felizardo
A solidão do acompanhado 
O doce do fel
O amargo do mel
A água do fogo
A escuridão que conduz
A treva da luz
O amor do ódio
O início do fim
O todo sem mim

– Magui Guimarães

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas presenciais em Agosto, a sua jornada quem faz é você!

Jornada do Herói com a PNL 2ª. Estação: O chamado para à aventura (O mundo vai ser quebrado)

Jornada do Herói com a PNL

2ª. Estação: O chamado para à aventura (O mundo vai ser quebrado)

A contra gosto, fui chamada à aventura. A rotina foi quebrada por algo inesperado, insólito e incomum. Esta quebra na normalidade me obriga a conviver com as frustrações. Despeço-me da infância e entro no mundo sombrio e desconhecido, inseguro, tendo de buscar o sustento material.  Tenho medo de ficar presa no mundo de necessidades e perder de vista meus sonhos, ou aquilo que tem real importância.

Passada a fase da infância, os acontecimentos me apontavam para entrar em outra fase que marcava o início do amadurecimento que não é nada mais, nada menos do que a capacidade de se adaptar aquilo que ainda não temos capacidade para transformar.  

Antigamente eu era o centro do mundo e agora, com a chegada na família, de um filho homem, meu pai concentrou todos os olhares e atenção para meu irmão, deixando-me em segundo plano.  Encantado com a experiência de ter um filho homem, me fez sentir apenas como um acessório descartável.   

Vivenciei a primeira morte ao matar dentro de mim a condição de filha única, para renascer a irmã. Somente mais tarde iria aprender que a morte só perde para o renascimento, mas naquele momento, com poucos recursos emocionais, vivi então a primeira sensação de ser preterida, de ver meu irmão sendo o queridinho do papai, e instalei a primeira crença limitante que só fez piorar a sensação de abandono. 

Passei a acreditar que “filha mulher não é amada pelos pais”. Esta crença me fazia triste e com raiva de ter nascido mulher. Rejeitei a boneca e mesmo quando me tornei mãe, valorizei mais os filhos homens do que as filhas mulheres. 

Carreguei esta tristeza de uma suposta condição inferior, por muito anos, durante os trinta e quatro anos seguintes, desprezei a condição feminina.

Refúgio

Na época, para aliviar a carência de afeto, como uma forma de compensação psicológica, recorri ao mundo dos livros para focar minha mente na descoberta de informações, histórias, conhecimentos e assim, tornei-me primeira aluna da classe e ganhei a admiração de professores e colegas. 

Recorri ao mundo dos livros para focar minha mente na descoberta de informações

Crescia como pessoa, na medida em que criava formas para superar as carências. Somente muito tempo depois, aos quarenta anos de idade, aprendi com a Programação Neurolinguística – PNL uma técnica de desconstrução de crenças limitantes e a partir daí, comecei a entender a beleza e a delicadeza do feminino dentro de mim.  

Reaprendi a ver na mulher a força aglutinadora do amor.  Refiz minha história de vida aceitando minha parte feminina, reeditando as cenas em que supunha que estava sendo rejeitada pelo meu pai, venci o dragão que me consumia com seu fogo ardente. 

Retornando novamente ao passado, especificamente ao sentimento de rejeição, quando meus pais resolveram dar um fim ao juramento de “unidos para sempre”, tive outros chamados para o crescimento com a chegada da segunda decepção com a separação dos pais e demolição do lar e a falta de dinheiro, e toda uma instabilidade emocional.

Era a hora de enfrentar outro dragão chamado apego aos confortos: quarto com aquecedores,  geladeira com comida, a enciclopédia Barsa, bons colégios e agasalhos.

A realidade era o frio das ruas e a dor do estômago vazio. Perdemos a casa, com tudo que havia dentro pois meu pai, em um acesso de raiva, nos expulsou de casa, não poupou nem o meu irmão, e minha mãe sem parentes e recursos, nos alojou em um viaduto, onde dormimos enrolados em jornal para diminuir o frio. Tudo ficou para traz e quanto mais eu me lembrava do que tinha perdido, mais aumentava a dor.     

O Inconsciente 

Para amenizar a sensação de sofrimento, utilizei inconscientemente como um mecanismo de defesa, uma técnica que a PNL da dissociação do problema e associação à solução.

A técnica consistia em formar uma imagem mental de tudo que eu precisava me desapegar de forma dissociada, ou seja: como se a cena estivesse acontecendo em um palco e eu sentada na plateia na condição de espectadora. Ao criar uma cena mental dissociada, a emoção desagradável tornava-se menor. Ao criar cenas desagradáveis dentro da tela da minha mente, sempre fazia de maneira a me imaginar sentada na plateia longe do palco, o mais longe que  eu pudesse ficar, pois quanto mais longe, menor será a sensação. 

Ao criar uma cena mental dissociada, a emoção desagradável tornava-se menor

Assim, usando de um recurso mental,  conseguir suavizar a dor de deixar tudo para traz, menos a coleção completa da Enciclopédia Barsa que levei comigo, arrastando pelo chão, envolta em uma colcha grossa e amarrada em um cinto. Encontrei forças para levar os livros, fazendo a técnica da associação, ou seja, eu me associava vendo as palavras do livro aberto na minha frente, ouvindo minha voz lendo as informações, e minha mente assimilando o conhecimento e sentia uma enorme satisfação. 

Passei a me dissociar do peso de carregar os livros, e me associava a satisfação do conhecimento adquirido, cada vez mais, forças para manter os livros perto de mim,  pois se o peso do papel era grande, o valor do conhecimento era maior ainda. 

A Ponte para o Futuro

Saltei da infância, para fase adulta, sem passar pela adolescência. Quando fiz o curso PNL, descobri que usei, empiricamente, outra técnica mental chamada ponte para o futuro, na qual me associava às cenas imaginadas no futuro de como gostaria de estar após conseguir o objetivo.

Ponte para o futuro

As vicissitudes advindas da falta de dinheiro, comida, teto, eu as imaginava como cenas passageiras e, deitada em um banco de praça pública, criava na  mente cenas  futuras, e dizia internamente, que “a situação de desamparo é passageira”, “é somente uma fase”, e criava cenas futuras, onde dormia em uma cama olhando para o teto de um quarto.

Este sonho movia os meus músculos no dia seguinte a caminhar para procurar trabalho, ou pedir esmolas, mas sempre com a ideia de que aquele momento não ia durar para sempre.   

Minha mente era preenchida com cenas de objetivos futuros já concretizados, e eles fortaleciam meus músculos, braços e pernas.

A técnica da PNL  de automotivação consiste em encarar o presente tal como ele é, mas em se concentrar na cena do objetivo futuro já alcançado e imaginá-la com cores,  como se fosse um filme, ou seja, em movimento.

E assim, criava a cena de estar lendo meu nome na lista de aprovada no vestibular, e também, outra cena vendo minha carteira profissional sendo assinada e eu iniciando no meu primeiro emprego. Estas cenas imaginadas com muita luz, cor e movimentos funcionavam como estímulos que eram alimentadas diariamente, junto com os primeiros raios do sol, todas as manhãs.

Dentro de nós

Anos depois, ao fazer o curso de Neurolinguística, tomei consciência de um pressuposto da PNL de que “Todos temos todos os recursos de que necessitamos para vencer quaisquer desafios”. O acesso aos recursos são feitos usando a imaginação, pois o neurônio – célula do sistema nervoso, dispara estados correspondentes ao temos a capacidade de imaginar, e desta forma podemos criar as melhores condições internas para ter disciplina e persistência e concretizar  os objetivos;  e foi exatamente o que aconteceu.

Estudava com uma apostila emprestada, de noite em um poste de praça pública, por falta de energia elétrica em casa, e consegui, finalmente passar no concurso de um banco público.  

Ao participar do curso de PNL, descobri o quanto acessei , nos piores momentos da vida, a técnica da dissociação para diminuir a sensação de dor no presente, e a criar mentalmente os melhores momentos, e me associar a tudo de bom para aumentar a alegria com a concretização de objetivos futuros.   

Atualmente, eu uso a técnica dentro de uma consciência, e me associo a todos os momentos bons, como o recebimento de um elogio, de uma promoção e de uma conquista pessoal para fortalecer a autoestima. De tal forma que elaboro cenas mentais em que me encontro no palco do teatro, atuando dentro de mim mesma, sendo protagonista da minha própria vida. E assim, desta forma, fazendo uma associação a momentos agradáveis, aumento a sensação de prazer que me impulsiona para continuar persistindo. 

Assim, age o herói, se dissocia do medo do dragão e se associa a satisfação de salvar a princesa.

Descobri que a arte de viver é registrar fatos desagradáveis de forma dissociada, isto é vendo do lado de fora, e os fatos agradáveis de forma associada, estando dentro da cena. É importante antes de dissociar, tirar o aprendizado pois tudo na vida tem valor de mensagem.

Nada acontece sem um propósito. 

Hoje, percebo o quanto as dificuldades foram importantes para que eu construísse minha fortaleza interior. Antes de dissociar é importante entender o significado, ou seja o aprendizado embutido no acontecimento. Depois de entender a lição, pode-se diminuir a sensação de desconforto. Mas é importante abraçar o desagradável por maior que  ele seja, pois  quanto maior o dragão, maior a satisfação em vencê-lo.

E foi assim, que eu sobrevivi ao processo da lagarta deixando o casulo… pensando no voo da borboleta.

Tudo está em mudança, nada morre. 
O espírito vagueia, ora está aqui,
Hora está ali e ocupa o recipiente que lhe agrada,
 pois o que existiu já não é, 
e o que não existiu começou a ser e assim,
todo o ciclo de movimento se reinicia

Ovídio

Aprendizados:

1. O que não me mata me fortalece, e a cada dificuldade me torno mais resistente. 

2. Dependendo do desafio, escolho modelos de pessoas que souberam vencer com inteligência. Modelos diferentes para situações diferentes. 

3. Nos piores momentos consigo resgatar as maiores forças.

4. Em situações limites crio alternativas de soluções. 

5. Quando desapego, o sofrimento é menor. Abro mão e penso que lá na frente vem coisa melhor. 

6. Cada desafio vencido, viro a página e espero o próximo

7. Observando aprendo até com os tolos. 

8. Tudo passa

9. Ao invés de reclamar que a vida está me dando pouco, aumento a minha capacidade de receber. 

10. A vida tem um sentido para estas passagens que ela nos propôs. Cada uma delas tem uma coisa para me ensinar

11. Posso entrar na crise por dois motivos: por demérito porque fui desatenta em alguma questão, ou por mérito, ou seja: fiz tudo o que tinha de fazer, cumpri as etapas anteriores, e mesmo assim acontece algo que me empurra para crescer ainda mais e ir para outro patamar.

12. A crise é um sintoma muito positivo, momento de crescer.

Rebeldia

Por entre muros de aço
Voam meus pensamentos alados
E diante do cético
Percebo a esperança

Cegam-me os sensatos
Mas minhas mãos tateiam
As diferentes formas da razão

Decepa-me os membros
Oh! Pai dos medos e das culpas.
Dos confins ressurgirá minha fertilidade

Devoram-me as abomináveis pessoas  
Ditas perfeitas e corretas, porém falsas e estéreis 
E minhas vísceras se enterrarão na cova
Dos que são verdadeiros, autênticos e sinceros

E morrerei criando e crendo,
Mais nos ensinamentos extraídos dos erros dos aprendizes
Posto que, Deus perfeito, criador dos mundos
Abriu espaços para os deslizes
De seus divinos filhos humanos. 

– Magui Guimarães

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas em Agosto, esse é o primeiro passo para grandes conquistas!