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Superando o Medo da Pobreza

Superando o medo da pobreza!

Naquilo que você pensa, você vibra e o que você vibra, você atrai.  

Quando você teme alguma coisa, há mais probabilidade de atraí-la. Nesse artigo eu vou te explicar de onde vem os medos, o medo da pobreza e quais técnicas podem ser utilizadas com base na PNL (Programação Neurolinguística) para superá-los. Vamos lá?

O medo é atração

O melhor exemplo é o medo de cachorro, parece que ele fareja o medo e late. 

Se você tem medo de cachorro, não demonstre, ou melhor, nem sequer sinta o medo porque ele sente o cheiro do medo e vai segui-lo e não adianta correr. É pior se apavorar.  No entanto quando se enfrenta e age naturalmente, não demonstrando medo, o cachorro para de atacar e segue outro caminho. 

O medo da Pobreza e a PNL

O medo da pobreza é o mais poderoso dos medos, é uma oração ao contrário.

Quando mais sofrer pela pobreza maior a probabilidade de atraí-la. 

Já morei em favela e lembro-me do quanto minha mente trabalhava no sentido de pensar que tudo aquilo era passageiro. Não sofria a pobreza porque era algo temporário, ou seja a pobreza tinha início, meio e fim. 

O fato de imaginar que não seria para sempre, era como se eu desqualificasse as dificuldades de não ter água encanada e nem fogão.  

Lembro-me do quanto admiti como verdade a frase “Tudo é passageiro com exceção do trocador e do motorista”

Nas padarias eu olhava os doces e imaginava a delícia de comê-lo e pronto.  Hoje imagino o quanto de gordura eu terei a mais se comê-lo.  

A atitude de me distanciar das dificuldades e focar nas oportunidades me ajudou a encontrar trabalho. E valorizei muito o trabalho, a ponto de hoje aos setenta anos não conseguir me aposentar. Sou “inaposentável”. 

Imagino morrer em uma sala de aula, em plena atividade, sentindo o prazer de estar realizando algo que considero importante.  

Troquei o medo pela vontade de aplicar minha energia em alguma atividade, fosse ela lavar um banheiro, deixar um recado, aguar plantas, balconista, babá, ser secretaria, fiz de tudo e sempre encontrava um tempinho para estudar.  Invejava somente aqueles que tinham mais tempo para se dedicar ao conhecimento. 

Lembro-me de ter entrado em um colégio e ficar em pé perto da porta de uma sala de aula, ouvindo com dificuldade a voz do professor. Até hoje sinto uma alegria gostosa de estar em uma sala de aula seja como aluna ou professora.  

A obsessão em acreditar em dias melhores e me colocar em atividade, foram me entusiasmando e atraindo acontecimentos que se transformaram em oportunidades as quais agarrava com unhas e dentes. 

Existem várias maneiras de enriquecer, e a PNL traz técnicas e ferramentas onde o individuo olha para dentro de si e concentra a sua energia e força na busca pelo que lhe faz crescer.

Até os objetivos, com a PNL, se transformam, pois o autoconhecimento faz com que a pessoa entenda que nem sempre o que ela quer é o que ela precisa, e isso contribui na expectativa x realidade, evita frustrações e incentiva a percorrer o que de fato importa e acrescenta.

Hoje me sinto rica de energia da assertividade. Atualmente coloco minha energia onde ela é necessária para mim e para outras pessoas. Olho para traz e percebo o quanto avancei, ousei e desafiei o medo a ponto de valorizar cada experiência, cada degrau, cada esforço para ter a recompensa de me sentir mais forte do que o medo.

Acumulei a riqueza da experiência em enfrentar o medo. Dentro de mim, no meu laboratório de vida, desenvolvi o antídoto contra a paralisia e avancei!

A PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA – PNL irá lhe ajudar a vivenciar de forma saudável todas as emoções internas e externas e agir na inteligência psíquica e emocional. 

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Saber se comunicar é um dom ou se aprende?

Saber se comunicar é um dom ou se aprende?

Por muito tempo em minha vida, senti na carne a dor das incompreensões e desentendimentos frutos de uma comunicação distorcida.  O resultado? Perdi amizades, fiz péssimos negócios e o mais grave de tudo: criei um ambiente interno confuso ao ignorar os preceitos básicos de uma boa comunicação. 

Eu mesma não conseguia traduzir em palavras o que realmente acontecia dentro de mim, e vivia dentro da mais tosca ignorância afetando negativamente o lado emocional. 

Nesse artigo você entenderá a importância de uma comunicação clara, objetiva e assertiva, e discutiremos se ela já vem conosco ou pode ser adquirida durante a nossa jornada, vamos lá?

Outro idioma

Na vida familiar e profissional era como se eu falasse chinês para alemães. As palavras não eram compreendidas, quando mais falava maior o atrito, e os relacionamentos tornaram-se de baixa qualidade. Sem contatos pessoais verdadeiros e profundos, aos poucos me sentia uma ilha perdida no oceano, sem conexão com as demais, e o mais sofrido, uma estranha sem entender a mim mesma.  

Embora procurasse me silenciar diante das outras pessoas, eu não conseguia fugir do barulho das falas internas.  A vida interior foi se tornando algo confuso e sem sentido.

A PNL aplicada a comunicação assertiva

No auge da crise, conheci a Programação Neurolinguística – PNL e compreendi a importância do uso da palavra adequada no processo da comunicação.

Custei muito a entender que: “A responsabilidade da comunicação é do emissor”. 

Se o receptor compreendeu diferente é porque faltou sensibilidade para falar uma linguagem adequada ao nível do ouvinte. Embora não tenha nascido com o dom da comunicação, aprendi, com a PNL, a me comunicar de forma adequada, me fazendo entender e entendendo mais as pessoas. 

Comunicação

Atualmente, tenho a certeza de que o que eu digo é diferente do que a pessoa escuta e por esta razão uso as perguntas para me certificar se o que o outro entendeu foi o que realmente foi dito. 

Mapa não é território

Uma revelação que muito me ajudou na comunicação foi o pressuposto utilizado pela  PNL, de que  “Mapa não é território”.  Ou seja, o mapa que fazemos da realidade é diferente da realidade. Posso olhar uma rosa e descrevê-la de forma diferente de uma outra pessoa.

Cada um vê a mesma coisa de uma perspectiva única e original, assim como a impressão digital, não existe percepção idêntica. 

E ainda tem o fato de que, cada palavra está grávida de vários significados.  Se  perguntarmos o significado da palavra “amizade” cada pessoa dirá e sentirá algo diferente. Enfim, cada cabeça, uma sentença.

PNL aplicada a Inteligência Emocional

Para resolver esta questão existem algumas técnicas da PNL que diminuem os ruídos entre o emissor e o receptor, por exemplo: abolir os adjetivos e substituí-los por descrições sensoriais, ou seja ao invés de dizer que uma “pessoa é boa” deverá descrever os comportamentos que traduzem bondade, por exemplo: a pessoa cuida dos irmãos, é voluntária em obras de caridade etc. Esta forma, descrevendo ações, é mais fácil entender a que ser refere o adjetivo “boa”.  

O adjetivo “boa” pode estar relacionado a vários outros aspectos, como por exemplo:  um ladrão pode ser muito bom no que faz.  Uma mulher pode ser considerada “boa” pelas medidas do seu corpo.

Então, para evitar interpretações subjetivas, a comunicação é mais eficiente quando há descrições de fatos, pois contra fatos não há argumentos, nem suposições.

Em uma discussão por exemplo quando ouvimos: que alguém é desatencioso. O ideal é perguntar: Qual foi o comportamento que você observou no outro para deduzir que ele é desatencioso? Utilizar perguntas a fim de traduzir o adjetivo em comportamentos,  é a base da comunicação cientifica que vai além da ofensa pessoal e  nos dá uma informação de como o outro está percebendo o nosso comportamento.

Falar do comportamento é mais pedagógico e não ofende a identidade da pessoa.

Abolir os julgamentos é retirar do vocabulário os adjetivos e se comunicar apenas com informações de alta qualidade, isto é informações sensoriais: o que vê e ouve.

Esta regra auxilia também o autoconhecimento porque ao invés de dizer: “Eu sou preguiçoso”, é mais educativo descrever os fatos que levaram a esta conclusão, como por exemplo: “Por quatros vezes, nesta semana, eu dormi durante o dia e adiei as tarefas.” 

Ser preguiçoso é uma afirmação que afeta a identidade e baixa a estima, mas ter comportamentos é algo que pode ser modificado.

Assim, a autoestima continua em alta e toma-se consciência de que a preguiça está precisando ser neutralizada com a disciplina, por exemplo. Esta comunicação e’ eficiente na transformação dos seres humanos porque expõe a limitação e resgata o recurso necessário, permanecendo o senso de valor. 

Tom da Voz

Outra regra importante para uma comunicação persuasiva é o tom de voz e a fisiologia congruente. Dependendo da forma como se fala, tem “não” é que é “sim” e, tem “sim” que é “não”.  E muitos outros usos da palavra que podem preservar o estado emocional tais como: “estou atencioso com…” ao invés de “estou preocupado…”, dizer: “estou aborrecido…”, ao invés de “estou com raiva..”, ao invés de dizer “não tenho a menor dúvida”, dizer: “tenho certeza”.  

Isto porque cada palavra tem um energia que impacta negativa ou positivamente no sistema nervoso e pode-se evitar o estresse, aprendendo a escolher palavras com  impactos positivos.  

No que diz respeito ao uso dos verbos, uma coisa é dizer: “Sou doente”, outra coisa é dizer: “Estou doente”.  Percebam que dizer: “Sou alegre” é mais edificante do que “Estou alegre”. Por falta de conhecimento do poder da linguagem na comunicação, utilizado o verbo “ser” e “estar”, indevidamente. Assim como os tempos dos verbos “gostaria” ou “estou querendo” tem impacto fraco ou forte na realização de uma ação.  O futuro do pretérito tem menos força do que o gerúndio. 

O Poder da Palavra

Enfim, a palavra é uma ferramenta importantíssima para definir a qualidade dos relacionamentos de uma pessoa com ela própria e com os demais, e a PNL  ao pesquisar os grandes comunicadores, descobriu que é possível modelar uma linguagem elegante e poderosa para influenciar a si próprio e encantar os demais com palavras que resgatam estados de excelência e tornam a comunicação um instrumento de inspiração e aproximação entre pessoas. 

Você pode reaprender a falar de forma mais assertiva e melhorar os resultados de sua comunicação, conquistando mais qualidade de vida. 

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A Origem do Medo

A origem do medo?

O maior medo é ter medo de sentir medo. A sabedoria está em aprender a lidar com os medos pois são forças instintivas com o objetivo de nos proteger diante do abandono, do enfrentamento, da perda e da morte. 

Nesse artigo você entenderá a origem dos medos e quais as armas que temos para enfrentar-los.

Medos Primários

São denominados os medos primários e são  sagrados porque contribuem com a nossa evolução. Por exemplo o medo do abandono nos faz cuidar das nossas relações sendo carinhoso para que o outro nos aceite e nos queira por perto.  

Medos e enfrentamentos

O medo de perder nos faz mais cuidadosos, mais prudentes, mais econômicos em administrar as posses e o prestígio e até os recursos naturais, sendo mais parcimoniosos em usar a água, a terra e o ar.  

O medo de enfrentar faz com que a gente se prepare mais para uma reunião, para um encontro e também para enfrentar nossas sombras. É desafiador saber que não é o outro o culpado do nosso aborrecimento e sim as sombras: o próprio orgulho, rigidez, radicalismo, egoísmo, prepotência. E enfrentar a dor das nossas debilidades que estão no inconsciente é trazer a luz para aquilo que não queremos ver. 

Negar as sombras é um suicídio inconsciente que leva a intranquilidade, falta de paz de espírito, por não querer escutar a voz profunda, o chamado da consciência. 

Isto porque temos um medo inconsciente de reconhecer as nossas debilidades e também um medo de resgatar nossos potenciais de generosidade, de fraternidade e outras virtudes. Porque quando for fraterno realmente, como irei agir? Esta nova maneira de ser, amedronta.

Steve Pressfield diz que um dos nossos medos inconscientes é o medo de ser bom, pois a bondade exige uma mudança estrutural em nossas vidas.  

Medo da morte

E por último temos o medo de morrer e assim cuidamos do corpo, da saúde, temos atenção ao atravessar a rua. O medo é paralisante quando o colocamos na frente, mas  nossa frente, mas excelente quando vem atrás nos impulsionando. 

Medos, fobias e o desconhecido

Fazendo um retrospecto, na história da humanidade, a absoluta falta de conhecimento, faz com que o medo vença a capacidade de realização e a vida torna-se pequena, banal e sem sentido. O medo enfraquece e manipula. Se quer dominar uma pessoa, inculta o medo e ela irá se dobrará diante de você. 

A lista de medos é infindável.

Medo de elevador, de ficar em lugares fechados, medo do amanhã, de mudar de cidade, de perder bens materiais, de perder a família, o prestígio, o poder, medo da pobreza, da crítica, da doença, meda da velhice, medo da perda da liberdade. 

Qual é o seu medo?

Os piores medos são os desconhecidos que estão no inconsciente atrapalhando a evolução, tais como o medo do fracasso. E nesse momento é importante questionar se o fracasso é em relação a expectativa dos outros. Será que é tão importante atender os parâmetros que a sociedade considera como sucesso? 

As vezes se valoriza tanto o “parecer ter sucesso” que se deixa de lado o que é a realização plena, os sonhos e os ideais. Atender as exigências dos padrões externos é um caminho para sentir o quando é gigante o medo do fracasso, pois a expectativa do outro é sempre maior do que se possa realizar. 

Existe o Fracasso?

Segundo a PNL (Programação Neurolinguística), existe somente resultados. Afinal somos falíveis e estamos aqui para aprender a viver e viver é aprender com as falhas.

É doentio querer cobrar a perfeição. Perfeição é de outra dimensão que transcende a condição humana. O equívoco é uma oportunidade de experimentar diversas maneiras de conseguir algo. A vida é um aprendizado de erros e acertos. 

Erros e acertos

Outro medo muito forte é o da mudança, de ser diferente, de fazer diferente. E maior será o medo quanto maiores forem as referências externas. Depender de apoio dos outros é um prato cheio para o medo.   

As empresas de seguro, aumentam os perigos externos, porque quanto mais a pessoa tiver medo, mais fácil é manipular para comprar a apólice de seguro.  Quanto maior o foco no centro de si, menor será o medo, e quanto mais avançar  apesar dos medos, mais confiança de fazer o diferente, e aos poucos vai trazendo uma segurança que aumenta a capacidade de vencer e também o poder sobre nós mesmos. 

No centro o medo não existe. 

Outro medo muito conhecido, é o medo do desconhecido, e não é somente o medo do desconhecimento de situações externas, e sim daquilo que desconheço dentro de mim e por esta razão me domina. Fugir daquilo que  desconhece é se diminuir. O que faz uma pessoa recuar é a falta de confiança de que pode vencer.  

O medo do desconhecido vem da falta de autoconhecimento pois quando a pessoa conhece suas reações e a capacidade de dominar as situações limites, o medo desaparece.

Todos estes medos tem origem no apego. As classes mais abastadas tem medo de perder aquilo que já conquistaram e por esta razão sofrem de um medo crônico. Os miseráveis são perigosos e afoitos, pois não tem nada a se apegar e porque não tem nada a perder. 

O medo paralisante nos estaciona, nos envelhece, ao perder a esperança, a capacidade de aprender e de renovar, cedemos ao medo e envelhecemos por antecipação.

Quem não erra é porque não realiza

Mas a vida é pedagógica e tem o objetivo de oferecer ao ser humano a capacidade de crescimento através de problemas, de aprender a lidar com os medos, os “fracassos”, o desconhecido. 

Dentro da visão filosófica não existe o fracasso absoluto, existe o erro, e quem não erra é porque nada realiza.

Viver não tem ensaio e para se autoconhecer, requer se jogar nas situações e relacionamentos. Um ermitão em uma ilha isolada é incapaz de avaliar a capacidade de aceitação, de paciência, de flexibilidade pois o conhecimento de si, aflora na relação, no contato com o outro. 

Não adianta ler um livro, e sim reconhecer o medo e agir. Se ficar paralisada significa que o medo dominou e a solução é agir cobrando uma passagem para neutralizar o medo de viajar de avião. O medo se retrai e pode até se dissolver diante do enfrentamento

Como o medo é uma força da natureza, um instinto, um impulso que permite manter a vida, na própria origem do medo, está a capacidade de superação. É no próprio medo que vem a força de enfrentar o problema, e para descobrir o antídoto deve-se perguntar:

Porque o medo de enfrentar esta situação? E descobrindo as raízes internas, encontrará como transcender. O antídoto do medo está dentro de cada pessoa.

Para resolver o medo é preciso ir para o patamar de cima, pois a solução do problema está em um nível acima do qual foi criado. Isto requer uma melhoria interna ou seja, desenvolver capacidades: de se relacionar, de falar em público e muitas outras. 

Buscar dentro de si recursos para solucionar uma situação de medo é uma forma de crescer. Resgatar capacidades novas, que ainda não foram utilizadas, é uma oportunidade de se expandir por dentro. 

O medo vem pela insegurança, de sentir-se incapaz de ter poder sobre si mesmo.  Acreditar em si e ter confiança é a chave para avançar apesar do medo.

Desde que nascemos a vida entrega novidades para que se possa desenvolver capacidades para dominar a realidade. Às vezes, por preguiça de pensar alimentamos a ideia de que o problema não tem solução, até que a vida  coloca uma barreira no caminho, como uma oportunidade de crescimento e nos oferece a opção de potencializar as debilidades e estagnar ou, descobrir qualidades internas que nem sabia que tinha e crescer. 

Elemento importante para vencer o medo é a AÇÃO e em segundo lugar a CORAGEM. Segundo Platão, coragem é seguir as vozes da razão independente da dor ou prazer. Quando se segue os princípios, o medo da dor e do sofrimento, ficam em segundo lugar.

O medo está no DNA como instinto de preservação, e por esta razão, está ligado ao egoísmo que torna a pessoa cada vez mais individualista e fechada em uma redoma com medo de sair de casa, de dirigir, de se expor, de ser ridicularizada, de ser traída pelo outro.  

Superando os medos

A solução é caminhar e fazer o que tem de ser feito apesar do medo.   E  acima de tudo, resgatar o amor.  O amor é o sentimento que faz com que se rompam as barreiras que o medo trava.  O medo primário cuida de nós, mas o amor cuida de todos.  O amor este sentimento mais amplo que se conecta com o que é divino e que move todas as coisas, vai fazer com que a gente vença o instinto em nome de um valor maior, uma virtude humana.  Além do instinto de preservação, o que deve dominar na vida dos seres humanos são os sonhos e os valores.  

O medo não é para ser eliminado e sim apender a conviver com ele.  O medo é positivo quando nos deixa atentos para perceber o perigo que ameaça o físico, psicológico e mental e aprender a reagir e crescer.  Se o medo paralisa, ele é negativo. Podemos disser que o medo é uma realidade do ser humano e pode nos dominar e nos adoecer, ou pode ser trabalhado positivamente e nos ajudar a evoluir. 

A fonte e a superação

A fonte do medo é o apego e a ignorância. Por exemplo, o medo de morrer é desconhecimento de que a consciência é imortal, e somente o corpo, esta vestimenta de carne e osso é temporário, a consciência é eterna. Quando sairmos desta dimensão terrena, continuaremos existindo em algum lugar. “Busque a verdade, e a verdade o libertará”

Através de um processo de autoconhecimento, de observação imparcial  perceba a diferença do medo instintivo, o medo real e o criado. 

A consciência pode lhe livrar do medo criado, e estabelecer uma convivência pacífica com os medos instintivos. A chave da prisão é separar os medos criados dos medos necessários à autopreservação. Consciente dos medos é possível abrir caminho para a autoconfiança, a fé em si mesmo, o ingrediente indispensável de uma vida que vale a pena ser vivida.

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Como preparar a mente para a pós pandemia?

Como preparar a mente para a pós pandemia?

Desde o final de 2019, o Coronavírus está presente em nossa rotina, no início de 2020 essa doença ganhou status de pandemia e desde então trouxe meses de isolamento social, mortes, mudança de comportamento, novas rotinas e uma pergunta: Como podemos preparar a nossa mente para a pós pandemia?

Mente sã

A curva parece estar em declínio e francamente, este assunto de pandemia precisa ser reinventado. Apoio a insistência em trazer as notícias das mortes como uma alerta para se ter mais cuidado, no entanto, de forma responsável. 

O desafio

Parece que alguns não querem entender, outros entendem, mas preferem morrer. Talvez uma diminuta parte da população queira aprender a mensagem do vírus.

Através desse micro organismo a natureza está querendo evitar uma catástrofe maior quando avisa que a falta de cuidado com o planeta gera reações letais.  

Obama em seu discurso para uma turma de formandos diz que esta pandemia juntamente com outros problemas de desigualdade econômica, diferenças raciais, falta de acesso a saúde e a educação, veio mostrar que quem está no comando não sabe o que está fazendo e é de responsabilidade dos jovens de hoje cuidarem das gerações de amanhã. 

É fato que as velhas formas de se fazer as coisas simplesmente não funcionam.     

Porém, há que enfrentar com a confiança de que novas soluções surgirão a partir do aprendizado com os erros do passado. 

O mais importante é fazer o que é certo, baseado em valores elevados como: honestidade, trabalho duro, responsabilidade, justiça, generosidade, respeito e ética ao    invés de escolher o fácil ou gostoso, ou o que traz lucro, ou popularidade.  E ainda, carece de construir uma comunidade.

Ninguém faz grandes coisas por si só. Até para você ser ninguém, precisa de alguém.  O outro é parte da rede que sustenta todos, segundo Fritjof Capra no livro A Teia da Vida. 

Um sistema sustentável cuida do mais frágil, pois a corrente quebra no elo mais fraco.

É preciso ir além do entendimento da mensagem que a natureza está nos enviando  e partir para a ação: evitar poluir as águas rios, consumir menos, cuidar do ar, diminuir a exploração dos recursos naturais porque se não for por amor a natureza, é porque é um caso de vida ou morte. 

O planeta não resiste as agressões humanas.  

Amazonia

Talvez fosse bom conter a ambição desmedida, mas como? Porque mesmo sabendo que a amazônica é o pulmão do mundo, a floresta está sendo devastada? as pessoas continuam passivas? 

Acredito que seja a ausência da noção de longo prazo. A humanidade é imediatista. Vou contar como me eduquei para usar o cinto de segurança empregando as técnicas da Programação Neurolinguística – PNL

A experiência própria com a Programação Neurolinguística (PNL)

Teve uma época da minha vida que eu não dava importância ao cinto de segurança e paguei um bom dinheiro com multas, mas, continuava deseducada.

Sinto de Segurança

Na minha cabeça, o sinto era um empecilho, ele amassava minha roupa, comprimia o meu peito e eu queria me sentir livre e não amarrada. 

Soube então de uma pessoa que havia morrido porque estava sem cinto.  A partir de então, resolvi trabalhar minha mente usando uma técnica chamada Ponte para o Futuro

Técnica da PNL: Ponto para o Futuro

Fiz o seguinte: consultei na internet vídeos que mostravam a consequência desastrosa do desuso do cinto, e imaginei um desastre no qual eu ficava muito mal e passava muitos meses me recuperando com dores e incômodos. Ouvia as pessoas me recriminando e sentindo culpa por estar naquele estado deplorável.  

Depois criei uma segunda cena em que eu usava o cinto de segurança e conseguia minimizar as sequelas físicas, pagando apenas pelo conserto do carro. Avancei ainda mais quando dei um tratamento especial a qualidade da imagem da segunda cena. Como se eu fosse um editor de vídeo, para que a cena permanecesse vívida na memória, utilizei a imaginação para colorir a cena em que eu estava bem, e realcei ainda mais aumentando a luminosidade, o brilho, o tamanho, a tonalidade das cores.

Agora que aquela cena estava digna de um museu de arte, concentrei-me em melhorar a qualidade do som da voz das pessoas me parabenizando pela “sorte” de estar apenas com ferimentos leves. Eram vozes melodiosas e assim, a sensação de alívio permaneceu, fazendo com que eu sentisse satisfação em colocar o cinto.

Se por acaso eu me esquecesse, imediatamente vinha na mente as consequências desastrosas que me impulsionavam a colocar o cinto.     

Maturidade é exatamente a capacidade que de avaliar as consequências dos atos a longo prazo. Caso se deixe levar pelos instintos, ingere açúcar para satisfazer um desejo imediato sem pensar na diabete futura.  

Se a partir de agora instalarmos um hábito de visualizar os seres humanos sem ter como plantar alimentos em uma terra devastada, com dificuldades respiratórias em razão dos poluentes, com sérios problemas de saúde em função da contaminação química das águas e todos os demais malefícios da exploração exagerada dos recursos naturais, sentiríamos temor em prosseguir com a destruição do planeta.  

No entanto, criar cenas futuras dos malefícios e dos benefícios nos faz optar pela preservação da natureza.

➡️ Pensar a longo prazo e agir a curto prazo é uma forma de educar a mente a fazer escolhas sustentáveis. 

Mentes egoístas querem usufruir de tudo que tem direito, aqui e agora, doa a quem doer, aconteça o que tiver de acontecer.  São crianças querendo mimos.  Porém o ser verdadeiramente ecológico tem uma mente voltada para o coletivo, é ético evitando ações que causem danos aos outros, e age buscando proteger as próximas gerações porque quando viaja no futuro percebe os malefícios e os benefícios de suas ações no presente.  

Uma mente aberta entende as mensagens subliminares da natureza e é generosa com tudo que tem vida dentro e fora do homem.   

Vamos aquietar a nossa mente diminuindo os desejos de posse das riquezas naturais, como diz a música:

“mente quieta, espinha ereta e coração tranquilo”.

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Por que Gritamos? Uma Reflexão com a Programação Neurolinguística (PNL)

Por que Gritamos? Uma Reflexão com a Programação Neurolinguística (PNL)

O ato de gritar é confundido com autoridade, para muitos pode expressar poder enquanto por outro lado, é um desalinhamento da sensatez. Nesse artigo vamos refletir o por que gritamos e como controlar esse comportamento. 

Os dois Mundos

Vivemos paralelamente em dois mundos: um externo visível e outro interno e íntimo e, na maioria das vezes, inconsciente. Quer tenha consciência ou não, existe uma voz interna influenciando sua mente de uma forma mais profunda do que possa imaginar. 

Estas vozes são denominadas diálogos internos, no entanto se a pessoa não tem consciência deles, termina sendo um monólogo interno que de maneira ditatorial comanda o comportamento da pessoa. 

Sendo assim, o mundo interno carece de reflexões profundas, já que não existe dois (diálogo) para fazer o contraponto e sim a hegemonia de uma voz no comando, o que pode causar perturbações psicológicas, ideias fixas e cansaço mental infrutífero que leva a lugar nenhum.

Monólogo Interno

Uma maneira de descobrir este monólogo interno é a meditação, ou seja sentar-se em um local silencioso para treinar a auto percepção,  através da superconsciência observando o movimento dos pensamentos na mente. 

Mas, para silenciar a mente, é preciso que a observação seja imparcial, sem julgamento, porque se houver censura dos pensamentos, um lado da pessoa entra na defensiva e atrapalha o processo de autoconhecimento e crescimento.

A pessoa se paralisa na crítica ou na culpa e estaciona. A mente fica tão lotada do alarido de vozes que rouba as forças e energias que poderiam ser aplicadas para aprender e evoluir.

Minha mãe sofria de insônia e dormia no sofá ouvindo televisão com um som muito alto, e toda vez que chegava da faculdade, apagava o televisor e imediatamente, ela acordava.

Porque quem sofre de insônia dorme com o som alto? 

Uma das causas da insônia é em razão de uma mente que não para de falar, e o pior é que são falas simultâneas, impossibilitando ouvir o que é dito. E as vozes internas ficam martelando na mente, impossibilitando o sono.  Mas o som externo é alto, no caso o som do televisor consegue abafar o som interno e a pessoa entra em sono profundo. 

A maioria das pessoas nem sequer consegue escutar com clareza a si mesma, como há um grande barulho na cabeça de várias vozes, e é preciso gritar para poder se ouvir. Isto ocorre com mais frequência, nas discussões acaloradas quando o outro apresenta argumentos que ferem os valores, então a voz interna se rebela e, para a pessoa ter a certeza que será ouvida, altera o volume da voz. Na verdade, a pessoa grita para se ouvir e ser ouvida.  

Mentes intranquilas adquirem o hábito de falar alto para se ouvir. As pessoas com mentes silenciosas, falam baixo. 

A Necessidade do Grito

O grito é uma necessidade de quem precisa primeiro se convencer do que está dizendo para, depois convencer o outro.  Resumindo, o grito é para se ouvir e se sentir seguro em defender seus valores em uma discussão.  O grito é um pedido de socorro, é uma distorção causada pela insegurança em razão da impressão de estar longe de si mesma.  

A confusão mental geralmente alimentada pelas suposições de perseguição, de criticas imaginadas, dificulta a paz interna.  

O melhor exercício é a escuta ativa, ou seja escutar de forma limpa sem suposição, apenas descrevendo o fato. Uma vez uma colega me disse que passou a noite toda acordada e sentiu até vontade de gritar, pois estava magoada com a indiferença de uma pessoa de quem gostava muito. Perguntei se a pessoa tinha falado alguma coisa, uma briga talvez, pelo que ela me respondeu que prometera ligar e não cumpriu. Perguntei se alguma vez ela havia se esquecido de ligar para alguém querido, lembrou-se que sim. 

A maioria do sofrimento é mais um drama de estar supondo algo ruim, e a vontade de gritar tem o objetivo inconsciente de calar a dor interna. 

Quando se tem o hábito da escuta ativa, escuta tomando como base os fatos sensoriais e não suposições, a mente é tranquila, a respiração é lenta e a voz é baixa.  Mentes que alucinam, são intranquilas, respiração apressada e voz alta, em casos mais graves, a pessoa fala gritando. 

O Poder da Meditação

A melhor ferramenta para conseguir distinguir as vozes internas, é a meditação. Mas há que ter cuidado para ser uma meditação imparcial na qual a pessoa reconhece dos pensamentos caóticos sem críticas. A simples constatação dos pensamentos é suficiente para aquietar.

Reconhecer a perturbação e apenas colocar o foco na respiração,  é o primeiro passo para acalmar a mente. 

As vozes internas baixam o tom e isto é muito bom, pois a verdadeira transmutação passa pelo silêncio verdadeiro. Muitos pensam que silenciar é deixar de falar, no entanto é conseguir silenciar as vozes internas. Pessoas com mentes calmas, sabem escutar, falam baixo e manso e são excelentes no convívio com outras pessoas. 

Saber escutar é uma arte para poucos e traz benefícios para muitos.  

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Jornada do Herói com a PNL 6ºEstação: Provação e Renascimento

Jornada do Herói com a PNL

6º Estação: Provação e Renascimento

O conhecimento obtido nas etapas anteriores gera uma compromisso cada vez maior em ajudar o próximo. Se algum talento existe, este deve estar a serviço do todo. Aqui é o momento de entrega total, o que não é nada fácil. As provas se tornam maiores na medida em que as forças superiores impõem testes para aprimorar as aptidões do herói. Agora é descansar carregando pedras. Transitar em dois mundos com valores diferentes, requer um equilíbrio constante para estar transitando nos dois mundos. Estar no mundo sem se identificar com ele é fácil de dizer, mas extremamente desafiador. Estar em absoluta serenidade apesar das adversidades, é um exercício árduo de se manter no centro.

Este é o caminho para transcender o ego, sem bater de frente, investindo menos energia de combater e mais energia de harmonia, o que resulta na melhoria das relações humanas. 

O que é a Felicidade?

Todas as vezes que por algum momento de distração eu me desvio da harmonia, o corpo anuncia uma dor, um mal-estar como se eu estivesse cada vez mais, se afastando de casa. Retomar o caminho é desenvolver esforços para manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Segundo Aristóteles, somente os bons são felizes. 

A felicidade de estar cumprindo a missão é um termômetro que sinaliza se estamos nos aproximando ou distanciando dela. 

A infelicidade é um sintoma de que há necessidade de parar, refletir e escolher o que deve ser feito para reestabelecer a ordem do Senhor dos mundos. 

Sentir-se bem é estar na direção certa, retornando as origens, alimentando esperança de recuperar o estado de essência primordial. A tarefa pode parecer simples, mas não é fácil, pois nesta fase o herói será desafiado a aplicar tudo que aprendeu internamente, na convivência com o outro. 

O Herói sabe o que fazer e vai fazer embora se dê conta do imenso trabalho que o espera. As provas servem  para avaliar a performance do herói, ao lidar com o ego do outro e mais o individualismo, incompreensões, distorções e conflitos.   

Na minha vida, o cenário dessa etapa é o seguinte: Casamento em declínio, filhos adolescentes, tempo reduzido, obrigações profissionais, tarefas domésticas, trabalhos da faculdade, cuidados com a saúde, mãe doente, problemas com vizinhos, causas na justiça, irmãos precisando de ajuda, chefes intolerantes e toda uma sorte de adversidades aumentando a pressão e, em meio a toda essa turbulência emocional, instável e delicada,  o desafio do herói em aplicar o aprendizado adquirido. 

Triste

Viver é fácil, mas conviver, realmente é um dos maiores desafios e haja sabedoria para acessar recursos mais refinados e uma inteligência suprema a fim de escolher dentre tantas opções quais aquelas que irão fazer a diferença para harmonizar o caos.

O grau evolutivo de uma pessoa é medido pela capacidade de conviver pacificamente com as outras, mesmo com interesses divergentes, defendendo os próprios valores e ao mesmo tempo, entendendo os valores dos outros.  

PNL e a Intenção Positiva

Nesta fase uma técnica importantíssima que me ajudou a conciliar interesses opostos foi a intenção positiva da emoção e do comportamento. 

A PNL pesquisou e concluiu que a toda a emoção tem uma intenção positiva. É comum julgar a pessoa pela emoção que ela está sentindo no momento, sem analisar o contexto completo. Ao entender a história como um todo, facilita aceitar que o outro tenha de raiva, depressão dentre outras. Parar de julgar a emoção do outro é possível, quando se consegue separar a emoção da INTENÇÃO POSITIVA que gerou a emoção

Vamos entender melhor:

Toda emoção tem uma intenção positiva. A intenção é sempre de defender a pessoa ou defender algo. Toda emoção é positiva na sua origem. O propósito da emoção é valorizar, proteger e guardar algum valor. Quando uma pessoa está triste, a emoção da tristeza pode ser uma maneira  de se manter conectado com algo que não existe mais. Uma maneira de se conectar com o que perdeu. Tristeza é uma  declaração de amor pelo aquilo que se foi. 

Emoções e a programação neurolinguística

Tanto é verdade que algumas pessoas tem a ideia de que se você amou alguém muito e por longo tempo, o luto – o período de tristeza tem que ser longo. A pessoa se sente culpada se ficar triste durante pouco tempo. Se eu fiquei triste por pouco tempo é porque eu não gostava. Algumas pessoas acham que quanto maior amor, o período de tristeza tem que ser longo. 

Em alguns países da Europa, acontecia o costume da viúva ficar de luto durante sete anos e algumas durante a vida inteira. Quanto mais se apega a um sonho, um projeto, uma pessoa, um lugar, um objeto, maior é a emoção da tristeza quando de sua perda. Para evitar se contaminar da negatividade da emoção de tristeza, imaginar que pode ser uma expressão de carinho pelo que não existe mais. 

As emoções

A emoção de dúvida, por exemplo pode ter uma intenção positiva de necessidade de segurança e de se proteger contra riscos. Por sinal, existe um preconceito muito grande no mundo executivo de pessoas que tem dúvidas. A dúvida pode ser um sinal de que a pessoa está precisando de mais dados e não se sente segura ainda, ela precisa de mais informações. Não é porque é uma pessoa é insegura e sim porque precisa de mais dados para tomar a decisão correta. O estado de stress é positivo quando está mandando uma mensagem de que o corpo está precisando descansar e se recuperar.  

raiva é uma tentativa de proteger os valores da pessoa. É natural ficar com raiva quando alguém está fazendo algo que fere os valores. Você pode julgar alguém por ter raiva, mas dá para julgar alguém porque tem valores?  Afinal todos nós temos valores. Lembro-me de chefe que estava se censurando ao sentir raiva, mas passou a sentir um grande alívio quando se deu conta que é humano sentir raiva  diante de uma agressão, ou seja não sentir raiva é uma expectativa irreal.

A questão é aprender a lidar com a raiva, conectando-se com a intenção positiva da raiva é mais fácil aprender a lidar com a raiva a partir de um diálogo inteligente.  

Entender a intenção que está disparando a emoção, é uma maneira de amenizar a tensão e evitar uma reação catastrófica. Uma equipe de trabalho quando se rebela, tem um valor sendo desrespeitado e o bom líder ao invés de rebater ou reprimir, busca entender os valores e direciona a negociação no sentido de valorizar os interesses dos liderados. 

Os ciúmes tem a intenção positiva de reter o ser amado. É uma tentativa por mais distorcida que seja,  para se  demonstrar o carinho que eu tenho pelo outro. Os casais mais modernos vivem uma vida mais livre e se a mulher não tem ciúmes o marido acha estranho e sente a falta de ciúmes como se fosse uma expressão de carinho. A Vergonha é uma tentativa de se adaptar às normas do ambiente. A intenção positiva é tentar ser normal, já que não está se sentindo igual e sim diferente. Não se sente adaptado e quer fazer parte de alguma coisa. 

Todo o comportamento, por mais esdrúxulo que pareça também tem uma intenção positiva. Até o suicídio, tem tem a intenção positiva pois a pessoa quando quer dar fim a sua própria vida, está querendo mesmo é se livrar de uma extrema tristeza ou depressão. Então fica claro que nas relações humanas o melhor é a imparcialidade, ou seja, não julgar emoções, nem pessoas. 

O Homem e o dragão

Ganha a luta o guerreiro que não perde tempo reclamando do tamanho do dragão, e sim entende o propósito e os motivos subjacentes de cada emoção, comportamento e fatos da vida.   

Compreendido isso, mãos a obra.

Papel e lápis para traçar as estratégias de enfrentamento:

Para o casamento em declínio, a melhor saída é entender que valores estavam precisando resgatar para reestabelecer a união;

Para me reaproximar dos filhos adolescentes, aumentei a escuta para entender as necessidades deles;

Quanto ao tempo reduzido, eliminei tarefas desnecessárias;

Quanto a profissão, estabeleci metas de produtividade; quanto as tarefas domésticas, dividi responsabilidades.

Conectada com a intenção positiva das emoções, consegui equilíbrio emocional,  ressignificando que problemas são desafios para estimular o crescimento pessoal, e gerei mais espaço para criatividade encontrar soluções para vencer as adversidades. 

Dessa forma, todos os “inimigos” eram transformados em oportunidades para trabalhar a paciência, a capacidade de resolver conflitos e manter a equanimidade seja lá como esteja o humor do dragão. 

Aprendizado

1. Todo comportamento, emoção ou fato da vida é uma oportunidade de crescimento.

2. Tudo pode ter vários significados.

3. Entrar em contato com a intenção positiva dos comportamentos, emoções e fatos da vida, é ter inteligência emocional

4. A vigilância é constante. 

5. Nada é bom ou ruim, tudo é bom quando ajuda no processo evolutivo

6. Quando o desconforto aparece, é hora de pensar, o que deve ser feito para retomar o caminho.

Rebento

Casei com a liberdade
Fiquei grávida da solidão
Comerei espaços vazios
Vou precisar de muito ar, sol e água
E, também, de silêncio
E no tempo em que meu rebento nascer
Eu vou me lembrar de como eu era..
Porque ele sou eu renascido.

– Magui Guimarães

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas presenciais em Agosto, a sua jornada quem faz é você!

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Jornada do Herói com a PNL| 5° Estação – Travessia do Homem Comum ao Herói Interno

Jornada do Herói com a PNL

5° Estação – Travessia do Homem Comum ao Herói Interno

Travessia do Umbral. Nessa fase, resolvi abraçar definitivamente e determinantemente o processo evolucionário.  Integrar um novo mundo ao meu velho mundo. Esta decisão foi motivada por vários fatores, dentre eles, não suportar mais tomar calmantes  para dormir, energizantes para espertar de dia.  Vontade de saber como é dormir sereno e acordar feliz. A vontade de conhecer algo mais sutil, mais verdadeiro que me trouxesse uma satisfação de viver, era gritante. Abri a escuta do meu coração e recebi a certeza de que todos os perigos, os obstáculos, as adversidades, os incômodos valerão a pena se for  para realizar a minha humanidade.

O Ego

A tarefa de domesticar o Ego, tem sido um processo de atenção constante.  Em cada momento estar consciente dos movimentos egoístas, é uma atividade que requer disciplina. Quando me distraio o Ego volta com toda força, julgando, separando e dividindo

Uma das grandes técnicas da PNL é a observação imparcial, apenas descrever o que ocorre, por exemplo: pensamentos mesquinhos, ressentimentos, mágoas, desejos inconfessáveis, vingança.

Ao perceber estas forças internas, constato o aparecimento delas, sem contudo adjetivar. A imparcial, a ausência de juízo de valor facilita o domínio. Apenas observo, sem combater, apenas atesto, sem críticas, sem adjetivos. 

O Ego

Longe de eliminar, excluir e vencer o Ego, optei por integrá-lo a uma causa maior. O Ego mal dirigido alimenta o materialismo, arrastando o homem a uma vida banal de atender a desejos reforçados pelos cinco sentidos, criando um corpo débil em busca das delícias passageiras e por melhores que sejam, ainda assim, não conseguem aplacar o vazio existencial.   

O “Ego” o “Eu Essencial e a PNL

A medida do Ego não tem fim, e é muito bem representado pela figura do dragão, expelindo pela boca e narinas, o fogo do consumismo exagerado.

O Ego

O herói de si mesmo para vencer o dragão interno, convida-o a servir. O Ego   é um excelente servidor e um péssimo senhor. O Ego é de grande utilidade quando está a serviço do Eu Essencial, contribuindo para uma causa maior que dignifique o herói a lutar pelo Bem, o Belo e o Justo (Tríade de Platão).

Após aceitar o Ego como um servidor auxiliar do processo evolucionário, é o momento de analisar o que causa as distorções do Ego. 

A Programação Neurolinguística – PNL dá uma contribuição valorosa ao identificar que o sistema de crenças é o grande vilão que afastam o herói da jornada.  

Rejeitar o ego, brigar com ele é perder energia em vão, pois o Ego e Eu essencial fazem parte da constituição humana, é a nossa dualidade. A grande tarefa é harmonizar as partes, começando em aceitar o Ego como uma força útil e inclui-lo no processo de crescimento espiritual. 

Crenças Limitantes

Importante nesse momento era descobrir o que acontece dentro da mente que distorce e degenera o Ego para servir unicamente  às causas materiais, o sentimento de prisão e limitação é grande.

Crenças limitantes

A capacidade de auto observação, sem crítica ensinada pela PNL, proporcionou um mergulho mais profundo, descobrindo as crenças que alimentavam comportamentos egoístas e que nos deixam presos, tipo:

“Preciso ganhar todas as vantagens”
“Quando o outro ganha, eu perco”
“O outro quer tirar vantagens de mim”

…e outras frases que estimulavam o individualismo exacerbado e me colocava na ilusão da separatividade, individualidade seguida de auto importância. 

Identificadas as crenças limitantes, agora o segundo passo era transformar crenças de exigência em crenças de preferência. As neuroses estão alicerçadas em exigências rígidas do tipo:

“As pessoas TEM QUE me aceitar”
” A vida TEM QUE ser justa comigo”
“As coisas TEM QUE serem fáceis para mim”
“Todos TEM QUE me obedecer”
“Eu  TENHO QUE ser perfeito”

Esta linguagem do “TEM QUE” dispara no sistema nervoso a adrenalina em excesso, diminuindo a imunidade.

Estas frases impositivas tem um efeito danoso também na fisiologia crispando os músculos do rosto e tornando a respiração curta, o que diminui a oxigenação no cérebro com consequências péssimas para a saúde do corpo além do estado mental de pressão, ansiedade e depressão.  

Quanto maior a expectativa que temos do mundo e das pessoas, maiores são as frustrações, aborrecidos e decepções, pois os outros não nasceram para satisfazer as exigências de um Ego autocentrado.

Reprogramando a Mente com a PNL

A PNL oferece  um conjunto de perguntas que quebra a rigidez da crença limitante  e constrói outra nova crença mais flexível.  

Além de perceber que  não sou o centro do mundo, passei a  fazer uma mudança na minha programação neurolinguística, reconstruindo as frases da seguinte forma:

➡️ Eu prefiro que as pessoas me obedeçam, facilitem as coisas para mim, que me aceitem como eu sou, que sejam justas comigo, e que sejam perfeitas, mas se isto não acontecer não é uma catástrofe, eu tenho capacidade de absorver contrariedades, ninguém vai morrer por causa disso, isso é apenas é um inconveniente. 

PNL Programação Neurolinguística

Usando estas frases, amenizei o nível de exigência e obtive mais inteligência emocional. Conclui que a  qualidade de vida começa na qualidade da linguagem.   

O fato de estar fazendo alterações na linguagem é caminho sem volta, pois a palavra é a raiz do comportamento e das emoções.

Dessa forma a transmutação, a alquimia interna, atingiu o âmago do meu ser, pois o som da palavra é a magia estrutural que sedimenta um processo de autoconhecimento, com início e que jamais terá fim.

Ao reformular o patrimônio de crenças, acontece a  depuração  das emoções e  junto,  temperança, uma espécie de harmonia entre as partes conflitantes. A partir dessa experiência, finalmente estabeleço a ordem interna e assumo o comando do processo emocional e o autodomínio de que quem manda é o EU essencial e quem obedece é o ego. E o “eu” essencial resolveu assumir o comando do “eu” animal.

No  início,  requer vigílância, perseverança, disciplina e constância, depois automatiza.

Adquiri como hábito, dar mais atenção ao uso a palavra, pois o som tem uma vibração, uma força que por sua vez, gera um impacto no sistema nervoso e no ambiente.

Observe a diferença entre dizer:

“Estou preocupado”

e dizer:

“Eu sou atencioso”

Ao invés de dizer:

“Sou nervoso”

dizer

“Estou nervoso pontualmente com tal fato”

E assim, venho adquirindo o domínio de tal forma que hoje, quando o egoísmo se manifesta eu apenas o reconheço e, isto é o bastante, para que haja uma retração, facilitando a harmonia.

Mente

Sou eu renascendo de mim mesma, tomando posse de mim mesma, e vencida a grande batalha interna, é possível levar o foco em harmonizar o mundo externo. O uso de uma linguagem consciente e libertadora possibilita despertar o sagrado realizando um casamento do corpo, da matéria, do ego com o espírito, a energia cósmica, o Eu divino, unindo-se para ser ponte entre o céu e a terra. 

Ao integrar o Ego com o Eu divino, venci a mim mesma, renasci para o serviço em prol de uma causa maior.

Aprendizado

1. O amor é inclusivo, não exclusivo;

2. A aceitação do egoísmo é o primeiro passo para alcançar o altruísmo;

3. A verdadeira batalha é interna;

4. Cada respiração é uma oportunidade de morrer para o velho e nascer para o novo;

5. Para vencer o mundo externo, há que vencer a si mesmo;

6. Todos temos um potencial interno a ser despertado;

7. Nada será como antes;

8. A busca do herói é fundir sua identidade com o UNO.

Espelho
A mente pensa
A mente pensa
Conceitua o inconceituável
Estagna o curso do rio
Adjetiva o voo do pássaro
Estabelece regras
Impedindo o natural movimento de ser
Acorda, finalmente do torpor
De imaginar e supor
E com olhos limpos e abertos
Olha para a possoa
E vê…
E se vê nela
Emundo junto com ela
A cada instante,
O modo de ver.

– Magui Guimarães

Saiba como conseguir conciliar e coexistir pacificamente com suas partes e continuar a jornada. O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas presenciais em Agosto, a sua jornada quem faz é você!

Jornada do Herói com a PNL 2ª. Estação: O chamado para à aventura (O mundo vai ser quebrado)

Jornada do Herói com a PNL

2ª. Estação: O chamado para à aventura (O mundo vai ser quebrado)

A contra gosto, fui chamada à aventura. A rotina foi quebrada por algo inesperado, insólito e incomum. Esta quebra na normalidade me obriga a conviver com as frustrações. Despeço-me da infância e entro no mundo sombrio e desconhecido, inseguro, tendo de buscar o sustento material.  Tenho medo de ficar presa no mundo de necessidades e perder de vista meus sonhos, ou aquilo que tem real importância.

Passada a fase da infância, os acontecimentos me apontavam para entrar em outra fase que marcava o início do amadurecimento que não é nada mais, nada menos do que a capacidade de se adaptar aquilo que ainda não temos capacidade para transformar.  

Antigamente eu era o centro do mundo e agora, com a chegada na família, de um filho homem, meu pai concentrou todos os olhares e atenção para meu irmão, deixando-me em segundo plano.  Encantado com a experiência de ter um filho homem, me fez sentir apenas como um acessório descartável.   

Vivenciei a primeira morte ao matar dentro de mim a condição de filha única, para renascer a irmã. Somente mais tarde iria aprender que a morte só perde para o renascimento, mas naquele momento, com poucos recursos emocionais, vivi então a primeira sensação de ser preterida, de ver meu irmão sendo o queridinho do papai, e instalei a primeira crença limitante que só fez piorar a sensação de abandono. 

Passei a acreditar que “filha mulher não é amada pelos pais”. Esta crença me fazia triste e com raiva de ter nascido mulher. Rejeitei a boneca e mesmo quando me tornei mãe, valorizei mais os filhos homens do que as filhas mulheres. 

Carreguei esta tristeza de uma suposta condição inferior, por muito anos, durante os trinta e quatro anos seguintes, desprezei a condição feminina.

Refúgio

Na época, para aliviar a carência de afeto, como uma forma de compensação psicológica, recorri ao mundo dos livros para focar minha mente na descoberta de informações, histórias, conhecimentos e assim, tornei-me primeira aluna da classe e ganhei a admiração de professores e colegas. 

Recorri ao mundo dos livros para focar minha mente na descoberta de informações

Crescia como pessoa, na medida em que criava formas para superar as carências. Somente muito tempo depois, aos quarenta anos de idade, aprendi com a Programação Neurolinguística – PNL uma técnica de desconstrução de crenças limitantes e a partir daí, comecei a entender a beleza e a delicadeza do feminino dentro de mim.  

Reaprendi a ver na mulher a força aglutinadora do amor.  Refiz minha história de vida aceitando minha parte feminina, reeditando as cenas em que supunha que estava sendo rejeitada pelo meu pai, venci o dragão que me consumia com seu fogo ardente. 

Retornando novamente ao passado, especificamente ao sentimento de rejeição, quando meus pais resolveram dar um fim ao juramento de “unidos para sempre”, tive outros chamados para o crescimento com a chegada da segunda decepção com a separação dos pais e demolição do lar e a falta de dinheiro, e toda uma instabilidade emocional.

Era a hora de enfrentar outro dragão chamado apego aos confortos: quarto com aquecedores,  geladeira com comida, a enciclopédia Barsa, bons colégios e agasalhos.

A realidade era o frio das ruas e a dor do estômago vazio. Perdemos a casa, com tudo que havia dentro pois meu pai, em um acesso de raiva, nos expulsou de casa, não poupou nem o meu irmão, e minha mãe sem parentes e recursos, nos alojou em um viaduto, onde dormimos enrolados em jornal para diminuir o frio. Tudo ficou para traz e quanto mais eu me lembrava do que tinha perdido, mais aumentava a dor.     

O Inconsciente 

Para amenizar a sensação de sofrimento, utilizei inconscientemente como um mecanismo de defesa, uma técnica que a PNL da dissociação do problema e associação à solução.

A técnica consistia em formar uma imagem mental de tudo que eu precisava me desapegar de forma dissociada, ou seja: como se a cena estivesse acontecendo em um palco e eu sentada na plateia na condição de espectadora. Ao criar uma cena mental dissociada, a emoção desagradável tornava-se menor. Ao criar cenas desagradáveis dentro da tela da minha mente, sempre fazia de maneira a me imaginar sentada na plateia longe do palco, o mais longe que  eu pudesse ficar, pois quanto mais longe, menor será a sensação. 

Ao criar uma cena mental dissociada, a emoção desagradável tornava-se menor

Assim, usando de um recurso mental,  conseguir suavizar a dor de deixar tudo para traz, menos a coleção completa da Enciclopédia Barsa que levei comigo, arrastando pelo chão, envolta em uma colcha grossa e amarrada em um cinto. Encontrei forças para levar os livros, fazendo a técnica da associação, ou seja, eu me associava vendo as palavras do livro aberto na minha frente, ouvindo minha voz lendo as informações, e minha mente assimilando o conhecimento e sentia uma enorme satisfação. 

Passei a me dissociar do peso de carregar os livros, e me associava a satisfação do conhecimento adquirido, cada vez mais, forças para manter os livros perto de mim,  pois se o peso do papel era grande, o valor do conhecimento era maior ainda. 

A Ponte para o Futuro

Saltei da infância, para fase adulta, sem passar pela adolescência. Quando fiz o curso PNL, descobri que usei, empiricamente, outra técnica mental chamada ponte para o futuro, na qual me associava às cenas imaginadas no futuro de como gostaria de estar após conseguir o objetivo.

Ponte para o futuro

As vicissitudes advindas da falta de dinheiro, comida, teto, eu as imaginava como cenas passageiras e, deitada em um banco de praça pública, criava na  mente cenas  futuras, e dizia internamente, que “a situação de desamparo é passageira”, “é somente uma fase”, e criava cenas futuras, onde dormia em uma cama olhando para o teto de um quarto.

Este sonho movia os meus músculos no dia seguinte a caminhar para procurar trabalho, ou pedir esmolas, mas sempre com a ideia de que aquele momento não ia durar para sempre.   

Minha mente era preenchida com cenas de objetivos futuros já concretizados, e eles fortaleciam meus músculos, braços e pernas.

A técnica da PNL  de automotivação consiste em encarar o presente tal como ele é, mas em se concentrar na cena do objetivo futuro já alcançado e imaginá-la com cores,  como se fosse um filme, ou seja, em movimento.

E assim, criava a cena de estar lendo meu nome na lista de aprovada no vestibular, e também, outra cena vendo minha carteira profissional sendo assinada e eu iniciando no meu primeiro emprego. Estas cenas imaginadas com muita luz, cor e movimentos funcionavam como estímulos que eram alimentadas diariamente, junto com os primeiros raios do sol, todas as manhãs.

Dentro de nós

Anos depois, ao fazer o curso de Neurolinguística, tomei consciência de um pressuposto da PNL de que “Todos temos todos os recursos de que necessitamos para vencer quaisquer desafios”. O acesso aos recursos são feitos usando a imaginação, pois o neurônio – célula do sistema nervoso, dispara estados correspondentes ao temos a capacidade de imaginar, e desta forma podemos criar as melhores condições internas para ter disciplina e persistência e concretizar  os objetivos;  e foi exatamente o que aconteceu.

Estudava com uma apostila emprestada, de noite em um poste de praça pública, por falta de energia elétrica em casa, e consegui, finalmente passar no concurso de um banco público.  

Ao participar do curso de PNL, descobri o quanto acessei , nos piores momentos da vida, a técnica da dissociação para diminuir a sensação de dor no presente, e a criar mentalmente os melhores momentos, e me associar a tudo de bom para aumentar a alegria com a concretização de objetivos futuros.   

Atualmente, eu uso a técnica dentro de uma consciência, e me associo a todos os momentos bons, como o recebimento de um elogio, de uma promoção e de uma conquista pessoal para fortalecer a autoestima. De tal forma que elaboro cenas mentais em que me encontro no palco do teatro, atuando dentro de mim mesma, sendo protagonista da minha própria vida. E assim, desta forma, fazendo uma associação a momentos agradáveis, aumento a sensação de prazer que me impulsiona para continuar persistindo. 

Assim, age o herói, se dissocia do medo do dragão e se associa a satisfação de salvar a princesa.

Descobri que a arte de viver é registrar fatos desagradáveis de forma dissociada, isto é vendo do lado de fora, e os fatos agradáveis de forma associada, estando dentro da cena. É importante antes de dissociar, tirar o aprendizado pois tudo na vida tem valor de mensagem.

Nada acontece sem um propósito. 

Hoje, percebo o quanto as dificuldades foram importantes para que eu construísse minha fortaleza interior. Antes de dissociar é importante entender o significado, ou seja o aprendizado embutido no acontecimento. Depois de entender a lição, pode-se diminuir a sensação de desconforto. Mas é importante abraçar o desagradável por maior que  ele seja, pois  quanto maior o dragão, maior a satisfação em vencê-lo.

E foi assim, que eu sobrevivi ao processo da lagarta deixando o casulo… pensando no voo da borboleta.

Tudo está em mudança, nada morre. 
O espírito vagueia, ora está aqui,
Hora está ali e ocupa o recipiente que lhe agrada,
 pois o que existiu já não é, 
e o que não existiu começou a ser e assim,
todo o ciclo de movimento se reinicia

Ovídio

Aprendizados:

1. O que não me mata me fortalece, e a cada dificuldade me torno mais resistente. 

2. Dependendo do desafio, escolho modelos de pessoas que souberam vencer com inteligência. Modelos diferentes para situações diferentes. 

3. Nos piores momentos consigo resgatar as maiores forças.

4. Em situações limites crio alternativas de soluções. 

5. Quando desapego, o sofrimento é menor. Abro mão e penso que lá na frente vem coisa melhor. 

6. Cada desafio vencido, viro a página e espero o próximo

7. Observando aprendo até com os tolos. 

8. Tudo passa

9. Ao invés de reclamar que a vida está me dando pouco, aumento a minha capacidade de receber. 

10. A vida tem um sentido para estas passagens que ela nos propôs. Cada uma delas tem uma coisa para me ensinar

11. Posso entrar na crise por dois motivos: por demérito porque fui desatenta em alguma questão, ou por mérito, ou seja: fiz tudo o que tinha de fazer, cumpri as etapas anteriores, e mesmo assim acontece algo que me empurra para crescer ainda mais e ir para outro patamar.

12. A crise é um sintoma muito positivo, momento de crescer.

Rebeldia

Por entre muros de aço
Voam meus pensamentos alados
E diante do cético
Percebo a esperança

Cegam-me os sensatos
Mas minhas mãos tateiam
As diferentes formas da razão

Decepa-me os membros
Oh! Pai dos medos e das culpas.
Dos confins ressurgirá minha fertilidade

Devoram-me as abomináveis pessoas  
Ditas perfeitas e corretas, porém falsas e estéreis 
E minhas vísceras se enterrarão na cova
Dos que são verdadeiros, autênticos e sinceros

E morrerei criando e crendo,
Mais nos ensinamentos extraídos dos erros dos aprendizes
Posto que, Deus perfeito, criador dos mundos
Abriu espaços para os deslizes
De seus divinos filhos humanos. 

– Magui Guimarães

O Curso PNL da Escola de Ciências Comportamentais está com as inscrições abertas com início das aulas em Agosto, esse é o primeiro passo para grandes conquistas!

Negociação e Resolução de Conflitos com a PNL

Negociação e Resolução de Conflitos com a PNL

A arte de negociar exige um conhecimento mais profundo da psique humana, haja vista que envolve aspectos subjetivos desconhecidos pela maioria. Este desconhecimento é a razão pela qual as negociações são momentos de tensão com resultados insatisfatórios.        

Tudo que vamos realizar necessitamos de pessoas. Até para ser ninguém precisamos de alguém. Se quiser fazer algo grande precisa se juntar a pessoas. A questão delicada é que ao juntar pessoas juntamos egos, e egos se confrontam porque brigam por posições, são competitivos e nesta fogueira de vaidades, todos saem perdendo.

Tipos de Negociações 

Existem negociações entre patrões e empregados, empresas e sindicatos, entre bancos, entre marido e mulher e pais filhos. As mais delicadas são as negociações de conflitos familiares que envolvem fortes emoções, algumas machucam, deixando marcas profundas nas relações pessoais.  

Conflitos

Isto acontece porque cada envolvido quer ter razão e desta forma os conflitos duram por anos, pois ninguém possui a razão, mas cada um possui as suas próprias razões. É raro encontrar pessoas que entendam a razão do outro, pois requer um alto grau de evolução, de desapego, de sabedoria, de flexibilidade para fazer o recuo estratégico com vistas a acalmar os ânimos e abrir caminhos para harmonizar a relação.

O mais comum é que as negociações percam o foco e se transformem em disputas de posição, isto porque há uma dificuldade em separar a relação negocial da relação pessoal.

Durante a conversação com outra pessoa há uma tendência de fazer julgamentos sobre o comportamento do outro, tirando o foco da negociação objetiva e entrando no campo da subjetividade do qual nascem as simpatias e antipatias. No caso de gerar simpatia, tudo bem, porém se gerar antipatia, o negociador está sujeito a deixar-se levar por esta impressão e criar uma barreira para solução.  

Ao invés de se emaranhar em julgamentos dispersivos, o recomendado é que o negociador tenha posicionamentos focados no objetivo da negociação. 

Uma técnica que livra o negociador de ser atrapalhado com emoções desnecessárias é um pressuposto da PNL que diz: Todo o comportamento por mais bizarro que pareça, tem uma intenção positiva para quem o pratica.

Comportamento conflituoso

Quando as pessoas são grosseiras, estão querendo impor sua forma de pensar e serem ouvidas e aceitas. Tem pessoas que agridem para chamar atenção, e assim sentirem-se bem. Maltratam ou se deixam maltratar para ganhar importância ou atenção, nem que seja por pouco tempo. 

Os terapeutas sabem muito bem reconhecer as intenções ocultas dos seus pacientes. Todos os comportamentos visam gerar um bem-estar para si. A psicologia chama de ganho secundário.  

É justo que todos queiram o bem-estar, inclusive é humano querer se sentir bem, o problema é que muitas pessoas não sabem escolher os melhores comportamentos para alcançar o bem estar. Todos estamos certos nos fins, mas errados na escolha dos meios.  

O bom negociar quando percebe que o outro está se comportando de forma inadequada, a fim de manter o próprio equilíbrio emocional e consequentemente, manter o foco no resultado da negociação, o ideal é separar o comportamento da intenção positiva do comportamento, ou seja enquanto o comportamento  é agressivo, a intenção é receber atenção para se sentir bem. 

Foco na negociação

O bom negociador é expert em relações humanas, e entende a natureza egoísta e, durante a negociação, se posiciona dentro de uma compreensão ao invés de entrar no jogo da disputa. A melhor forma de lidar é reconhecer o comportamento como legítimo como por exemplo: – 

“Eu entendo que você quer o melhor para você, se eu estivesse no seu lugar, talvez, também quisesse a mesma coisa, eu entendo as suas razões, no entanto quero lhe mostrar as minhas razões para conseguirmos chegar a uma solução que seja boa para ambos”.  

Ao fazer empatia com a agenda oculta do outro, mostra de forma respeitosa que sabe profundamente, onde o outro quer chegar, e a partir dessa validação do outro, retomar ao objeto da negociação.

No entanto é preciso entender a diferença de confronto e conflito. 

Confronto é uma disputa entre pessoas, conflito é uma divergência de ideias, porém mantendo o respeito pelas pessoas, transformamos confrontos em conflitos que são extremamente educativos na medida que se aprende várias ideias para gerar novas maneiras de pensar sobre o assunto, e todos saem ganhando. 

“Se discordas de mim me enriqueces”. 

Dom Helder Câmara

Conflitos são próprios dos seres humanos, e saber resolvê-los é divino!

Faça uma experiência: ao estar no meio de um conflito na família ou na empresa, exercite descolar  do comportamento do interlocutor e focar na intenção do comportamento, ou seja – o desejo de se sentir bem.  Perceba o quanto é mais fácil fazer empatia quando se consegue separar o comportamento da intenção. Perceba como entender o movimento interno do outro lhe deixa em mais vantagem na negociação.

Negociações são oportunidades de resolver as arestas entre os egos que disputam posições, e na medida que cada um entende os interesses individuais seu e dos outros, é possível encontrar uma terceira alternativa que atenda a todos os envolvidos. A reflexão é: “Você quer ter razão ou fazer negociação”.   

A Proposta da Programação Neurolinguística (PNL)

A proposta da Programação Neurolinguística – PNL, uma ciência comportamental que trata sobre o impacto da palavra no sistema nervoso, é focar na primeira negociação que é aquela feita consigo mesmo. Quem ganhar o jogo interno consegue ganhar o jogo externo. 

Programação Neurolinguística PNL

Ao sentar na mesa de negociação, ao vender um produto, aquilo que se diz internamente irá influenciar positivamente ou negativamente na negociação, como por exemplo aquele vendedor que olha para o cliente e diz internamente: 

“- Este cliente está querendo tirar proveito da minha necessidade de vender o produto e arrancar de mim, o máximo de vantagens”.  

Esta frase irá disparar no vendedor uma energia de fraqueza, ou de aversão ao outro, ou de inferioridade e tantas outras energias que contribuem para um clima tenso e propenso a rigidez de idéias, e retrocesso no processo negocial.   

Mas se a frase dita internamente for:

“- O outro não está contra mim e sim a favor dele”

Confiança na negociação

Esta fala interna irá disparar uma energia de compreensão de que cada pessoa quer o melhor para si, o que ajuda na aproximação e geração de confiança.

Confiança é a base da negociação e, o bom negociador, é o que consegue gerar no cliente um estado de abertura para evitar defesas e agendas ocultas. Na PNL é possível criar aproximação utilizando a técnica do espelhamento denominada de rapport. Esta técnica se baseia no fato de que nos aproximamos de pessoas que são iguais a nós e nos afastamos dos diferentes. 

O Bom Negociador 

O bom negociador inicia uma negociação ouvindo para encontrar similaridades com o parceiro, pontos semelhantes em gosto musical, um livro que já leu, um filme, enfim quando encontramos alguém que tem as mesmas “manias” ou maneira de pensar, ou o mesmo gosto, nós sentimos mais próximos.  

A confiança também pode ser gerada espelhando gestos faciais, corporais ou até mesmo palavras. Preste atenção que quando alguém repete a mesma palavra que você falou é uma prova de que está sendo ouvido, mostra apreço e consideração. Faça o espelhando, acompanhando tudo o que puder acompanhar no corpo e na fala, mas com elegância, discrição e sutileza para não parecer uma imitação grosseira.

Tenha cuidado para evitar acompanhar dificuldades como gagueira, ou tique nervoso, o que poderá ser uma ofensa imperdoável.

Em todas as situações, use o rapport com ética pois uma boa carteira de cliente é feita por indicação e para isso o cliente precisa sentir que você negocia com base em princípios éticos.  

Negociações

Negociações são provas para testar a alta performance mesmo em momentos de tensão, o que requer a sensibilidade, auto percepção, auto domínio e emoções equilibradas, mesmo quando é estimulado a se desestruturar. Flexibilidade comportamental e equilíbrio emocional são habilidades refinadas do bom negociador. 

É fácil manter o equilíbrio quando consegue praticar a impessoalidade, ou seja não levar as provocações para o pessoal e não se ofender com o que o cliente diz ou faz. Quando perceber que está no pessoal, respirar e retomar o objetivo da negociação. Se o meu objetivo é vender uma máquina, pouco importa se o cliente é educado ou não, pois esta informação é irrelevante diante do objetivo. 

É lógico que é melhor tratar com pessoas educadas, mas isto nem sempre acontece. Afinal, você quer negociar ou ter um relacionamento mais próximo?

Respeito e gentileza são as condutas corretas, independente se o interlocutor é respeitoso ou gentil.

Tal postura requer treino em estar sempre voltando ao foco da negociação, sem aceitar os estímulos externos para se sentir bem ou mal. A melhor resposta para responder a um gesto grosseiro é o silêncio e logo depois retomar o processo negocial.  

Observar o cliente sem julgá-lo facilita estar focado no negócio. E a melhor forma é não valorizar gestos desabonadores, e todas as vezes que se sentir propenso a revidar, foca novamente no objetivo da negociação, porque afinal é este o seu maior propósito.

Técnicas para um bom negociador

Outra técnica importante é usar perguntas para descobrir o que o cliente valoriza, pois na verdade, não se compra sabonete, e sim pele macia, não se compra remédio e sim saúde, não se compra roupa e sim beleza, não se compra seguro, e sim tranquilidade.  

Na compra de um carro, o cliente pode estar querendo ter: economia, ou bom desempenho, ou poder de revenda, ou status ou durabilidade, ou conforto, ou segurança, enfim se o vendedor pergunta antes: 

“- O que é mais importante em um carro?” 

É mais fácil fechar a venda pois o vendedor irá usar uma argumentação focada naquilo que é um valor para o cliente. 

Uma ferramenta primordial para o bem negociador é a comunicação. Uma palavra mal colocada pode gerar distanciamento. O bom negociador prima por evitar adjetivos que são juízos de valor, está sujeito a várias interpretações.

Quando se diz quero comprar um curso que seja “bom”, é preciso perguntar o que é um “bom” curso.  Caso não esclareça, pode-se pensar que “bom” é rápido, ou longo, ou vivencial, ou teórico, ou presencial, ou on-line, enfim existem uma infinidade de possibilidades de compreensão que precisam ser especificadas para atender a demanda do cliente de forma a gerar satisfação.  

Assim e somente assim, é possível fidelizar o cliente.  

Mais do que vender, fidelizar!

O atendimento padronizado e um tratamento personalizado são formas de fidelizar o cliente. As empresas têm normas, parâmetros, regras e nem sempre será possível atender as exigências no que diz respeito a prazo, preço e praça, mas em todos os momentos é possível dar um tratamento personalizado que diz respeito ao modo de passar a informação.

Fidelizar clientes

Quanto mais forem utilizadas  informações sensoriais, ou seja informações que passam pelos cinco sentidos, menores são os ruídos na comunicação.  

É mais assertivo uma comunicação na qual usa-se uma linguagem específica sem estar sujeita a múltiplas interpretações. Uma coisa é usar adjetivos: “Quero um produto que seja bom”, outra coisa é usar especificações para descrever o que realmente quer dizer com o adjetivo “bom”.  As negociações sustentáveis são as que se utilizam de informações de alta qualidade. 

Juntando as habilidades de ter foco na negociação, flexibilidade para abrir concessões, confiança através de espelhamento, empatia, comunicação baseada em especificações sensoriais, perguntas para descobrir os valores do cliente e ética, além de fazer bons negócios, terá muitos amigos!

Já conhece o nosso curso de PNL? Ele é um passo importante nessa jornada em busca do autoconhecimento e realização!

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